Os caminhos da liberdade
As revoltas árabes se propagaram da Tunísia ao Egito e em seguida ao conjunto do mundo árabe. Nenhum país foi poupado e, apesar das dificuldades, um período sombrio começa a dissipar-se

As revoltas árabes se propagaram da Tunísia ao Egito e em seguida ao conjunto do mundo árabe. Nenhum país foi poupado e, apesar das dificuldades, um período sombrio começa a dissipar-se
Na trama da censura, inúmeros criadores, ludibriando as regras, tentaram resistir durante os anos de chumbo do mundo árabe e promover debates sobre questões de fundo, preparando o terreno para as revoltas atuais. Na Arábia Saudita, uma série tem feito a sociedade rir e parar para pensar
Após um longo período de imobilismo, o mundo árabe saiu da letargia. Os movimentos de contestação, que não pouparam nenhum país, afetam também os equilíbrios regionais e internacionais. E incidirão no futuro do conflito Israel-Palestina
No Egito, a criação do circo remonta a 1966, quando o país se aproximou da União Soviética e começou a estimular o desenvolvimento das artes populares. Desde então, sua história seguiu os meandros da política, deixando domadores e palhaços entregues à própria sorte, enquanto o Estado se retirava do setor criativo
Sem remeter necessariamente à Revolução Francesa, o ciclo histórico que vive a Tunísia parece familiar. Um movimento espontâneo estende-se, reunindo as mais diversas camadas sociais; o absolutismo balançaSerge Halimi
A secretária de Estado Hillary Clinton reconheceu no início de 2011: Al-Jazeera é uma emissora profissional, e os Estados Unidos perderam a guerra da informação. Ao levar para os lares imagens das insurreições árabes, essa emissora de televisão tem papel decisivo nas reviravoltas atuais da região
Em abril de 2011, um mês após os primeiros bombardeios, a operação anti-Kadafi na Líbia – sucessivamente franco-britânica, depois norte-americana e finalmente endossada pela Otan – estagnou-se diante da resistência do regime e do amadorismo da insurreição
Silvio Caccia Bava