A torturante função da educação na década de 1970
Os anos 1970 demarcaram a consolidação de uma geração educada no vazio político, com um silêncio ensurdecedor e gritos contestáveis nos porões da ditadura. Confira aqui a continuação deste artigo

Os anos 1970 demarcaram a consolidação de uma geração educada no vazio político, com um silêncio ensurdecedor e gritos contestáveis nos porões da ditadura. Confira aqui a continuação deste artigo
O cotidiano do aluno é profundamente alterado e o aprendizado é substituído pela repressão e por normas rígidas de comportamento. Ele é obrigado a vestir o uniforme militar completo de estudante. O corte de cabelo dos meninos segue o padrão militar e as meninas devem manter o seu preso. Esmalte escuro é proibido. Mascar chiclete, falar palavrão ou se comunicar com gírias também são práticas banidas
O que tem levado mais e mais governadores a proclamarem as virtudes da educação militarizada e firmarem convênios com as PMs de seus estados para a gestão de escolas? Trata-se de uma tática eleitoreira tipicamente fascista: a manipulação do medo
Em verdade, essa ascensão dos militares pode ser ilustrativa de uma saída da política que nunca existiu. Apesar de contarmos 32 anos sem intervenção direta, as Forças Armadas jamais recuaram do controle do instrumento de dominação social e política por excelência do Estado moderno
Militares são treinados para matar inimigos. As táticas de ocupação de território visam à invasão de países estrangeiros, e a “licença para matar” volta-se contra combatentes estrangeiros. O que significa, então, ocupar nossas próprias cidades, habitadas por concidadãos?
Após os sangrentos atentados na França, muitos políticos apresentaram como modelo a gestão das questões de segurança realizada por Tel-Aviv. Porém, eles nem sempre falam dos efeitos negativos nos planos político, econômico e social. Na sociedade israelense, a resposta militar ao terrorismo já mostrou seus limitesGideon Levy
Professora livre-docente do Departamento de Sociologia da USP e vice-coordenadora do Laboratório de Pesquisa Social (Laps-USP), Vera da Silva Telles apresenta em entrevista um panorama da gestão dos conflitos nas grandes metrópoles globais e sua aplicação em atos que ocupam ruas e praças, como o Passe LivreCristiano Navarro e Luís Brasilino
Naturalizada pela sociedade e incrementada pelo punitivismo de agentes do Estado, a tortura constitui peça fundamental do funcionamento cotidiano do sistema de justiça criminal nacional. Confira a seguir o quarto artigo da série especial “Prisões, a barbárie contemporânea”Rafael Godoi
Junho deu visibilidade a uma série de movimentos de multidões. Ações diretas organizadas por grupos autogestionários, horizontais e desvinculados de projetos partidários pegaram os aparatos repressivos de surpresa. Em resposta, o Estado apresentou suas formas de repressão e criminalização
Os analistas de defesa norte-americanos se preocupam com os progressos da dissuasão nuclear chinesa e com os avanços na área espacial do país. Jogando com a dualidade dessas áreas conexas, a China melhorou a importância, o alcance e a eficácia de seu arsenal, correndo o risco de fragilizar os equilíbrios nuclearesOlivier Zajec
O país adotou um modelo de polícia que ainda está fortemente atrelado à defesa do Estado, e não à defesa do cidadão. É um modelo híbrido, no qual convivem uma polícia investigativa de caráter civil e uma polícia preventiva de caráter militarLuís Antônio Francisco de Souza
Apesar do mal-estar provocado, o Massacre do Carandiru não colocou um ponto final nas intervenções de forças militares em revoltas prisionais. Ao contrário, impunidade dos responsáveis e a ausência de um debate político sobre os acontecimentos estimularam direta e indiretamente a militarização do sistema penitenciárioFernando Salla|Marcos Alvarez