Precisamos falar sobre encarceramento feminino
Apesar do número de mulheres aprisionada ser menor em relação aos homens, cerca de 38 mil, entre 2000 e 2014 a quantidade de mulheres presas aumentou 503%, enquanto a população masculina aumentou 228%

Apesar do número de mulheres aprisionada ser menor em relação aos homens, cerca de 38 mil, entre 2000 e 2014 a quantidade de mulheres presas aumentou 503%, enquanto a população masculina aumentou 228%
Este artigo analisa a conjuntura política brasileira do ponto de vista das terras indígenas, mostrando como a intensificação do ataque aos direitos dos índios está ligada a um processo mais amplo de ofensivas que se deram tanto nas gestões anteriores do Executivo Federal como nos âmbitos do Legislativo e do Judiciário. Intimamente ligadas a políticas etnocidas, genocidas e ecocidas – como aquelas que visam favorecer o setor elétrico, o de mineração e o de construção civil (em detrimento dos modos de vida e das garantias constitucionais de populações minoritárias)
A revogação do Estatuto do Desarmamento, pronta para ser votada no plenário da Câmara dos DeputadosSérgio Adorno e Renato Sérgio de Lima
Professora livre-docente do Departamento de Sociologia da USP e vice-coordenadora do Laboratório de Pesquisa Social (Laps-USP), Vera da Silva Telles apresenta em entrevista um panorama da gestão dos conflitos nas grandes metrópoles globais e sua aplicação em atos que ocupam ruas e praças, como o Passe LivreCristiano Navarro e Luís Brasilino
Naturalizada pela sociedade e incrementada pelo punitivismo de agentes do Estado, a tortura constitui peça fundamental do funcionamento cotidiano do sistema de justiça criminal nacional. Confira a seguir o quarto artigo da série especial “Prisões, a barbárie contemporânea”Rafael Godoi
Há alguns anos, o novo presidente argentino, Mauricio Macri, comparou a homossexualidade a uma doença.Atualmente, seu tom é outro: ele sabe que os doze anos (2003-2015) da esquerda no poder transformaram o país, em especial no que diz respeito às identidades civis e sexuaisAngeline Montoya
Protestos realçaram a visita do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, à França em julho. Tortura, massacres, desaparecimentos: diversas organizações denunciaram a responsabilidade do Estado em atos cotidianos para os mexicanos.Sergio González Rodríguez
Num mundo em que principalmente as novas tecnologias da comunicação mudam a todo instante, não há como não questionar o porquê de ainda termos de nos preocupar com fatos que decididamente remetem a uma barbárie arcaicaHelcio Kovaleski
Autor de A mosca azul: reflexão sobre o poder e Calendário do poder, Frei Betto conversou com o Le Monde Diplomatique Brasil sobre o nível de intolerância no país. Em sua opinião, apesar de avanços recentes, a cultura consumista propagada pelo neoliberalismo subverte a lógica, anula o bom senso e reforça a intolerânciaLuís Brasilino
Região mais desigual do mundo, a América Latina continua sendo a mais violenta. Se a insegurança reflete a brutalidade dos índices sociais de países devastados pelo neoliberalismo, ela também sublinha o fracasso de governos progressistas, muitas vezes envolvidos em corrupção.Carlos Santiso e Nathalie Alvarado
Segundo o Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP, 74% das prisões por tráfico de drogas em São Paulo contaram apenas com o testemunho dos policiais que realizaram a apreensão do acusado, e, em 76% de todos os inquéritos policiais da cidade, os agentes que participaram da prisão foram ouvidos como testemunhasAnderson Lobo da Fonseca
Na noite de 25 para 26 de outubro, uma granada da polícia matou Rémi Fraisse, um manifestante de 21 anos. O governo francês, no entanto, demorou dois dias a reagir, pois estava infinitamente mais propenso a saudar a memória de um dono de companhia petrolífera morto num acidente de aviãoSerge Halimi