No rastro do fogo #3: cerrado, clima e COP 30
Ouça o penúltimo episódio da série “No rastro do fogo”, em que discutimos a invisibilidade do Cerrado na agenda climática, tendo em vista a realização da COP 30 em Belém, em 2025

Ouça o penúltimo episódio da série “No rastro do fogo”, em que discutimos a invisibilidade do Cerrado na agenda climática, tendo em vista a realização da COP 30 em Belém, em 2025
Parte da programação anual dedicada às Histórias da diversidade LGBTQIA+, exposições de Catherine Opie, Lia D Castro e Ventura Profana questionam noções de representatividade no museu através de obras que refletem pensamento intelectual contemporâneo sobre questões como racismo e gênero
Segundo analistas internacionais, o Brasil tornou-se um swing state.1 De uma posição subserviente aos Estados Unidos no governo anterior, hoje o país é visto como não alinhado às políticas norte-americanas
Seis meses após o cinquentenário de sua fundação, o Reunião Nacional se tornou o maior da França. Suas prioridades ideológicas – endurecimento penal, combate aos imigrantes e “assistidos” – já inspiram as políticas do presidente Emmanuel Macron. No entanto, a extrema direita se alimenta há muito mais tempo da falta de compromisso e das acomodações dos partidos no governo
O Regime Fiscal Sustentável do governo Lula 3 mantém a ordem de grandeza dos recursos discricionários no mesmo patamar médio da guerra cultural do governo Bolsonaro. Em 2024, com o pequeno acréscimo advindo da greve, o orçamento discricionário é de R$ 6,38 bilhões, muito inferior aos R$ 14 bilhões de 2014
Sob dominância financeira, as instituições de ensino superior privado-mercantis têm seus modos de organização e funcionamento radicalmente transformados ao serem convertidas em grandes grupos econômicos controlados por fundos de investimentos e, em muitos casos, com ações negociadas na Bolsa de Valores
Perante uma educação que não fornece instrumentos para exercer o direito à crítica, os críticos passam a ser a extrema direita. A educação acaba se tornando um investimento individual. Não se trata mais de valores sociais, da busca pela transformação do mundo etc. Estudar vira consumir um produto que trará retorno pessoal
Nos últimos trinta anos houve uma expansão sem precedentes do ensino superior brasileiro. Esse crescimento veio acompanhado de novos desafios, que evidenciam problemas estruturais no sistema educacional que ultrapassam os muros das universidades
É preciso mudar drasticamente a mentalidade universitária, a ponto de incidir em novas ações políticas que combatam em seu interior as formas de reprodução das gestões oligárquicas de poder, o produtivismo academicista estéril e um estado de letargia geral entre a categoria docente no que tange à luta por seus direitos
Não há algo de hipócrita em nossa surpresa? Uma crise institucional, o Reunião Nacional como o principal partido da França, um “grande jogo” político: a conjuntura das últimas semanas se inscreve em uma história de pelo menos quarenta anos. A falta de compromisso das classes dirigentes, sua arrogância cultural, seu desprezo social e seu segregacionismo espacial prepararam o terreno para a extrema direita (pág. 2). Atualmente, a xenofobia e o antifeminismo do Reunião Nacional não repelem mais certas parcelas das elites (pág. 18). À frente de um Estado do qual as classes populares desconfiam (pág. 16), um presidente enfraquecido tenta improvisar. Porém, como mostra seu balanço diplomático, esse método tem limites (ver abaixo)
Fazer o que quiser em casa. Não depender de ninguém. Especialmente não depender de um Estado que não satisfaz mais as demandas que lhe são dirigidas, mas multiplica as exigências. Comum em áreas rurais, esse estado de espírito favorece o partido de extrema direita francês Reunião Nacional. Seus porta-vozes reforçam a capacidade de se destacar sem fazer reivindicações, desde que o mérito individual seja recompensado
A falta de quadros e a desconfiança dos meios econômicos têm frequentemente constituído um obstáculo para o partido da extrema direita francesa Reunião Nacional. Sua normalização nas questões fiscais, monetárias e europeias soa como um convite para a classe dirigente. Como ela está reagindo a isso?