Diplô Online
O Rio, a Garota de Ipanema e a necropolítica
Os recursos do Estado devem ser usados com planejamento, inteligência e para buscar atingir os líderes e criminosos de “alto escalão” que atuam em toda a cidade em favor do crime organizado. Mas não é isso que se observa nos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. Há tempos o poder público promove várias ações semelhantes que não desmantelam as facções do crime organizado
O massacre da Penha e a necropolítica como política oficial do Rio de Janeiro
Um governo que aposta na morte como espetáculo e na brutalidade como política pública
Descolonizar o patrimônio comum: por uma ética compartilhada nas profundezas
Sob o pretexto de explorar o “patrimônio comum da humanidade”, o fundo do mar torna-se o espelho submerso da colonialidade global — e a América Latina, o seu possível lugar de resistência
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Legados para a justiça internacional e enfrentamento da violência de gênero nos conflitos armados
O “massacre” é lembrado todos os anos em cerimônias e serviços memoriais, servindo de alerta para o risco de genocídios e limpezas étnicas em conflitos contemporâneos. No entanto, o negacionismo e as tentativas de minimizar ou reescrever o ocorrido persistem, especialmente entre setores da liderança sérvia da Bósnia
O caso da responsabilização das plataformas digitais no Brasil e Nova Zelândia
Com a crescente atenção global voltada para as manobras das superpotências, as nações situadas nas periferias do poder precisam se esforçar ainda mais para fazer suas vozes serem ouvidas. Diante do controle cada vez maior dessas empresas sobre o fluxo de informações, é possível confiar que elas servirão aos interesses de nossas democracias — ou mesmo que permitirão espaço para debates públicos que se afastem da perspectiva de Washington?
Silenciamentos e Contradições na Construção da Memória Cívica
A participação massiva da população negra no conflito expressa contradições profundas da experiência popular em 1932, onde a busca por inserção social e reconhecimento cidadão coexistia com a perpetuação de práticas racistas mesmo no interior das forças constitucionalistas
“E eu, não sou mais do que números?”
Será que, para os algoritmos e para a sociedade, nós somos apenas métricas?
A integração na República laica
A laicidade não é a vontade de ignorar, mas a de deixar às famílias a elementar liberdade de dar a educação de sua escolha, em estrita conformidade com os princípios de igualdade, fora da escola: a educação é o cimento social e um fator de pazHenri Peña-Ruiz, Yamina Benguigui
A grande implosão do ano 2002
O 11 de setembro pôs fim à cegueira. A globalização selvagem oferece perspectivas inaceitáveis para a humanidade. Como evitar a “atração pelo abismo”? Se os homens podem ser bárbaros, são também capazes de solidariedade e fraternidadeJacques Robin
Uma guerra que não acaba
A operação “antiterrorista”, lançada em 1999, deveria terminar, segundo o governo russo, em março do ano seguinte, mas continua: a guerra de desgaste causou a morte de dezenas de milhares de civis, uma enorme destruição e despovoou a ChechêniaVicken Cheterian
Uma guinada para o Oriente
Desde primeiro de julho de 2001, tanto modávios como romenos devem ter um passaporte para cruzar a fronteira que separa os dois países, intimamente ligados. Na região, essa primeira atitude de endurecimento da futura fronteira oriental ampliada da União Européia tem inúmeras conseqüências e empurra a Moldávia para o Oriente, enquanto centenas de milhares de seus cidadãos trabalham ilegalmente no Ocidente para escapar da interminável crise econômica.Guy-Pierre Chomette
Sobre o “modelo republicano”
Partindo do princípio de que o primeiro passo de uma política de integração consiste em acolher dignamente os estrangeiros, para que eles queiram ficar no país, é forçoso constatar que a República não conseguiu fazer isso na maioria dos casosGérard Noiriel
O verdadeiro eixo do mal
O eixo maléfico – o FMI, o Banco Mundial e a Organização Mundial do Comércio – continua a impor ao mundo a ditadura do mercado, a supremacia do setor privado, o culto ao lucro, provocando, no planeta inteiro, uma terrível devastaçãoIgnacio Ramonet
Rumo à remilitarização?
