Para onde vai a Alemanha?
No dia 03 de outubro de 2020 a reunificação da Alemanha completou 30 anos. O que se pode dizer do país e sua inserção na Europa e no mundo após estas três décadas?

No dia 03 de outubro de 2020 a reunificação da Alemanha completou 30 anos. O que se pode dizer do país e sua inserção na Europa e no mundo após estas três décadas?
O crescimento econômico da China e o acirramento das disputas com os Estados Unidos impõem desafios importantes às duas maiores economias da América Latina – o Brasil e o México
Após um longo eclipse, a Rússia retoma o passo na África. Apresentado por Paris como uma manobra tortuosa, esse retorno assinala, na verdade, a banalização da potência russa. Moscou que, no passado, apoiou lutas contra o apartheid na África do Sul e pela descolonização, contenta-se atualmente em preencher sua carteira comercial e reforçar parcerias de segurança
Não surpreende que a falsa promessa de acabar com a fome por meio do aumento da produtividade agropecuária nunca tenha se cumprido. Verdade seja dita, desde a consolidação do setor agroindustrial, a fome continuou crescendo. Dados da FAO revelam que, antes da pandemia, uma em cada quatro pessoas no mundo passava fome: quase 2 bilhões de pessoas
Já que Washington pretende garantir a liderança da cruzada democrática – “A América está de volta, pronta para governar o mundo”, proclamou Joe Biden em 24 de novembro de 2020 –, os países–satélite deveriam entender que os norte-americanos não têm mais um acordo quanto à identidade de seu principal adversário. As razões têm pouco a ver com a geopolítica mundial e tudo a ver com suas divisões internas.
A brutal desaceleração da economia mundial por causa da pandemia obriga as grandes potências a repensar suas estratégias industriais e comerciais. Muitos países, incluindo os EUA, continuarão seus esforços para se tornarem menos dependentes da China. As reconfigurações que se anunciam não estarão isentas de tensões geopolíticas, e as que se estabelecem entre Washington e Pequim estão entre as maiores
Trinta e cinco anos depois da sua retirada de cena, os militares brasileiros estão de volta, em 2019, e parecem decididos a governar de novo. Mas se for o caso, terão que se enfrentar e responder aos novos desafios do Estado brasileiro
A sustentabilidade ambiental e climática, assim como as possibilidades abertas pelas inovações tecnológicas, certamente são motores que impõe a necessidade de que Estados e empresas petrolíferas se debrucem sobre estratégias de transição da matriz energética. Entretanto, abaixo da ponta desse iceberg há outros motivos geopolíticos e financeiros menos nobres, e mais contraditórios
O atual panorama de expansão do capital e invasão sofisticada para a América Latina carrega características comuns em todo território: governos de direita; novas políticas de segurança; presença das Forças Armadas dos Estados Unidos, sob mando do Comando Sul; exploração dos recursos naturais estratégicos.
A ideia de que precisamos entender identidades como processos históricos em vez de constantes essenciais de cada grupo social já não é considerada radical na disciplina de Relações Internacionais há algum tempo
Destinado a normalizar as relações entre Estados Unidos e Rússia, o encontro de Trump com Putin no dia 16 de julho aumentou a confusão. Empurra-se assim Moscou um pouco mais aos braços de Pequim, apesar do desequilíbrio entre as duas potências. Rússia e China reforçam suas conexões, mas defendem seus próprios interesses, que nem sempre coincidem
Acabar com o petróleo, os gases de efeito estufa e a poluição atmosférica: essas são as promessas do carro elétrico. Mas o entusiasmo atual oculta as novas poluições e dependências geopolíticas que essa revolução implica. Isso porque, graças a seu monopólio de certas matérias-primas, a China poderá se tornar a capital mundial do automóvel