O SUS contra a barbárie neoliberal
Não se trata apenas de um projeto econômico que disputa o volume de recursos ou a prioridade conferidos ao SUS, mas sim, um projeto que ataca os princípios da universalidade e da solidariedade que o fundam.

Não se trata apenas de um projeto econômico que disputa o volume de recursos ou a prioridade conferidos ao SUS, mas sim, um projeto que ataca os princípios da universalidade e da solidariedade que o fundam.
As terríveis consequências econômicas e sociais da pandemia de Covid-19 convidam à reflexão e exigem a retomada da saúde entre as prioridades da nova Unasul
A injeção maciça de dinheiro público para combater a Covid-19 não afrouxou o controle da indústria farmacêutica sobre a produção da informação médica. Muitas vezes usado para justificar ataques às liberdades, o recurso a um vocabulário científico perdeu significado, favorecendo, em troca, discursos simplistas. Três anos depois do início da pandemia, uma avaliação mais documentada das políticas de saúde pública ainda precisa ser feita
Pesquisa do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) e parceiros aponta que a pandemia provocou uma intensificação do papel dos jovens brasileiros na provisão e nas responsabilidades consigo mesmos e sua família, uma vez que muitos familiares adultos ficaram doentes, incapacitados para o trabalho, foram demitidos ou tiveram o salário diminuído
Neste novo contexto político, a partir de 2020, a saúde volta a ter importância crescente e ascendente, infelizmente devido a um dos maiores flagelos sanitários dos últimos 100 anos, a pandemia de Covid-19 que, ademais, afetou de forma particularmente desproporcional a América Latina
O Brasil tem potencial para operar como construtor conjunto da emergência definitiva Sul Global e a saúde jogará um papel central nesse processo como uma ferramenta de desenvolvimento e integração regional.
Uma política de saúde eficaz aponta para a derrubada dos muros, dos limites, para o desmanche das grades que se apresentam como determinantes no processo de saúde-adoecimento-morte das pessoas, seus familiares e comunidades. O desencarceramento se apresenta como uma política pública de saúde, um primeiro passo para uma prática abolicionista.
Desde a primeira edição, a Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo, a Violência e pelo Bem Viver afirma como horizonte transformador a superação do sistema de subordinação racial e de gênero que estrutura as relações sociais no Brasil
O debate sobre justiça reprodutiva da população lésbica e bissexual é pouco difundido no país, e, consequentemente, o acesso a informações gera preocupação para a viabilidade de direitos e o cuidado integral com a saúde
Hoje vivemos uma nova onda daquilo que pode ser a volta dessa doença, ainda que sob um vírus não tão agressivo e que tinha uma ocorrência endêmica. Mas será mesmo que devemos nos preocupar?
O desafio para 2022 é superar a pandemia e a imensa desigualdade sanitária e socioeconômica pelo mundo afora
A saúde deverá ser prioridade nas discussões sobre mudança de clima, tendo em conta o papel central que ocupa na ocorrência de crises globais