Mais inteligência para matar
Se por um lado a tecnologia abre novas perspectivas para matar com mais precisão, por outro, não consegue superar os desafios delidar com insurreições populares nem reduzir a morte de civisJean Paul Hébert

Se por um lado a tecnologia abre novas perspectivas para matar com mais precisão, por outro, não consegue superar os desafios delidar com insurreições populares nem reduzir a morte de civisJean Paul Hébert
Com a retomada das negociações entre Israel e a Autoridade Palestina, velhas dúvidas ressurgem no horizonte: como conciliar a reivindicação de um “Estado judeu” com o direito de votar dos palestinos, que podem se tornar a maioria da população? E por que apoiariam um governo de orientação religiosa diferente da sua?Alain Gresh
A região que divide o Afeganistão e o Paquistão já era palco de disputas muito antes da Al-Qaeda, ainda que esta tenha sabido aproveitar bem a situação. Para resolver os conflitos da região, é preciso compreender o sentimento de identidade dos pashtuns, grupo étnico espalhado pelos dois lados da fronteiraGeorges Lefeuvre
A ilha sul-coreana de Jeju desperta a ambição da indústria de armamentos, que considera sua localização ideal para a implantação de uma base de lançamento de mísseis. O território é alvo de interesse dos Estados Unidos por estar próximo a pontos estratégicos como Xangai, Seul e o arquipélago do JapãoMatthew Reiss
O mercado de arte se interessa cada vez mais pelo potencial especulativo da paleontologia. Em 1997, quatro anos após a estreia do filme Jurassic Park, de Steven Spielberg, a rede McDonald’s e a Disney foram os principais mantenedores do Museu Field, em razão da descoberta do Tyrannosaurus rex mais completo do mundoHenri Jautrou
Os leitores sabem que não somos revendedores de mercadorias. Se o hábito da indústria e das lojas é enchê-los de ofertas, nossos apelos trazem outro tipo de “retorno”: independência, singularidade e escolhas editoriais que não são submetidas às exigências de anunciantes nem à indiferença da maior parte dos jornalistasSerge Halimi
Aos 26 anos, ainda em ascensão no meio acadêmico, o antropólogo francês visitou diversas tribos no Centro-Oeste brasileiro e vivenciou experiências que o marcariam para sempre. Mais de 7 décadas depois, seguimos seus passos e vimos de perto como estão hoje as quatro principais sociedades indígenas estudadas por eleJader Lago
O crescimento demográfico global e o aumento do consumo per capita provocaram uma explosão das perdas de biodiversidade. Entre os problemas, estão o uso abundante de água na agricultura, indústria e domicílios, além de novos hábitos alimentares, com dietas ricas em proteínasAmâncio Friaça
Eles são chilenos, cerca de trinta. Estão privados de liberdade e correndo risco de vida. Mas não são os mineiros bloqueados numa mina do Norte do Chile, cujo calvário é relatado pela mídia. São os PPM (Prisioneiros Políticos Mapuches) em greve de fome desde 12 de julho nas penitenciárias no Sul do paísAlain Devalpo
Um olhar sobre o governo do antigo bispo dos pobres e atual presidente do país, Fernando Lugo, e as disputas de poder internas (entre os partidos) e as relações externas com os vizinhos da América Latina e os Estados UnidosMaurice Lemoine
Os números de visitação dos museus do país dobraram em seis anos (chegando a 33 milhões/ano) muito devido a um esforço político para qualificar os aparelhos culturais brasileiros. Mas como o próprio Ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirma: a realidade ainda é dura, apenas 6% brasileiros já adentraram esses espaçosMariana Fonseca
Em 7 setembro a França parou. Mais de dois milhões e meio de pessoas participaram de manifestações contra a reforma das aposentadorias. No Le Monde Diplomatique Brasil desse mês, o sociólogo Bernard Friot afirma que a lógica atual do sistema de aposentadoria, longe de estar obsoleta, mereceria ser estendidaequipe Le Monde Diplomatique Brasil