A Guerra no Irã: quando mais um conflito pode virar o maior de todos
A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia

A guerra voltou a ser a linguagem da política internacional e isso revela um fracasso da diplomacia
O confronto em torno do Irã revela como instrumentos clássicos de pressão estratégica enfrentam limites crescentes em um sistema global marcado por novas redes de poder e maior autonomia regional
O que está em jogo é mais amplo: a configuração do equilíbrio regional e a limitação das margens de projeção estratégica iraniana em um sistema internacional em reacomodação
A algoritmização da morte e a política de guerras preventivas transformam crises regionais em riscos globais
Desde dezembro de 2025, as manifestações no Irã reacenderam o debate sobre a legitimidade do regime xiita e os rumos políticos do país. No entanto, mais do que um episódio de contestação doméstica, até onde podemos interpretar tal crise enquanto um laboratório da guerra híbrida no Oriente Médio?
Problematizar o uso do termo “Estado falido” é mais do que uma disputa semântica. Trata-se de uma batalha por narrativas que envolve reconhecimento político
Premiações internacionais costumam ser apresentadas como reconhecimentos neutros de mérito, mas, na prática, operam dentro de complexas relações de poder. Ao articular cultura, política e geopolítica, este texto examina como o prestígio simbólico pode ser convertido em recurso estratégico em disputas nacionais e internacionais, evidenciando as tensões entre autonomia intelectual, legitimidade política e soberania em contextos de conflito
A formação do poder global dos Estados Unidos está profundamente ligada a uma tradição política e ideológica que moldou sua atuação internacional desde o século XIX. Mais do que uma diretriz diplomática, a Doutrina Monroe tornou-se um dos pilares da construção do que diversos autores definem como americanocentrismo: uma visão de mundo que posiciona os EUA como eixo político, econômico e civilizatório do continente americano e, posteriormente, do sistema internacional
Caracas, 03 de janeiro de 2026! Data histórica em que as veias abertas da América Latina voltaram a sangrar. O grasnido de morte voltou a ecoar pelas terras da mátria latina! O Big Stick mais pesado e mortal do que nunca, agitado por um hipócrita ancião belicoso com alma de cowboy! Que reivindica tudo a sua volta, como seu grande quintal!
As ações do novo governo Trump não deixam dúvidas sobre a intenção de atingir fortemente os pilares da ordem internacional criada no pós-guerra, em especial o multilateralismo global, representado pela ONU, e o sistema de segurança, caracterizado pela institucionalização do poder de veto das potências nucleares no Conselho de Segurança
Em janeiro de 2026, os Estados Unidos inauguraram um novo patamar de intervenção ao bombardear a Venezuela e capturar seu chefe de Estado em uma operação relâmpago, sem declaração formal de guerra e com mínima fricção institucional. Mais do que um episódio excepcional, a Operação Absolute Resolve revela a consolidação de um modelo contemporâneo de conflito baseado na integração entre ação militar, controle informacional e gestão jurídica da violência
A Venezuela foi atacada por Trump por dois motivos. Primeiro, pelo interesse econômico em controlar as jazidas de petróleo sob controle estatal. Segundo, pelo interesse político em promover a mudança de um governo contrário a Washington. E o Brasil? Será o próximo da lista?