Armas de fogo e o caleidoscópio simbólico
A revogação do Estatuto do Desarmamento, pronta para ser votada no plenário da Câmara dos DeputadosSérgio Adorno e Renato Sérgio de Lima

A revogação do Estatuto do Desarmamento, pronta para ser votada no plenário da Câmara dos DeputadosSérgio Adorno e Renato Sérgio de Lima
Professora livre-docente do Departamento de Sociologia da USP e vice-coordenadora do Laboratório de Pesquisa Social (Laps-USP), Vera da Silva Telles apresenta em entrevista um panorama da gestão dos conflitos nas grandes metrópoles globais e sua aplicação em atos que ocupam ruas e praças, como o Passe LivreCristiano Navarro e Luís Brasilino
Naturalizada pela sociedade e incrementada pelo punitivismo de agentes do Estado, a tortura constitui peça fundamental do funcionamento cotidiano do sistema de justiça criminal nacional. Confira a seguir o quarto artigo da série especial “Prisões, a barbárie contemporânea”Rafael Godoi
Há alguns anos, o novo presidente argentino, Mauricio Macri, comparou a homossexualidade a uma doença.Atualmente, seu tom é outro: ele sabe que os doze anos (2003-2015) da esquerda no poder transformaram o país, em especial no que diz respeito às identidades civis e sexuaisAngeline Montoya
Protestos realçaram a visita do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, à França em julho. Tortura, massacres, desaparecimentos: diversas organizações denunciaram a responsabilidade do Estado em atos cotidianos para os mexicanos.Sergio González Rodríguez
Num mundo em que principalmente as novas tecnologias da comunicação mudam a todo instante, não há como não questionar o porquê de ainda termos de nos preocupar com fatos que decididamente remetem a uma barbárie arcaicaHelcio Kovaleski
Autor de A mosca azul: reflexão sobre o poder e Calendário do poder, Frei Betto conversou com o Le Monde Diplomatique Brasil sobre o nível de intolerância no país. Em sua opinião, apesar de avanços recentes, a cultura consumista propagada pelo neoliberalismo subverte a lógica, anula o bom senso e reforça a intolerânciaLuís Brasilino
Região mais desigual do mundo, a América Latina continua sendo a mais violenta. Se a insegurança reflete a brutalidade dos índices sociais de países devastados pelo neoliberalismo, ela também sublinha o fracasso de governos progressistas, muitas vezes envolvidos em corrupção.Carlos Santiso e Nathalie Alvarado
Segundo o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, 74% das prisões por tráfico de drogas em São Paulo contaram apenas com o testemunho dos policiais que realizaram a apreensão do acusado, e, em 76% de todos os inquéritos policiais da cidade, os agentes que participaram da prisão foram ouvidos como testemunhasAnderson Lobo da Fonseca
Na noite de 25 para 26 de outubro, uma granada da polícia matou Rémi Fraisse, um manifestante de 21 anos. O governo francês, no entanto, demorou dois dias a reagir, pois estava infinitamente mais propenso a saudar a memória de um dono de companhia petrolífera morto num acidente de aviãoSerge Halimi
Assédios, estupros e abusos são vividos pelas mulheres nas cidades como se transitassem em espaços que não são seus. Isso é reforçado pelo descuido com serviços comuns, como transporte e iluminação. Em vez de a cidade se adequar às necessidades de suas usuárias, são elas que mudam hábitos, roupas, percursos e horáriosAna Paula Ferreira
Reduzir a pobreza e diminuir a desigualdade foram e são objetivos essenciais para conseguir um avanço histórico no país, mas o Brasil não será um país avançado enquanto tiver de conviver com altos níveis de impunidade, violência e abusos contra os direitos humanosIgnacio Cano