A normalização do discurso autoritário e da linguagem de violência
Retórica tóxica de violência tem se multiplicado livremente e revelado sua força e capilaridade na sociedade por meio da ascensão de grupos neofascistas, neonazistas e neorracistas

Retórica tóxica de violência tem se multiplicado livremente e revelado sua força e capilaridade na sociedade por meio da ascensão de grupos neofascistas, neonazistas e neorracistas
Reunindo em seu seio diversas milícias, o grupo Hachd al-Chaabi [Mobilização Popular] ocupa hoje uma posição preponderante na cena política iraquiana. Fundada no modelo da Guarda Revolucionária do Irã para lutar contra o Estado Islâmico, essa coalizão paramilitar se permite cobrar o governo, e suas facções já não hesitam em participar de disputas eleitorais
Por muito tempo, Singapura foi considerada um modelo de prosperidade e estabilidade. No entanto, a cidade, que elege um novo presidente – um cargo em parte honorário – em 1º de setembro, enfrenta problemas: maus-tratos a migrantes, aumento do custo de vida… O descontentamento popular preocupa o primeiro-ministro, que tem amplos poderes e lidera o país há quase vinte anos
As recentes decisões do governo indiano indicam uma deterioração democrática e a crescente politização da educação, da história e da memória dá indícios de um projeto autoritário de gestão popular
O principal risco para as democracias latino-americanas é a concentração de poder que leva ao enfraquecimento das eleições como mecanismo competitivo para escolher representantes. Embora as causas sejam múltiplas, duas se destacam: atores desleais e a falta de inserção social dos partidos políticos
EUA e Brasil enfrentaram agudos assédios na transição de poder. Prédios governamentais foram depredados. Outros países em que o autoritarismo ascendeu ao poder regrediram na agenda de direitos e na participação popular. Por que é tão fácil assediar democracias?
Sonho, e a vida é feita de sonhos, que é possível fazer arte urbana, a arte da qualificação urbanística de nossas periferias, a associação entre o principal setor da produção habitacional, o setor da autoconstrução, com o terceiro setor da economia, as entidades sem fins lucrativos, os movimentos sociais, a autogestão, um capitalismo moderno de entidades sem fim lucrativos, similar a de países “comunistas” como os Estados Unidos
A constante atenção a este amplo fenômeno pede cuidado e prática, pois o combate a toda forma de autoritarismo se faz cotidianamente, prática que não está flutuando ou recortada no tempo e no espaço, mas é a construção contínua e extenuante de fazer lembrar para se evitar, então é com urgência que devemos falar do fascismo à partir da história e da política.
O Congresso Nacional, comandado por aliados do governo, utilizou-se da pandemia para reduzir os espaços de participação social e debate público. O objetivo é aprovar projetos a toque de caixa e, em paralelo, apropriar-se do orçamento público – um processo de centralização e autoritarismo que afasta ainda mais o Congresso de seu papel de casa do povo
É sabido que a potência do púlpito ajudou a eleger Bolsonaro. E também é sabido como isso fortaleceu pautas pouco laicas no Congresso nesses quatro anos de miséria na mesa, no bolso e na imaginação
A esperança no ano novo torna-se uma forma de reconhecer a natureza incompleta do presente e abre a possibilidade de “esperançar” por um outro futuro
A autoritarismo entra em cena e os mecanismos de estabilização constitucional, neste momento, devem ser amplamente utilizados, em uma espécie de cabo de guerra, para frear o seu avanço