Tenho um pensamento sempre otimista
Aos 80 anos, o sambista Martinho da Vila afirma que debate racial acontece, mas ressalta que situação do negro no país está distante do ideal

Aos 80 anos, o sambista Martinho da Vila afirma que debate racial acontece, mas ressalta que situação do negro no país está distante do ideal
Chico responde àquelas pessoas que o hostilizaram nas ruas e nas redes sociais, recomendando a ele Cuba como opção de exílio – como se Cuba fosse um castigo na Terra como Miami. É ainda mais contundente e impactante que suas canções de críticas à ditadura, porque, desta vez, Chico aponta o dedo para a parcela fascista, ignorante e intolerante da população brasileira. E, convenhamos: como é gostoso testemunhar isso
Em entrevista exclusiva ao Le Monde Diplomatique Brasil, rapper analisa carreira e as transformações sociais do Brasil nos últimos trinta anos: “Vejo muitos negros querendo falar de outras coisas. O branco vai entender isso também, mas vai demorar um pouco”
O cantor e compositor falou ao Le Monde Diplomatique Brasil sobre política, cultura, a onda conservadora e Tropicalismo:“Eu, um rebelde dos anos 1960, observo a confusão atual com apreensão, mas também com descrença na firmeza dos valores defendidos pelos conservadores. E com um desejo de agir para criar esperança”
Leia um trecho da conversa com o compositor. Íntegra da entrevista estará na edição de janeiro de 2018 do Le Monde Diplomatique Brasil
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o paulistano do Grajaú fala sobre música, política e tempo: “ Eu só sei que quando dá a febre, pulsa tudo, e a gente tem que expressar”.
Marginalizado, o funk enfrenta o conservadorismo ao quebrar valores morais de classes dominantes. A criminalização do ritmo visa enquadrá-lo em crime de saúde pública. A música de origem periférica não foi a única que se rebelou contra classes dominantes na história brasileira
Foi-se o tempo em que os jovens amantes da música ocidental precisavam trocar escondido os discos de grupos vindos da Europa ou dos Estados Unidos. Os roqueiros mais conhecidos são cada vez mais oriundos da própria China e produzidos na cena internacional. Após se tornarem muito criativos, eles descobrem as alegrias do mercado, mas sem permanecer ao abrigo da censura
No começo dos anos 2000, o rap foi enxertado no continente africano. A juventude senegalesa, malinesa, congolesa, marfinense e sul-africana, que nele encontra um modo de expressar suas revoltas e frustrações, inventa suas próprias tendências derivadas e impõe sua credibilidade musical até mesmo nos Estados Unidos.
Frequentemente reduzido aos seus clichês – jeans rasgado, cabelo despenteado –, o punk foi bem mais que a expressão de um gosto juvenil pela provocação. Recusando-se a fazer parte de um sistema portador de crises sociais, morais e estéticas, o movimento encoraja qualquer um a inventar concretamente suas respostasEric Tandy
Com os smartphones, a audição legal de música on-line, sem download, conhece um sucesso crescente. Agora, questiona-se a qualidade oferecida e também a divisão justa dos ganhos, às vezes entre os artistas e as gravadoras, às vezes entre os próprios artistasDavid Commeillas
Imagine que você é convidado para um concerto. Entra na sala do espetáculo, senta e pensa: onde estão os instrumentos? E os músicos? Vê somente uma mesa, um computador e cabos. As luzes se apagam e o concerto começa. Então você percebe que os sons vêm de todos os lados (de caixas de som!)NME