O que faz algo ser arte?
A pergunta que precisa ser feita não é “o que é arte?”, mas “o que faz algo ser arte?”. A mudança de abordagem parece pequena e sutil, mas é fundamental

A pergunta que precisa ser feita não é “o que é arte?”, mas “o que faz algo ser arte?”. A mudança de abordagem parece pequena e sutil, mas é fundamental
A arte se revela como necessidade social. É tão necessário ter artista na sociedade, para estimular a reflexão geral, quanto é necessário ter gari nas ruas. Sem eles, as cidades são engolidas pelo lixo.
A chegada e o caminho de um refugiado no Brasil são demarcados por fronteiras e descontinuidades. A partir do momento que recebe seu protocolo de refúgio – que para muitos não é tido como documento oficial, ainda que seja sua provisória identidade –, o refugiado entra num sistema de redes institucionais nas quais vai buscar acolhimento. Trajeto marcado por uma série de interrupções que põe em fricção as formas e usos daquele país que deixou e que “não existe mais” para se adequar, sem perder suas marcações culturais anteriores, aos códigos desse país que, para ele, “não existe ainda”.
Em vez de difamar foliões, por que não apresentar propostas específicas contra a violência e o desemprego?
Reinventando suas próprias esperanças, seis detentos unem-se para formar um grupo de teatro dentro da prisão de Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro: o Kriadaki
Apesar de diversos esforços, políticas públicas participativas de patrimônio cultural tornaram-se letra morta devido ao despreparo político e desconhecimento técnico na gestão pública. Os escombros do Museu Nacional viraram vestígios do descaso e do desprezo pela memória, pela educação e pela ciência do país
Ícone artístico do Brasil, atriz afirma que falta sensibilidade a governantes: “Se está abandonado neste setor, por que os outros não estariam?”
Em seu difícil cotidiano como produtores culturais, artistas buscam programas de incentivo, novas formas de qualificação, valorização e reconhecimento de seu trabalho
Um pequeno quadro atribuído a Leonardo da Vinci vendido por 385 milhões de euros em novembro; As mulheres de Alger, de Pablo Picasso, negociado por 160 milhões de euros: especuladores invadiram o domínio da arte. Longe dos projetores, milhares de obras “ordinárias” são vendidas por ano. É um mercado que obedece a regras bastante particulares
Enquanto o falso-moralismo mobiliza a opinião pública, a PEC 181 que proíbe interrupção da gravidez mesmo em casos de estupro é aprovada, deputados pedem a condução coercitiva de um artista e a filósofa estadunidense, Judith Butler, é agredida em um aeroporto: é a violência fascista acusando as artes e o pensamento crítico de serem cruéis
Em entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, o paulistano do Grajaú fala sobre música, política e tempo: “ Eu só sei que quando dá a febre, pulsa tudo, e a gente tem que expressar”.
Quem são e como atuam os novos coletivos que estão enfrentando a conjuntura de crise que afeta o Brasil nos últimos anos, organizando a população das periferias e questionando os vícios das estruturas tradicionais da esquerda