Universidade, reforma agrária e liberdade acadêmica
Comissão de sindicância interna da Esalq, tradicional escola de agricultura da USP, é criada para investigar atividade acadêmica organizada pelo professor Marcos Sorrentino em conjunto com o MST

Comissão de sindicância interna da Esalq, tradicional escola de agricultura da USP, é criada para investigar atividade acadêmica organizada pelo professor Marcos Sorrentino em conjunto com o MST
De acordo com dados de 2009, os estrangeiros possuem 34.371 imóveis ocupando 4,348 milhões de hectares do Brasil, ou 0,5% do território nacional. A aquisição de terras por estrangeiros no país é, portanto, quantitativamente insignificativa e o alarde em torno do tema não passa de um factoide para esconder a grilagem deAriovaldo Umbelino de Oliveira
Todo mundo deve saber que no interior de São Paulo há um senhor plantando abóbora e um casal que cultiva verduras e vende ovos caipiras. As famílias são pobres, mas têm uma enorme consciência política. Uma visita ao assentamento dos sem-terra mostra uma vida solidária e cooperativa
A democracia no Paraguai completa sua maioridade com os 21 anos da queda da ditadura Stroessner. O que ficou desse período e como superar seu legado? Responder a esta questão é o grande desafio da administração Lugo, cuja vitória nas eleições presidenciais em 2008 gerou expectativas difíceis de cumprir
Embora o III PNDH reconheça que o modelo do agronegócio é potencialmente responsável por desrespeito aos direitos humanos dos pequenos e médios agricultores, comunidades locais e povos tradicionais, ele não contém nenhuma proposta que altere de fato as causas das violações
Só se passaram 20 anos desde a queda de Stroessner. Mas quando se anda por Assunção, parece que a ditadura nunca existiu. Com exceção de um modesto museu, não há nenhuma lembrança dos detidos e torturados. Os políticos, dos quais um bom número é oriundo do “antigo regime”, se calam, assim como a mídia
Quando eclodiu a crise econômica atual, já vivíamos uma situação anômala, semelhante à Revolução Verde na década de 1970: as melhores terras, mais próximas das grandes cidades e dos portos, estão produzindo energia para os automóveis da classe média, no lugar de alimentos para toda a população
Se a política agrícola brasileira fosse diferente, talvez o país não sofresse com a crise mundial de alimentos. Esse é um dos argumentos utilizados pelos sem-terra para chamar a atenção para a precarização das áreas de reforma agrária: falta infra-estrutura, escolas, postos de saúde, enfim, tudo.
Concentração dos meios de produção, orientação do mercado para a exportação e o consumo de luxo, atuação oligopolizadora do Estado, mentalidade senhorial das classes altas: esses quatro fatores estão na raiz dos abismos sociais e regionais. Mas há sinais promissores de mudanças
Mais de meio século depois da “revolução nasserista”, que pôs fim ao “antigo regime” nos campos do Egito, as velhas famílias latifundiárias voltam a gozar seus privilégios, sob os auspícios do neoliberalismo. Mas os camponeses não estão passivos frente a essa escalada