A mídia francesa contra o governo grego
Pierre Rimbert

Pierre Rimbert
Aparentemente, o projeto era simples. Após cinco meses, os credores de Atenas se incumbiriam de salvar a Grécia da bancarrota. Ao final das negociações, sua outra ambição foi desvelada: desacreditar um projeto político tido como “radical”Costas Lapavitsas
Não mudamos uma política que está perdendo. Nem a derrota nas eleições departamentais, nem a ascensão da extrema direita, nem o crescimento do emprego acalmam os ardores liberais do presidente François Hollande e de seu primeiro-ministro, Manuel Valls. Prova maior: o projeto de lei do ministro da Economia, E. MacronMartine Bulard
Sua oposição às políticas de austeridade europeias vale aos gregos tanta simpatia quanto sua luta contra a ditadura dos coronéis? Depois do golpe de Estado de 21 de abril de 1967, a solidariedade internacional se estendeu a amplos setores de opinião, para além da esquerda. O cineasta fala de seu filme Z como referênciaPhilippe Descamps
Semana após semana, o nó das negociações estrangula progressivamente o governo grego. Altos dirigentes europeus já explicaram que nenhum acordo será possível com o primeiro-ministro Alexis Tsipras enquanto ele não “romper com a ala esquerda de seu governo”. A Europa, prega solidariedade, só a oferece aos conservadores?Stelios Kouloglou
Passeatas, participação em eleições, exercício do poder. Esses três tipos de ação política apresentam uma característica comum: as classes populares os ignoram ou são afastadas deles.Serge Halimi
Ao dizer que “Marine Le Pen fala como uma comunista dos anos 1970”, François Hollande contribuiu para bagunçar as referências políticas na França. De seu lado, a multiplicação de alianças entre Estados que, a priori, são opostos dificulta a compreensão das relações internacionais.Serge Halimi
Na queda de braço que disputa com Berlim em torno da política de austeridade e da manutenção do pagamento da dívida pública, Atenas procura por apoios. A vitória de Alexis Tsipras, da frente de esquerda Syriza, nas eleições gerais de janeiro de 2015 favoreceu seus potenciais aliados na Europa?Renaud Lambert
Muitos historiadores analisam a Comuna de Paris como um levante patriótico que teve origem no confisco dos canhões da Guarda Nacional, em março de 1871. Os fundamentos intelectuais da insurreição, porém, parecem mais antigos: desde 1868, nos clubes políticos e nas reuniões populares, o sonho da “República Universal”Kristin Ross
Se desse ouvidos aos discursos sobre os postos de trabalho não ocupados, a França estaria sentada sobre imensas jazidas de emprego. Tais proposições alimentam uma proposta política: reforçar o controle sobre os desempregados. No entanto, as cifras colocadas em destaque não significam bem aquilo que dizem, ao contrárioHadrien Clouet
Tocante quando morre em um naufrágio, preocupante quando perturba a ordem pública, o estrangeiro sempre turbina a audiência. Tanto na França como nos Estados Unidos, a cobertura da imigração foca cada vez mais questões humanitárias e de segurança, respondendo em geral às exigências do calendário politicoRodney Benson
A visita do presidente François Hollande a Cuba, em 11 de maio, marca uma nova etapa do degelo das relações entre Havana e as potências ocidentais. Raúl Castro e Barack Obama já haviam dado, em abril, um aperto de mão histórico na Cúpula das Américas. Essa aceleração da história suscita algumas interrogações na ilha…Janette Habel