Diplô Online
O aborto que o Brasil não quer ver
A criminalização pune mulheres pobres e absolve homens que abandonam filhos e causam tragédia socioeconômica
Passados traumáticos e futuros incertos no Antropoceno
Em O global e o planetário, o historiador indiano, Dipesh Chakrabarty investiga a humanidade enquanto força geológica que transforma a história do planeta
A rota de Brasília a Belém para a COP30, a COP da participação social
É sabido, contido em relatórios internacionais e na experiência prática das pessoas, que a crise climática agrava as desigualdades existentes
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As sanções tarifárias ao Brasil como vetor da disputa sistêmica EUA-China
Ao tratar o Brasil, a América Latina e demais regiões do Sul Global como zonas de contenção subordinadas à lógica da rivalidade sino-americana, os Estados Unidos correm o risco de reduzir parceiros potenciais a peões descartáveis
A sedução institucional em “Apocalipse nos Trópicos”
Uma reflexão crítica sobre o documentário de Petra Costa, que articula questões de linguagem, poder e imaginação política no Brasil contemporâneo
A vingança não tarda, mas falhará?
Nenhuma democracia é perfeita, mas algumas são menos imperfeitas do que outras, do ponto de vista dos ‘critérios democráticos’, e algumas são ‘mais do que imperfeitas’
Da utopia de Chico Mendes à bioeconomia do século XXI
O legado político de Chico Mendes permanece como uma das mais potentes chaves interpretativas para compreender e (re)imaginar modelos de desenvolvimento na Amazônia. Ao articular a defesa do “homem da floresta” com a permanência da “floresta em pé”, o líder seringueiro rompeu a dicotomia entre conservação e produção, antecipando, ainda nos anos 1980, o que hoje qualificamos como bioeconomia da sociobiodiversidade.
Energias renováveis: capitalismo, hegemonia e dominação
Na sociedade contemporânea as fontes de energia de origem fóssil ocupam um lugar estratégico no sistema de produção, servindo como instrumento de dominação e reprodução do modo de produção capitalista.Thulio Cícero Guimarães Pereira
Redes sociais: pescaria de tarrafa ou de molinete?
Visualizamos pelo mundo diversas manifestações pró-redes sociais, e o quanto elas possibilitam uma revolução – não política, mas social. A riqueza desse movimento é a não-existência de lideranças visíveis, partidos políticos ou algo que o valha. Seria, pois, um movimento de reivindicação espontânea da cidadaniaCarlos Fernando Galvão
Mães que abandonam e mães abandonadas
A tragédia do abandono de crianças se repete, inunda o noticiário e comove a opinião pública sem suscitar ações capazes de solucionar ou pelo menos atenuar significativamente os problemas sociais que a motivam. Para transformar essa realidade, precisamos superar mitos, temores e maniqueísmosMaria Antonieta Pisano Motta
Investidores líbios, camponeses malineses
O Mali precisa desenvolver e modernizar sua agricultura, mas, por falta de recursos financeiros, precisa apelar para os investimentos estrangeiros. Em 2008, a Líbia apresentou-se, interessada, estava lançado o projeto Malíbia, cujo ideal de sustentabilidade, de lá para cá, é bastante questionávelAmandine Adamczewski e Jean-Yves Jamin
Em Camarões, o interminável fim de um reinado
Vinte e uma candidaturas (entre 52) foram validadas pela comissão eleitoral camaronesa para a eleição presidencial que acontece dia 9 de outubro, domingo. Apoiado por Paris há 29 anos, o regime autocrático de Paul Biya tornou-se mestre da arte de contornar as regras internacionais relativas às liberdades fundamentaisThomas Deltombe
Marx e o século XXI
Marx não pôde imaginar que a classe burguesa engendraria no proletariado seus valores e daria a ele essa possibilidade de consumo. Os trabalhadores agora com poder de compra, não se vêem mais com uma classeAmanda Marina Lima Batista
Made in Brazil
Cerca de 120 mil brasileiros moram hoje na Itália, sem contar os imigrantes que vivem na irregularidade. Entre eles há um grupo expressivo de transexuais, que atuam como profissionais do sexo com péssimas condições de trabalhoFabiana Ghiringhello
Não nos renderemos
Seis meses após a queda do presidente Ben Ali, a Tunísia borbulha. À espera das eleições da Assembleia Constituinte, em 23 de outubro, as forças sociais mantêm a pressão sobre o governo provisório. Entretanto, em Gafsa, no coração do país, os traços do antigo regime permanecemSerge Quadruppani
O poder iraniano perde o controle sobre mídia
O enquadramento dos meios de comunicação durante a primeira década da revolução, que se revelou um desastre, deixou lugar para uma política menos rigorosa no que se refere aos bens culturais populares na sociedade e na juventudeShervin Ahmadi
A arte contemporânea, do controle estatal ao mercado
A produção artística foi gradualmente saindo da tutela do Estado, mas caindo na do mercado, que prefere artistas mais maleáveis, sem espírito crítico e despolitizadosYves Gonzalez-Quijano
Tunísia: a revolução terminou?
Há quatro meses os tunisianos balançam entre revolução e eleições. Passada a febre de janeiro, a primavera trouxe uma espera angustiante. Uns sustentam que a prioridade é liquidar as sequelas e os homens do antigo regime. Outros aspiram ardentemente à eleição de uma assembléia nacional constituinteJean-Pierre Séréni
Grandes manobras das teles
Quase ausente dos mapas de fluxo de dados, a África tem menos linhas telefônicas que Tóquio ou Manhattan e menos computadores conectados à internet que a Lituânia. No entanto, o continente africano não escapa à reviravolta das telecomunicaçõesAnnie Chéneau-Loquay
Cuidado: Zizek pode estar certo
”O que a esquerda vem fazendo nas últimas décadas é seguir brutalmente o destino de render-se, de acomodar-se, de fazer os “compromissos necessários ” com o inimigo declarado”. Esse é o espiríto de Zizek, um dos mais importantes teóricos de esquerda da atualidadeJorge Barcellos
“Minha língua estrangeira é a velocidade, é a aceleração do real”
Guilherme Soares dos Santos
Excepcionalidade, constitucionalidade e convencionalidade
Pode-se discutir os motivos de consumo, a alienação, a indiferença, a anomia, a relação de gozo/mais valia, os padrões de comportamento, mas é de se perguntar se a proibição e a omissão de produção autorizada (art. 2º da Lei 11.343/2006) fazem bem para o Brasil.Konstantin Gerber
Na construção de um Estado laico em Bangladesh
Em janeiro de 2001, a primeira ministra da República popular de Bangladesh xeque Hasina Wajed, lançou uma reforma contra a ordem religiosa no país. Se apoiando na Corte Suprema para mudar a emenda constitucional que fez de Bangladesh uma república islâmica,para agora seu original status de Estado laicoDavid Montero
Outra ótima e radical contribuição vinda do Brasil
O Projeto Revoluções é o melhor exemplo de uma nova confiança e do radicalismo da esquerda brasileira que agora está forçando seus políticos a prestarem contasCostas Douzinas
A “direitização”, um novo significado da História?
Os ideais da esquerda não estão mais em sintonia com a evolução das sociedades contemporâneas marcadas pela ascensão do individualismo consumista e pelo retiro hedonista na esfera privada. Em suma, estamos vivendo tempos de direita.Rémi Lefebvre
A "direitização", um novo significado da História?
Os ideais da esquerda não estão mais em sintonia com a evolução das sociedades contemporâneas marcadas pela ascensão do individualismo consumista e pelo retiro hedonista na esfera privada. Em suma, estamos vivendo tempos de direita.

