capitalismo
De onde vêm os derivativos?
Estatísticos, doutores em álgebra, programadores, todos esses depositários do gênio humano poderiam ter dedicado seu saber a construir, curar ou descobrir. Entretanto, eles se tornaram banqueiros, atraídos a preço de ouro pelas instituições financeiras
HSBC, origem do ópio
De Londres a Hong Kong, as belas fachadas dos grandes centros de negócios com frequência escondem a violência de suas origens. Esse é o caso do banco HSBC, cujas raízes mergulham em guerras coloniais e comerciais conduzidas pelo Império Britânico na Ásia
Por alguns bilhões a mais
No momento em que a crise dos subprimes sacudia os EUA, entrava em vigor uma norma europeia para desregulamentar o mercado financeiro em nome da concorrência. Graças a ela, os bancos desenvolvem “plataformas opacas” nas quais as ações trocam de mãos a toda velocidade e sem qualquer tipo de controle
Pobres normas internacionais
Desde os anos 1970, o Comitê da Basileia faz a supervisão internacional dos bancos. Mas o dispositivo não dispõe de poder coercitivo, e suas recomendações privilegiam a autorregulação. Concebidos durante a crise, os acordos chamados “Basileia 3” poderiam forçar os bancos a assumir um risco muito maior
A quem serve o Banco Central Europeu
Alheio a deliberações democráticas, o Banco Central Europeu precisa encarnar o objetivo da estabilidade monetária, a qual conduziu a zona do Euro para a beira do abismo. Entretanto, a crise reforçou o poder do BCE a ponto de, às vezes, a sorte dos assalariados do Velho Continente parecer ser jogada em FrankfurtFrançois Ruffin|Antoine Dumini
Transformação do capitalismo
Três questões de novo tipo encerram a complexa engrenagem capitalista: a resolução da consolidação do novo centro dinâmico global, a conformação de outra relação do Estado diante do avanço do processo de hipermonopolização do capital e a regulação do novo paradigma produtivo assentado na expansão do trabalho imaterialMarcio Pochmann
O poder desnudado por suas próprias crises
A crise econômica iniciada em 2008, o acidente nuclear de Fukushima e as revoltas populares no mundo árabe convergem para um questionamento do capitalismo mundial. Apesar das diferenças que guardam entre si, os três grandes acontecimentos que agitam o mundo revelam de maneira gritante os limites de uma mesma lógicaDenis Duclos
No país do capitalismo real
Com as eleições gerais em março de 2012, grandes manobras políticas começam a acontecer. Moribunda no início dos anos 90, uma década depois, a Rússia operou, num contexto de autoritarismo e corrupção, uma recuperação econômica e diplomática incrível. No balanço, entram em choque duas visões da transição pós-soviéticaTony Wood
Bens públicos globais, um conceito revolucionário
Os bens públicos globais são uma proposição de restringir os direitos de propriedade, sobre bens de utilidade e interesse publico. A água, a terra, o ar, as sementes, são bens públicos globais. Eles se confrontam com a propriedade privada e o controle do capital quando este quer transformar estes bens em mercadoria
É possível moralizar o capitalismo?
O neoliberalismo operou a separação entre a economia e a política, protegendo os operadores da economia de qualquer controle. Se a política for definida como a defesa do interesse comum, como conciliar os interesses privados e o bem comum?Yvon Quiniou

