Como parar o fascismo?
Até agora, as pessoas não votaram pelo fascismo ou pela privação de direitos sociais, mas pelo desejo de combater a insegurança e proteger a frágil precariedade alcançada

Até agora, as pessoas não votaram pelo fascismo ou pela privação de direitos sociais, mas pelo desejo de combater a insegurança e proteger a frágil precariedade alcançada
Apesar de aparentemente ultrapassado o terror vivenciado na capital federal, não podemos esquecer que a conclusão do bolsonarismo, ainda alimentado por seus financiadores intelectuais e econômicos, é de que não há resposta satisfatória à República
“Hoje nossa mensagem ao Brasil é de esperança e de reconstrução”. Essas palavras deram a tônica da mensagem de Luiz Inácio Lula da Silva em sua primeira fala pública como presidente empossado do Brasil, em 1º de janeiro de 2023. Reconstrução
Ao contrário do que dizem os clichês que reduzem a China a um bloco monolítico, a população chinesa se movimenta e seus intelectuais pensam. As manifestações contra os confinamentos fizeram as lideranças políticas recuarem. Debates agitam os pesquisadores em torno de questões como essa e mais fundamentalmente em torno do futuro do país, sua especificidade, sua inserção no mundo… A despeito da pouca ressonância que alcançam no mundo ocidental, são debates de grande importância
Para o bolsonarismo, a eleição é uma batalha perdida, mas não a guerra. Para os seus inimigos, a vitória é uma trégua
Se os generais que fizeram campanha em 2018 por Bolsonaro, destruíram a candidatura Lula, ocuparam cargos chave no novo governo e ficaram ao lado do tresloucado capitão até o final de seu período presidencial formassem uma seleção, Sérgio Westphalen Etchegoyen seria o técnico
Indústria de financiamento das fake news revela uma cadeia de jogadores com dinheiro público, políticos e empresas de marketing digital. Quem sai perdendo é o Brasil
A experiência do último domingo eleitoral de conceder Tarifa Zero mostrou-se relativamente simples de ser adotada e muito menos custosa financeira e politicamente do que se imaginava
Kristinn Hrafnsson se reúne com Lula e outros líderes da América Latina em busca de apoio político no caso da extradição de Julian Assange
Os presidentes que retornam ao poder em geral repetem suas políticas, especialmente se foram bem-sucedidas. Entretanto, Lula não precisa apenas reconstruir a imagem internacional do Brasil, destruída por Jair Bolsonaro, mas deve fazê-lo em um mundo mais conflituoso e com menos oportunidades para a autonomia e a diversificação
Não surpreende que algumas das hipóteses que explicam a rebelião que se espalhou pelo Chile em 2019 se baseassem na suposta participação de agentes estrangeiros, principalmente chavistas venezuelanos e colombianos, coordenados por cubanos
Sobre os escombros da democracia, a partir da costura de uma frente ampla encabeçada por Lula, o que podemos esperar da vida pública, econômica e política, nos próximos anos e no próximo período de governo?