Complô contra a América
Há um complô contra a América. Pela falsidade de suas propagandas e promessas, pela desigualdade econômica orgulhosa, pela desatenção ao seu próprio povo e pela leniência e incentivo a uma selvagem violência

Há um complô contra a América. Pela falsidade de suas propagandas e promessas, pela desigualdade econômica orgulhosa, pela desatenção ao seu próprio povo e pela leniência e incentivo a uma selvagem violência
Devemos considerar essas instâncias de poder, no âmbito dos estados, como expressão da democracia? Em vista da repetida incapacidade de Washington aprovar um orçamento, seria tentador responder que sim. Mas, em compensação, a margem de manobra deixada para os cinquenta membros da Federação contribui para silenciar vozes dissidentes e enfraquecer a representação democrática
Já que Washington pretende garantir a liderança da cruzada democrática – “A América está de volta, pronta para governar o mundo”, proclamou Joe Biden em 24 de novembro de 2020 –, os países–satélite deveriam entender que os norte-americanos não têm mais um acordo quanto à identidade de seu principal adversário. As razões têm pouco a ver com a geopolítica mundial e tudo a ver com suas divisões internas.
No plano de governo de Joe Biden, dentre as principais diretrizes para política externa, está “restaurar a liderança internacional americana”. A restauração seria pelo exemplo, reforçando os pilares democráticos do país
Cientista de dados belga Karim Douieb criou mapa que mostra o peso do voto popular nas eleições norte-americanas
Biden pode não ser e muito provavelmente não será nenhum salvador da democracia no mundo, mas sua vitória pode representar um elemento fundamental para que líderes como Trump e todos que nele se inspiram comecem a ser vistos como reais e perigosas ameaças para a democracia nos lugares onde ela ainda existe
Às vésperas de sua efetivação, a telefonia móvel de quinta geração – o 5G – suscita um fluxo de questões ligadas ao seu impacto ecológico e sanitário e, fundamentalmente, ao desenvolvimento tecnológico sem controle. Mas a grande disputa do 5G é travada no campo geopolítico, com o enfrentamento sempre duro entre Estados Unidos e China
A chegada de famílias asiáticas aos bairros abastados está provocando uma fuga dos brancos nos Estados Unidos. Fenômeno semelhante ao ocorrido após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando afro-americanos migraram dos estados do sul rumo ao norte. Abandonar bairros cobiçados por sua segurança, prestígio e escolas de alto nível não é a estratégia mais inteligente a seguir, mas os brancos querem preservar o lugar de seus filhos no topo da hierarquia meritocrática
Enquanto parecia ter o monopólio das terras-raras, recurso indispensável para a fabricação de produtos de alta tecnologia, a China importou mais do que exportou. Mas será que algo realmente mudou, considerando que seus clientes continuam tão dependentes da produção chinesa quanto antes? Ademais, Pequim segue ameaçando os Estados Unidos com a interrupção das entregas
A negligência de Donald Trump e Jair Bolsonaro diante da crise sanitária reforçou a ideia de que os “populistas” seriam hostis à ciência, particularmente a médica. A história dos Estados Unidos e a do Canadá lembram o contrário: os populistas lutaram para democratizar o saber e a saúde, enquanto as corporações de médicos trabalham para reservá-los aos ricos
Nos Estados Unidos, a garantia da ordem é uma prerrogativa local. Como então explicar que uma cidade progressista como Minneapolis seja palco de repetidas atrocidades policiais racistas? Portadoras de um pesado passivo em termos de violência contra pessoas negras, as polícias desfrutam de uma impunidade quase total – pelo menos até a morte de George Floyd