Uma mídia antirracista na cobertura de violência do Estado
Os desafios do Alma Preta, uma agência de jornalismo independente com foco na temática racial

Os desafios do Alma Preta, uma agência de jornalismo independente com foco na temática racial
Portal Favela em Pauta, trabalhando com o conceito de “jornalismo profissional”, traz um olhar de dentro das favelas; um nítido contraste com a cobertura da imprensa tradicional
Argentina, Equador, Brasil: por todo lado, o mesmo cenário. Dirigentes conservadores chegam ao poder após um longo período de governos de esquerda. Mal são eleitos, todos parecem premidos por uma urgência: anular as medidas de regulamentação da imprensa instauradas por seus predecessores a fim de controlar o poder político das mídias privadas
A Globo, que apoiou o golpe e a política econômica que ele trouxe, criou um terreno perfeito para o crescimento da extrema direita
O telespectador, o ouvinte e o leitor não se vêm nas imagens, nos sons, nos textos, enxergam e escutam apenas o outro, o diferente, o não ser, despossuídos de direitos, quase sempre o negro, o pobre, aquele que não merece nem mesmo as “grades” das prisões nacionais
A cobertura dos canais de notícias 24 horas da França revela um indisfarçável sentimento de rejeição ao movimento dos trabalhadores. Durante paralisação dos ferroviários iniciada em abril, jornalistas e comentaristas se revezaram para contar as “mortes” provocadas pela interrupção, enumerar prejuízos a estudantes e comerciantes e denunciar o que chamaram de “grevicultura”
A grave crise da imprensa iniciada nos anos 2000 se encerrou, ao menos no plano econômico. De um lado, os grupos tradicionais que apostaram nas assinaturas e na informação on-line paga se recuperam. De outro, emergem dezenas de sites de variedades inteiramente dependentes da publicidade – e do número de páginas visitadas
Sophie Eustache e Jessica Trochet
Impor sua agenda no debate público, levar a batalha cultural paralelamente ao combate político: na Alemanha, como em outros lugares, as formações nacional-conservadoras se aplicam em preencher essa dupla tarefa. Isso passa pela criação de revistas, editoras e jornais. É o caso do Junge Freiheit, semanário que conheceu um crescimento fulgurante nos últimos anos Rachel Knaebel
O verdadeiro bastidor da política é a economia e não os corredores do Congresso Nacional, os jantares entre políticos, as relações entre representantes dos três poderes e entre estes e outras figuras da sociedade, as articulações e alianças partidárias, etc. Tudo isso serve bem como objeto para comentaristas de política das grandes empresas de mídia, que acabam fazendo uma espécie de coluna de fofoca sobre as celebridades do poder. Maurício Abdalla
Donald Trump e a mídia norte-americana cultivam uma relação de amor e ódio: os jornalistas que ofereceram ampla publicidade gratuita às suas bravatas agora dissecam a presidência. As relações tensas maquiam uma homogeneização econômica das empresas. Mesmo os novos sites informativos adotam um modelo que desencoraja a investigação e a reportagem
Antes que a indignação provocada o obrigasse a recuar, o governo de Manuel Valls tentou proibir uma manifestação sindical na França. Esse desvio autoritário deve muito ao clima de guerra social gerado pelos principais meios de comunicaçãoPierre Rimbert
Segundo a The Economist, a Índia se içou ao primeiro lugar mundial no mercado da imprensa, à frente da China. Uma das chaves desse sucesso: os progressos na alfabetização, que passou de 12% em 1974 para 74% da população hojeBenjamin Fernandez