Estado de exceção, ditadura militar e vida nua
A polícia – criada na ditadura militar brasileira – nos dias de hoje, tem o poder violento e covarde de torturar e matar, de transformar qualquer indivíduo em “Amarildo”, em sujeito invisível, exercendo o sub-humanismo nas favelas, guetos e periferias. E isso ocorre a despeito da hodierna democracia. Do pós-guerra até os dias atuais, nunca foi proporcionada uma sensação tão intensa de liberdade conectada, ao mesmo tempo, ao poder onipresente da vigilância estatal. Aliás, até aqui, nossa história parece ser a autorealização de um Estado, o qual, ao longo do tempo, agigantou-se quanto a sua vigilância e violência. A KGB, o FBI, a ABIN e a MOSSAD não nos deixa mentir e, coincidentemente, de maneira proporcional, se propagou uma anoréxica liberdade.

