Um governo escargot para uma esquerda caviar
A burguesia de hoje não tem medo dessa esquerda. Uma esquerda que se alia a ela para chegar ao poder, como fez o PT, em 2002.

A burguesia de hoje não tem medo dessa esquerda. Uma esquerda que se alia a ela para chegar ao poder, como fez o PT, em 2002.
O pacto de paz social venceu e levou junto a esquerda iludida pela lei, criada para manter a regulação do movimento e circulação da mercadoria e do capital
As manifestações em defesa da democracia e da Constituição, as mobilizações de rua, a discussão com o povo sobre o impacto das políticas que serão implementadas e a disputa das narrativas nas mídias sociais são o caminho para organizar a resistência democrática
Toda a narrativa construída desde o impeachment consistia em isolar no PT a essência da corrupção econômico-moral de nossa sociedade. A continuidade do PT no segundo turno era forte o suficiente para precipitar boa parte dos grupos de classe média para os braços do fascismo
Desde abril, a Nicarágua convive com confrontos de rua. De um lado, manifestantes de origens sociais diversas e ambições frequentemente incompatíveis. De outro, o chefe de Estado, Daniel Ortega, que não se abala com a repressão. Nos anos 1980, o presidente socialista pôde contar com o apoio da esquerda internacionalista. E agora?
No quinto texto da série A análise dos discursos dos candidatos, produzida pelo Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA/UFRRJ), os discursos da presidenciável Guilherme Boulos: A fala de Boulos é clara, procurando fazer que sua análise intelectual e sua emoção de militante dialoguem com a linguagem do povo, os seus desejos e necessidades. Para isso, parece inspirar-se no discurso do “jovem Lula”. Porém, com a diferença de que apesar do esforço, o estilo didático faz com que os ouvintes o identifiquem mais como professor do que com um líder popular sindical.
Aqueles que se organizam para a defesa da democracia e dos direitos que estão sendo suprimidos não encontram uma linguagem capaz de sensibilizar a maioria do povo e são ignorados pelos grandes meios de comunicação.
Enquanto as forças conservadoras avançam no continente sul-americano, um país permanece ancorado à esquerda: a Bolívia de Evo Morales, onde a contestação se concentra cada vez mais no seio do próprio campo político do chefe de Estado. A história singular do partido presidencial, o Movimiento al Socialismo, esclarece essa situação surpreendente
Dificilmente a emergência do novo líder permitirá criar grandes expectativas de mudanças
Diante de um desastre eleitoral, a maioria dos dirigentes políticos coloca em questão as escolhas que os levaram à derrota. Entretanto, as lideranças do Partido Socialista (PS) francês parecem ser completamente incapazes de imaginar uma estratégia diferente daquela que as condenou
Era fato, Lula estava preso. O contraste com as cenas da vitória eleitoral em 2002 eram inevitáveis
O tipo de progressismo que reina em Massachusetts nestas últimas décadas não é o de Franklin Roosevelt nem o do sindicato dos operários da indústria automobilística. Os colarinhos-brancos superdiplomados, mesmo quando votam nos democratas, não estão realmente preocupados com as gigantescas remunerações dos vencedores da sociedade