Apesar de se falar em terrorismo, tráfico de drogas etc., na verdade é a instabilidade política e econômica – que sempre serviu de pretexto para legitimar a intervenção norte-americana – que “reaparece como uma ameaça potencial à segurança da região”Janette Habel
O napalm ainda mata
As operações de guerra química, com a utilização do napalm, começaram em 1961 com a aprovação do presidente John Kennedy, e foram progressivamente intensificadas até atingirem seu ponto culminante em 1965Shofield Coryell
Os estragos do vício
O Irã é um dos países com mais viciados em heroína e ópio no mundo: oficialmente, são 1,2 milhão de toxicômanos e 800 mil consumidores ocasionaisCédric Gouverneur
Quando a morte vem do céu
Do nascimento à utilização das bombas, ontem, como hoje… sempre contra os “selvagens”. Em Maintenant, tu es mort, um ensaio bastante original, o romancista sueco Sven Lindqvist reconstitui, na forma de artigos curtos, a história dos bombardeios, do qual publicamos alguns trechosSven Lindqvist
O futuro do tempo
O imediatismo e a urgência são a marca do nosso tempo. A instabilidade e a precariedade do trabalho encurtam o tempo presente. Essa situação impede qualquer projeto de longo prazo, fazendo prever grande incerteza sobre o futuro. É preciso estruturar uma ética do futuro, uma ética do tempo que reabilita o futuro, mas também o passado e o presenteJérôme Deauvieau
A justiça, a democracia e os sinos
“E contudo, por uma espécie de automatismo verbal e mental que não nos deixa ver a nudez crua dos factos, continuamos a falar de democracia como se se tratasse de algo vivo e actuante, quando dela pouco mais nos resta que um conjunto de formas ritualizadas, os inócuos passes e os gestos de uma espécie de missa laica”José Saramago
Sobre o "modelo republicano"
Partindo do princípio de que o primeiro passo de uma política de integração consiste em acolher dignamente os estrangeiros, para que eles queiram ficar no país, é forçoso constatar que a República não conseguiu fazer isso na maioria dos casosGérard Noiriel
O jogo triangular das potências
Dez anos depois do governo George Bush pai, o atual presidente norte-americano, longe de reatar com o “multilateralismo” adotado por ocasião da guerra do Golfo, reforça, agora, uma posição de “unilateralismo” sob a aparência de uma “coalizão”Gilbert Achcar
Histórico e razões de uma derrota
A coalizão que apoiava Daniel Ortega incluía um grupo de ex-contra e até Steadman Fagoth, sinistro personagem que liderou os índios Miskitos numa guerra contra a Frente Sandinista. Chegaram a ser feitos contatos com membros da família Somoza!François Houtart
Em busca do pós-guerra perdido
Por uma cruel ironia da história, contras e compas (ex-combatentes sandinistas) reivindicam agora os mesmos direitos e denunciam as mesmas injustiças: não passam de vítimas da falta de reconhecimento e de uma subsistência precáriaRaphaëlle Bail
Do mito à história
No dia 17 de outubro de 1961, alguns milhares de argelinos tentaram protestar, em Paris, contra o toque de recolher que os impedia de ir à rua entre 20:30h e 05:30h. Cerca de 400 foram espancados até a morte pela polícia e seus corpos jogados no rioMaurice T. Maschino
Terrorismo, a arma dos poderosos
O terrorismo funciona. Mas não é o instrumento dos fracos. Lutar contra o terrorismo supõe o apoio à democracia e ao desenvolvimento econômico. Lutar contra o terrorismo implica em reduzir o grau do terror, e não em aumentá-loNoam Chomsky
Pisando no acelerador
Para comentaristas e políticos do mundo ocidental, as negociações que resultaram da Conferência da Organização Mundial do Comércio em Doha “poderiam abrir caminho a um número incalculável de reformas, contribuindo para a abertura dos mercados”Bernard Cassen, Frederic Clairmont

