Bolsonaro, o autossabotador
A conquista da posição tão almejada – leia-se, a presidência da República – fez de Bolsonaro o protagonista de uma sucessão interminável de atos inconscientes que o conduziam à sua própria destruição política

A conquista da posição tão almejada – leia-se, a presidência da República – fez de Bolsonaro o protagonista de uma sucessão interminável de atos inconscientes que o conduziam à sua própria destruição política
O ex-presidente Lula integra a realidade discursiva da bolha bolsonarista nessa função de ser o sintoma a partir do qual o grupo se une e devota toda a energia no ‘mito’ salvador. A devoção a Bolsonaro é libidinal.
O assassinato do petista Marcelo Arruda pelo agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, bolsonarista, já não deve ser mais o último ato de violência política dos bolsonaristas contra os opositores do presidente. E as ameaças continuam.
Nosso objetivo não é somente repercutir, mas sim responder à pergunta “você sabe o que é sentido figurado?”, de Bolsonaro. Ele resume o “sentido figurado” à língua portuguesa. Muitos de nós sabemos que ao falarmos de sentido figurado, sugerimos uma interpretação simbólica e variada com relação ao sentido original ou literário
O “cidadão de bem” é a ficção que sustenta o projeto neoliberal que está em curso: um projeto militarizado, racista, misógino, lgbtfóbico, capacitista
Documento lançado por mais de noventa organizações apresenta propostas formuladas nas lutas concretas para dar respostas imediatas aos problemas mais urgentes do povo, mas sem perder o olhar de futuro de país que queremos construir
Numa época em que certos segmentos da atual extrema-direita fazem despertar o espectro do salazarismo – crentes na possibilidade de um Estado homogeneizado, avesso à diversidade, unificado sob uma bandeira moral e religiosa conservadora, sustentada em uma organização familiar convencional, hierárquica e forte, onde todos obedecem ao governante máximo, visto como pai e salvador da nação –, a crítica aos projetos de poder patriarcais, chauvinistas, racistas e sexistas e à mistura de pietismo religioso com política reveste-se de crucial importância
“Temos um chefe do Executivo que mente.” O sujeito não faz somente uso da linguagem, ele se faz na linguagem
Bolsonaro perde apoio entre os evangélicos, mas Lula ainda não é visto como opção
Entre tanques que viraram motivo de memes e uma votação que, embora tenha rejeitado o voto impresso, mostrou significativo apoio legislativo (229 votos a favor), o Brasil caminha para 2022 expondo as entranhas de uma democracia combalida
No caso de Lázaro, a comemoração de parte da população pela resolução do caso por meio da violência policial parece ter dado vazão a um sentimento primitivo de vingança