E se fosse o seu filho?
Não podendo contrariar estudos e estatísticas, os adeptos da truculência amiúde recorrem a uma conhecida questão de apelo emocional: e se fosse o seu filho?, perguntam, ao se referir a uma vítima de latrocínio

Não podendo contrariar estudos e estatísticas, os adeptos da truculência amiúde recorrem a uma conhecida questão de apelo emocional: e se fosse o seu filho?, perguntam, ao se referir a uma vítima de latrocínio
Moro sugeriu que juízes possam extinguir penas de policiais que alegarem que mataram por estarem submetidos a “violenta emoção, escusável medo ou surpresa”. Pergunto: se o cabo que matou Hélio justificasse que atirou porque se sentiu surpreendido, seria justo que ele não fosse responsabilizado?
A quem interessa manter a insuficiência, a ineficiência, a ineficácia ou até a eliminação das políticas públicas em áreas como saúde, educação, cultura, segurança, mobilidade urbana, infraestrutura, saneamento básico? Se um governo não está disponível para aprimorar e assegurar políticas que visem melhorias da vida de seus cidadãos, a quem ele serve?
O discurso do simples endurecimento da política de segurança por si mesmo, ao invés de solucionar a crise, a agravará ainda mais
Essa violência, se ela realmente se suceder, virá acompanhada de uma retórica que valoriza a unidade, a pátria e a paz
Não podemos esquecer quais grupos estão primeiro em risco em um governo Bolsonaro
Minha mãe deveria estar orgulhosa. Mas não. Ela está com medo
Não se trata de acaso que as principais vítimas da violência eleitoral sejam os grupos mais atacados por Bolsonaro não somente nesta campanha, mas ao longo dos 27 anos de sua vida pública, ou seja, mulheres, negros e a população LGBTI
Nos falta ainda o susto com nossa democracia fantasmagórica e fantasmagorizante, com nosso Estado de exceção, com todos os tipos de bovarismos, com a cultura do arremedo de avanço com atraso, quase sempre tendo a violência nas duas pontas
No próximo dia 16 de setembro, a Intervenção Federal completa seu sétimo mês na capital Fluminense com resultados que apontam para violência, confronto aberto contra civis e a violações de direitos humanos
Mal equipada e mal planejada, a Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana acumula fracassos e escândalos. Os capacetes azuis são acusados de atirar contra uma multidão desarmada em Bangui, em abril. Entre a miséria e uma guerra civil insidiosa, o país é palco de uma disputa de influências internacional
Mesmo diante das evidências dos limites dessa política, alguns candidatos seguem prometendo mais do mesmo remédio-veneno. Defendem só construir prisões e endurecer as penas; defendem e louvam a violência como resposta à violência, em uma vendeta que parece longe de acabar