Diplô Online
Mulheres do Cerrado lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais ameaçado do Brasil
Os problemas pela terra e território sobrecarregam as mulheres do Cerrado na luta pela água contra a insegurança alimentar
Nasce uma museologia política ativa
Em 2026, o ciclo eleitoral se apresenta como uma oportunidade estratégica para recolocar o museu e suas necessidades no centro do debate político, sobretudo no que diz respeito ao fortalecimento do corpo técnico dessas instituições
O que está em jogo quando asfaltamos o passado?
Reconhecer ruas de paralelepípedo como parte do patrimônio urbano significa admitir que o chão também conta histórias, e que essas histórias são dignas de resguardo institucional
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O dinheiro existe: falta chegar à ponta
Enquanto a COP 30 discute créditos de carbono, satélites e rastreabilidade digital, a maior parte do dinheiro continua parada em estruturas burocráticas e quem realmente produz segue fora das decisões
O legado histórico e a contemporaneidade da revista Niger
Somos uma sociedade racista histórica e contemporânea, que precisa superar essa sua condição social basilar para se tornar uma nação de fato!
Biodiversidade na cozinha para enfrentar a crise climática
O problema não está no arroz com feijão – uma combinação fundamental para a cultura e a nutrição brasileiras – mas no fato de que, entre a enorme diversidade de espécies e variedades existentes, apenas um pequeno conjunto realmente chega à mesa da população
Sudão e Gaza: ecos de um mesmo império
O padrão é o mesmo: fragmentar, explorar, dominar – e, por fim, deixar que as populações se destruam enquanto se lucra com os escombros
Em tempos de austeridade, o que significa uma proposta de aumento de recursos para a Defesa?
Em meio a crise, setores militares reivindicam aumento de investimentos da ordem de 1,5% para 2% do PIB. Desde a criação do ministério civil, em 1999, a Defesa é uma das áreas que recebe a maior fração do orçamento público, ao lado das despesas com a Saúde e a Educação.
Quais são as cidades mais frágeis do mundo?
No afã de preencher essa lacuna de conhecimento, o Instituto Igarapé, junto com a Universidade das Nações Unidas, o Fórum Econômico Mundial e uma rede de parceiros que inclui o Create Lab da universidade americana Carnegie Mellon, criou ferramentas para mapear as fragilidades de todas as cidades ao redor do mundo POR ROBERT MUGGAH
Criolo e as ilusões na mente de um louco qualquer
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o paulistano do Grajaú fala sobre música, política e tempo: “ Eu só sei que quando dá a febre, pulsa tudo, e a gente tem que expressar”.
Lançamento – Do corpo ao pó
Lançado pela editora Elefante, “Do corpo ao pó: crônicas da territorialidade kaiowá e guarani nas adjacências da morte” aborda os temas morte, terra e violência entre os Guarani Kaiowá
A Universidade não se cala nem se curva
Na noite do dia 25 de outubro de 2017, durante a Conferência de encerramento do seminário 100 anos de Revolução Bolchevique: História e Memória, um grupo de inspiração fascista invadiu o espaço acadêmico de debates, no auditório da Pós-Graduação em História Política da Uerj, para fazer culto à ditadura e hostilizar os presentes
Nenhum quilombo a menos
No próximo dia nove de novembro de 2017, centenas de milhares quilombolas do Brasil estarão acompanhando o desenrolar do julgamento da Ação direta de inconstitucionalidade (Adin) n° 3239/04 no Supremo Tribunal Federal (STF) na expectativa de seus direitos serem respeitados. Esta será a terceira vez, em 2017, que o julgamento entra na pauta do STF.
Raul Zibechi no Cerrado – Uma visita necessária, um debate por fazer
Entre os dias 4 e 8 de outubro, o escritor, educador e militante social uruguaio estará em Brasília para uma série de debates com os movimentos que lutam por passe livre ,direitos indígenas, movimento negro, mulheres trabalhadores entre outros
Genocídio e violência no Brasil
Quem passeia pelas cidades brasileiras rapidamente se dá conta dos efeitos práticos de um sistema alicerçado na violência: grades, muros, ruas com cancelas, milícias fazendo as vezes de segurança privada nos bairros de classe média e alta. Grades, muros, toques de recolher, chacinas em bares nos bairros de classe baixa. O contraponto ao genocídio de jovens negros, índios, mulheres e outras minorias é um país estruturado de alto a baixo para operar, geração após geração, esse genocídio
A Terceira Escravidão no Brasil
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, sociólogo José de Souza Martins analisa desmandos do governo Temer no combate ao trabalho escravo no Brasil
Precisamos falar sobre a Somália…
Os duplos atentados ocorridos no último dia 14 de outubro não podem ser entendidos sem referência a esse olhar de medo, de suspeita e de discriminação que passou a recair sobre toda a Somália. As políticas de Trump, do veto migratório aos ataques ofensivos, também parecem embasadas por tal imaginário.
