Uma análise sobre a idiossincrasia eleitoral de Minas Gerais
Por que Minas Gerais, estado historicamente visto como um retrato político do Brasil, tantas vezes escolhe caminhos diferentes para presidente e governador?

Por que Minas Gerais, estado historicamente visto como um retrato político do Brasil, tantas vezes escolhe caminhos diferentes para presidente e governador?
A blitzkrieg (guerra-relâmpago) nos interiores de Minas Gerais tende a aumentar, afinal, trabalhadores da COPASA não deixarão seus empregos morrerem em câmara lenta e se engajam em mais uma campanha intensa. O debate já chega em prefeituras e câmaras de vereadores – e quem é que vai requerer pedir voto?
Diretor do filme Rejeito escreve sobre a obra que retrata as consequências da mineração e analisa as contradições da transição energética: “o mesmo setor que, em apenas dez anos, empilhou alguns dos piores desastres socioambientais da história mundial, como Mariana e Brumadinho, tenta se reposicionar como aquele que vai salvar o planeta”
Estado é um bom exemplo de como o processo de implementação das escolas cívico-militares tem se dado de forma intempestiva, sem diálogo com a sociedade e com a comunidade escolar
Romeu Zema tornou-se inimigo número um do meio ambiente, em prol do mercado financeiro e das corporações, quando enfraqueceu a vistoria das barragens de rejeito de minério, flexibilizou leis de fiscalização ambiental e promoveu a liberação de mais agrotóxicos
População da cidade histórica pagava uma taxa de água de aproximadamente R$ 27 por mês. Após a privatização, 10m³ de água, para a tarifa residencial, passaram a corresponder a R$ 79,88
Governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), defende a privatização da estatal de geração e distribuição de energia
Segundo o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, haviam naquele ano 607,5 mil estabelecimentos agropecuários em Minas. Eles ocupam áreas que somam 38,1 milhão de hectares. Cerca de 30% delas pertencem a menos de 1% das unidades rurais
Apesar dos riscos e da tragédia da Samarco, o licenciamento ambiental de barragens de rejeito vem sendo feito de forma pouco rigorosa no Brasil. Entre os problemas estão o subdimensionamento das áreas de influência, a desconsideração dos potenciais danos a comunidades e a avaliação insuficiente de alternativas tecnológicas
O Rio Doce caracterizava-se por chegar à costa com baixa turbidez e baixa variabilidade química. Primeiro mudou-se isso com a poluição oriunda da mineração, depois se consumindo quase toda a água do rio. Agora, a água foi trocada por rejeito de mineração. O ambiente marinho da região não está preparado para issoEmiliano Castro de Oliveira
Em menos de um mês assistimos a dois graves acontecimentos que materializam os impactos negativos da megamineração – um na Argentina, outro no Brasil. Os desastres não são acidentes. A voracidade das transnacionais pressiona governos por novas desregulamentações que garantam seu acesso aos recursos naturais e flexibiliAna Maria Fernández