Pensar o desenvolvimento
Silvio Caccia Bava

Silvio Caccia Bava
As vedetes da Universidade Nova de Lisboa, principal escola de negócios (e fiadora dos pacotes econômicos) do país, não têm dúvidas: sua influência repousaria sobre a objetividade de suas pesquisas. A despeito dessa inclinação à levitação social e ideológica, os docentes reconhecem a existência de um consenso na escolaOwen Jones
Nos últimos tempos, o Brasil virou rota de festivais e shows internacionais. Concomitantemente, o mundo do trabalho com a cultura passou a receber muitos produtores, curadores e artistas vindos de vários cantos do mundo. É ainda fundamental considerar nesta reflexão novos conflitos surgidos no campo da cultura no paísFábio Maleronka Ferron
A desindustrialização dos países centrais foi um puro produto neoliberal, um divórcio entre os interesses das classes superiores dos países que se beneficiam dos ganhos realizados pelas transnacionais e a economia territorial. A tentativa de reverter esse processo – reindustrialização −, contudo, não rompe esse modeloGérard Duménil e Dominique Lévy
Foi-se o tempo em que os defensores da indústria eram tachados de arcaicos. Cada vez mais, os candidatos às eleições presidenciais vangloriam-se da retomada da produção local. Mas, afinal, qual é o futuro da indústria nos países centrais agora que a China anuncia uma escalada da diversificação de seus produtos?Lawrence Carroué
A Croácia será, a partir de julho de 2013, o 28º Estado-membro da U.E. A adesão foi aprovada em janeiro por 67% dos eleitores, mas a participação foi fraca: 43%. Na verdade, é sem entusiasmo que os croatas se preparam para juntar-se à comunidade. A perspectiva europeia perdeu muito de seu interesse em toda a regiãoJean-Arnault Dérens
Enquanto o governo israelense ameaça bombardear o Irã, a União Europeia e os EUA endurecem as sanções contra a república islâmica – uma estratégia com chances duvidosas de atingir seus objetivos. A situação preocupa tanto Washington que o governo procura reorientar suas prioridades e se concentrar no PacíficoMichael Klare
Em 1998, os habitantes de Casale Monferrato, vila do Piemonte invadida pela poeira mortal de uma usina de amianto, criaram a Associação das Famílias de Vítimas; em 2004, eles prestaram queixa junto ao procurador de Turim. Fim da história: a condenação retumbante, em fevereiro, de dois dirigentes do grupo mundo EternitPatrick Herman
Os direitos humanos não são mais respeitados na Arábia Saudita do que no IrãSerge Halimi
Vencedor das primárias organizadas pela oposição venezuelana em fevereiro, Henrique Capriles será candidato nas eleições presidenciais de outubro. Para seduzir os eleitores de esquerda, ele promete imitar o “modelo brasileiro”. Um discurso que lembra muito o de Mauricio Funes, eleito presidente de El Salvador em 2009Hernando Calvo Ospina
Fatores históricos, políticos e econômicos explicam a recorrência no país de movimentos reivindicatórios por salários e melhores condições de trabalho da categoria dos profissionais de segurança pública. Volta e meia há greves, paralisações, operações-padrão ou a ameaça de que ocorramMarcelo Freixo
“Se um acidente envolvendo um reator nuclear acontecer em Takaimura ou em Fukushima, os prejuízos que deverão ser suportados pela sociedade japonesa serão pesados demais”, escrevia em 1993 o romancista Ikezawa Natsuki. No texto inédito a seguir, ele tira algumas lições da catástrofeIkezawa Natsuki