A escravatura atual chama-se fome
O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo

O colonialismo aqui iniciou em 1500 com a invasão portuguesa e, como Estado e como nação, seguimos desqualificando as questões estruturais responsáveis pela fome e o sofrimento social do povo
Na miséria da ideologia do agronegócio e na crise do sujeito e do Estado modernos expressas no bolsonarismo, a guerra (da produção desesperada) parece se centrar propriamente nas armas de fogo e no fogo que arde nas florestas e campos
Qual o interesse do agronegócio em apoiar os atos antidemocráticos realizados no dia 7 de setembro?
Indígenas e caminhoneiros “bateram à porta” do Supremo Tribunal Federal nos últimos dias. Um grupo contra a demarcação temporal de suas terras. O outro pedia o fechamento do próprio Tribunal. Na armadilha da sentença, vale a provocação de perguntar: o Supremo deve escutar a voz das ruas? Resposta: um momento é diferente de um tempo. A Justiça se move em um movimento largo de proteção dos valores de uma época. Nessa pauta, 1988 é agora
Ao optarem pela criação de uma narrativa “positiva” do Agronegócio, sob a justificativa de seu papel tecnológico e “modernizador” para o campo brasileiro, os autores requentam o mito da modernização do campo, legado histórico da Revolução Verde, escamoteando todas as mazelas que o modelo agroexportador produz historicamente no país
Casos de intoxicação por agrotóxicos usados nos latifúndios do agronegócio, e que foram notificadas no Brasil entre 2007 e 2017, apontam 41.612 pessoas contaminadas, ou seja, uma média de 4 mil por ano, ou 10 casos diários. No entanto, cientistas acreditam que, somando-se as subnotificações, esse valor pode ser até 50 vezes maior
O modelo de inserção internacional do Brasil cria vulnerabilidades e compromete o desenvolvimento. Ele promove desindustrialização, desemprego, acentuação das desigualdades e degradação ambiental. A exportação de commodities altera a distribuição espacial das atividades extrativas, reforça corredores exportadores e expande as fronteiras extrativas
Apesar de algumas contradições, a exportação de bens primários e o aprofundamento da dominação financeira sobre o país são elementos que se reforçam mutuamente
Após cinco décadas de imposição global de um projeto que se apresenta como o único viável, boas notícias: alternativas para a produção de alimentos saudáveis, acessíveis e sustentáveis continuam em curso, prefigurando futuros promissores. Estarão as lideranças e organizações – inclusive as da esquerda institucional – atentas a essa força social transformadora?
Alguns parágrafos são suficientes para mostrar como o sistema agroalimentar dominante e o agronegócio andam junto com os alimentos ultraprocessados e formam uma trindade indissolúvel que causa desequilíbrio ambiental, insegurança alimentar, fome, doenças, desigualdades sociais e desesperança
O avanço das tecnologias digitais no campo, que o governo de Jair Bolsonaro coloca em função do benefício e da expansão do agronegócio, tem ampliado a desigualdade em relação aos produtores rurais e agricultores familiares
Acumulação de terras pelo agronegócio, exclusão camponesa e estrangeirização do território agropecuário no Paraguai.