Os culpados e seus cúmplices
Desde o início da guerra, os relatórios se acumulam: quer falem de destruição metódica, de extermínio ou de genocídio, todos concluem que Israel quer aniquilar o povo de Gaza

Desde o início da guerra, os relatórios se acumulam: quer falem de destruição metódica, de extermínio ou de genocídio, todos concluem que Israel quer aniquilar o povo de Gaza
Há seis meses, a obstinação de Emmanuel Macron em ignorar o desagrado eleitoral de que foi alvo provoca uma situação de impasse político e instabilidade ministerial. Para se manter no poder, ele busca criar uma coalizão de “terceira força”, indo da direita ao centro-esquerda. Ao escolher François Bayrou como primeiro-ministro, o presidente francês estaria gastando seu última cartucho?
Ao decidir reconhecer a soberania do Marrocos sobre o Saara Ocidental, Emmanuel Macron não apenas desrespeitou o direito internacional, como também prejudicou o frágil equilíbrio das relações franco-argelinas
Desde que Emmanuel Macron decretou, em 9 de junho, a dissolução da Assembleia Nacional, os ânimos estão exaltados. Diante desse clima, uma solução multipartidária parece emergir: o “apaziguamento”
Parece que a sequência caótica aberta pela dissolução da Assembleia Nacional em 9 de junho na França vai se prolongar. Entretanto, para além da confusão entre os partidos, as alianças e os projetos, é possível identificar algumas linhas de transmissão bastante esclarecedoras
Seis meses após o cinquentenário de sua fundação, o Reunião Nacional se tornou o maior da França. Suas prioridades ideológicas – endurecimento penal, combate aos imigrantes e “assistidos” – já inspiram as políticas do presidente Emmanuel Macron. No entanto, a extrema direita se alimenta há muito mais tempo da falta de compromisso e das acomodações dos partidos no governo
Ao mesmo tempo chefe de Estado e autoridade religiosa, o papa quer ser um mediador no cenário internacional, especialmente em relação a conflitos armados. No caso da Ucrânia, essa posição atrai acusações de ingenuidade e complacência com Moscou. A história recente da diplomacia do Vaticano revela um pacifismo mais sutil do que parece
Algumas semanas após a ascensão de Emmanuel Macron ao poder, um de seus partidários, o atual presidente da Comissão de Relações Exteriores da Assembleia Nacional, resumiu assim a orientação econômica e social que seria adotada: “Objetivamente, os problemas deste país implicam soluções favoráveis aos ganhos elevados”
Nas eleições legislativas de junho, Macron de fato perdeu sua maioria parlamentar, apesar de um sistema de votação que super-representa os candidatos do governo e de uma taxa de participação particularmente baixa (47%), que aumenta o peso relativo de seu eleitorado rico e idoso. Ressentido e surpreso, Macron não sabe o que fazer, nem com quem. Sua estratégia consistia em anestesiar o eleitorado, não se comprometendo com nada específico. Ela falhou, e a realidade de sua impopularidade o alcançou.
A “bússola estratégica” da qual são dotados os 27 países-membros da União Europeia fixa desde o dia 21 de março os objetivos de segurança e os meios para alcançá-los. Entretanto, longe de afirmarem a “soberania europeia” cara a Emmanuel Macron, essas diretrizes procuram complementar a Otan sem contradizer suas prioridades
Em uma coluna publicada no Le Journal du Dimanche, em 7 de abril de 2021, os embaixadores da Austrália e da Índia na França felicitaram o presidente Emmanuel Macron pelo ingresso no “eixo indo-pacífico” e pela realização de exercícios militares conjuntos. Os contornos dessa aliança, contudo, permanecem borrados e cada um persegue seus próprios objetivos
A gestão da crise sanitária apoia-se na obrigação de cada um se proteger e proteger os demais, especialmente os “mais vulneráveis”. O governo francês apela ao altruísmo e, em caso de negligência, a punições. Mas esse chamado à responsabilidade revela uma incitação virtuosa ou um empreendimento de redefinição do cidadão?