O Brasil e o México em meio às disputas pela hegemonia
O crescimento econômico da China e o acirramento das disputas com os Estados Unidos impõem desafios importantes às duas maiores economias da América Latina – o Brasil e o México

O crescimento econômico da China e o acirramento das disputas com os Estados Unidos impõem desafios importantes às duas maiores economias da América Latina – o Brasil e o México
Apesar de algumas contradições, a exportação de bens primários e o aprofundamento da dominação financeira sobre o país são elementos que se reforçam mutuamente
Acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, vidas perdidas, fraturas, queimaduras, amputações, cortes, lacerações, contusões, infecções por Covid-19. Essas e muitas outras realidades, que apontam para um adoecimento sistêmico, estão na ordem do dia de uma das atividades econômicas mais lucrativas do Brasil: o setor de frigoríficos
Nos primeiros cem dias de seu governo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, se libertou de vez da imagem que a oposição tentou colar em sua persona política, condensada na alcunha “Sleepy Joe” (“Joe Dorminhoco”). Da mesma forma, ele se demonstra tudo, menos moderado. Com determinação, ousadia e muita vontade política, em idade o mais velho presidente dos Estados Unidos pretende liderar um processo de rejuvenescimento do capitalismo norte-americano. Embora vários elementos já estivessem em pauta, como os megainvestimentos públicos em infraestrutura, a novidade é que agora são integrados a uma visão mais ampla que abarca não só a economia, mas também a esfera social e a retomada do papel de liderança global dos Estados Unidos. Confira no novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Quando se tornou a segunda principal formação política da Itália, há três anos, faltava à Liga (extrema direita) palavras duras o bastante contra Bruxelas e as políticas de austeridade. O partido, contudo, ingressou, em fevereiro, no governo de Mario Draghi, ex-presidente do Banco Central Europeu. Como explicar essa reviravolta?
O governo negacionista, absolutamente omisso com a pandemia, promove uma verdadeira chantagem contra o povo e seus representantes
As grandes transformações do capitalismo contemporâneo também se apresentam no mercado do petróleo, com o absoluto domínio dos fluxos financeiros na determinação dos seus preços e distribuição das rendas entre os diversos atores do mercado. Houve a crescente financeirização do comércio do produto físico, com a expansão dos contratos futuros, aumento da importância dos fluxos financeiros no financiamento dos enormes projetos de desenvolvimento dos novos imensos campos descobertos, maior militância dos fundos financeiros no financiamento da dívida e nas movimentações das ações das petroleiras e até na contabilização das reservas de petróleo das companhias. Confira no novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea
É inaceitável que se cogite reduzir recursos para a saúde para custear o pagamento do auxílio, especialmente enquanto ainda sequer foi superada a fase mais aguda da pandemia
Um impacto indireto da financeirização é que deforma profundamente o nosso cálculo do PIB. Quando calculamos como aporte produtivo o que são custos adicionais de intermediários, criamos uma falsa impressão de crescimento econômico
Qual a resposta da Câmara dos Deputados para a imensa angústia nacional? A proposta do PLP 19/2019, sobre a autonomia do Banco Central!
Além de escancarar a desigualdade da distribuição de renda no Brasil, a pandemia revelou, da forma mais cruel, como o Brasil trata os mais pobres. O benefício foi um alívio temporário, que precisa existir para garantir comida na mesa e dignidade para a população
Em plena crise sanitária, o governo indiano promulgou três decretos para uma brutal desregulamentação do sistema público alimentar e agrícola. Desde sua aprovação pelo Parlamento, em meados de setembro de 2020, essas leis suscitaram um movimento de protesto inédito em todo o país, marcando o fim de um pacto moral entre governo e campesinato