Primeiro a ordem, depois o progresso
Ao longo dos últimos anos, a relação entre o engajamento das Forças Armadas brasileiras na Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) e sua cooperação com a Polícia Militar do Rio de Janeiro na instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) tem sido objeto de uma série de análises e debates. Em geral, são discutidas as práticas de transferência de conhecimento em ambos os vetores da “conexão Rio-Haiti”. Em um deles, o Haiti teria servido de “laboratório” para a participação das Forças Armadas na pacificação do Rio, bem como em outras operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Em outro, as práticas desenvolvidas no contexto de operações em favelas do Rio na década de 1990 teriam informado as ações brasileiras na Minustah.[1]
Simpósio debate as Direitas Brasileiras
O objetivo da primeira edição do Simpósio Direitas Brasileiras (Da redemocratização ao Governo Temer) é discutir as ideologias e o comportamento político dos atores de direita e de suas bases no país desde a redemocratização. O evento contará com quatro grupos de trabalho, nos quais serão discutidos artigos apresentados por pesquisadores/as de diversas instituições e campos disciplinares, além de seis mesas redondas com especialistas que debaterão tópicos mais amplos sobre a atuação das direitas
“O lobo pode perder seus dentes, sua natureza jamais”
No momento que clamam pela extinção do foro especial para cargo político, cria-se a excepcionalidade. Crimes comuns dolosos previstos no Código Penal, praticados por militar das Forças Armadas contra civis serão julgados pela Justiça Militar.
Quilombos: mais de 400 anos de luta
Como se não bastassem todos os ganhos que os escravocratas obtiveram com a escravidão e pós-escravidão querem tirar a principal conquista das comunidades quilombolas na Constituição Federal: o dever do Estado de não apenas reconhecer as comunidades quilombolas com base na convenção 169 da OIT, mas regularizar os territórios quilombolas, reconhecendo a auto identificação como um direito fundamental.
Que país é esse?
Julgamento sobre a constitucionalidade do decreto 4.887/03 está marcado pelo STF para o dia 18 de outubro de 2017. Se a legislação for derrubada, todas as comunidades quilombolas do país sofrerão o retrocesso. Todos os direitos territoriais caem por terra, toda população tradicional tem alienadas suas identidades
Profissionais do sexo que estão detendo o HIV
Em Moçambique, profissionais do sexo estão oferecendo apoio à população que vive à margem da sociedade. Elas enfrentam desafios políticos e financeiros, mas mesmo assim conseguem ajudar milhares de pessoas Jules Montagne
O conservadorismo moral como reinvenção da marca MBL
O imaginário recorrido atualmente pelo MBL é o das “guerras culturais” e da luta contra o “marxismo cultural”. A semente desta segunda ideia vem sendo plantada há muitos anos pela direita brasileira, tendo Olavo de Carvalho seu principal formulador. Gabriel de Barcelos
Capitalismo e Política II: Limites da democracia
O verdadeiro bastidor da política é a economia e não os corredores do Congresso Nacional, os jantares entre políticos, as relações entre representantes dos três poderes e entre estes e outras figuras da sociedade, as articulações e alianças partidárias, etc. Tudo isso serve bem como objeto para comentaristas de política das grandes empresas de mídia, que acabam fazendo uma espécie de coluna de fofoca sobre as celebridades do poder. Maurício Abdalla
Capitalismo e Política (primeira parte): A corrupção
Nas democracias burguesas a instituição da representação adquiriu um fim em si mesma. Ao invés de se escolher representantes para servirem como meio para o exercício do poder de toda a sociedade, a democracia se diluiu na escolha de representantes , não são os cidadãos que exercem a soberania, mas uma aristocracia com o nome de democracia. Nesse modelo de sistema político, os setores sociais que conseguem controlar os representantes eleitos são os que realmente detêm a soberania. Uma vez que esse controle é exercido geralmente por quem tem mais dinheiroMaurício Abdalla
A guerra racial de alta letalidade
Denúncias contra o Estado brasileiro na ONU, na Organização dos Estados Americanos ou na Comissão Interamericana de Direitos humanos crescem proporcionalmente ao fortalecimento do laboratório da guerra racial de alta letalidade, que significa investimento em aparatos jurídicos e armamentos sofisticados em conexão com a ideologia da crise da segurança pública e da guerra às drogas

