Um privilégio de classe: o dinheiro público é para os rentistas
Controlando o Congresso e o Banco Central, os grandes grupos econômicos e financeiros garantem seus privilégios

Controlando o Congresso e o Banco Central, os grandes grupos econômicos e financeiros garantem seus privilégios
Há seis meses, a obstinação de Emmanuel Macron em ignorar o desagrado eleitoral de que foi alvo provoca uma situação de impasse político e instabilidade ministerial. Para se manter no poder, ele busca criar uma coalizão de “terceira força”, indo da direita ao centro-esquerda. Ao escolher François Bayrou como primeiro-ministro, o presidente francês estaria gastando seu última cartucho?
Em dezembro, enquanto Israel continuava bombardeando campos de refugiados, a troca de israelenses detidos na Faixa de Gaza por prisioneiros palestinos permanecia no centro das discussões pelo cessar-fogo. Poucas em número, as mulheres são frequentemente as primeiras a serem libertadas, junto com os menores de idade. Esse movimento criou uma unidade singular, especialmente em torno das ações educativas, contrastando com a profundamente dividida resistência palestina
Após um longo período de crescimento no número de votos registrados na República da Irlanda, o Sinn Féin agora enfrenta dificuldades. O partido que sonhava apagar a fronteira que divide a ilha acaba de deparar com outra linha de fratura: a que opõe beneficiários e perdedores do modelo de crescimento idealizado por Dublin após a crise de 2009
Essa forma de intervenção política institucionalizada dentro da dinâmica eleitoral, não é uma novidade no sistema político brasileiro
Mesmo com o desvelamento inequívoco da conspiração antidemocrática, que em tese deveria dar margem para colocar a extrema direita em apuros, quem permanece na defensiva é o governo. As dificuldades de enfrentamento do golpismo e da questão militar não são estranhas ao outro eixo em que o governo patina para tomar rumo: as políticas sociais
A democracia vai mal. A culpa seria das instituições, das redes sociais, do individualismo. Da “radicalidade dos extremos” ou, ainda, da impotência diante da violência econômica, que precisaria ser amenizada. No entanto, o capitalismo só é possível graças à separação entre o econômico e o político, o que o torna fundamentalmente antidemocrático
“Profundamente chocante”, reagiu o ex-ministro do Interior francês Gérald Darmanin à inelegibilidade recentemente solicitada contra Marine Le Pen. “Cada um deve permanecer em seu lugar para evitar um ‘governo dos juízes’”, já declarava ele após o Conselho Constitucional ter censurado parcialmente a Lei de Imigração. Essa retórica hostil aos magistrados é recorrente na política. A que ela remete?
Em 1º de outubro de 2024, Andrés Manuel López Obrador deixou o poder. O idealizador da “quarta transformação” transformou-se em uma das figuras mais populares da história do México. Algumas de suas políticas, contudo, desapontaram e fazem parte do legado transmitido à nova presidenta, Claudia Sheinbaum, cuja agenda – mudança na continuidade – se mostra delicada
A nova presidenta do México não deve sua eleição apenas à popularidade histórica de seu antecessor. Seu sucesso também se explica pelo longo trabalho de proximidade realizado pela esquerda na Cidade do México, junto ou dentro de associações da sociedade civil
Por muito tempo marginal, o evangelismo está hoje bem mais presente na França. Alimentado por várias lideranças, notadamente a dos missionários anglo-saxões, mas também a de fiéis originários da África Subsaariana, esse ramo do protestantismo está se estruturando pouco a pouco. Vários de seus membros desejam agora influenciar o debate nacional por meio da defesa de ideias conservadoras
No segundo episódio desta série especial, Luciene Karajá e Vanda Witoto falam sobre as suas candidaturas como um ato de resistência