Uma semana sem impostos: da euforia ao colapso do Estado
A tributação é o mecanismo pelo qual a sociedade financia coletivamente aquilo que o mercado, por sua própria natureza, é estruturalmente incapaz de prover

A tributação é o mecanismo pelo qual a sociedade financia coletivamente aquilo que o mercado, por sua própria natureza, é estruturalmente incapaz de prover
É histórica a correlação entre um mercado interno protegido e o desenvolvimento econômico. Por isso, um projeto nacional de desenvolvimento demanda muita vontade política, além de uma sociabilidade voltada para o interesse público. Eis o desafio brasileiro.
Por que a dívida ativa tem crescido de maneira exorbitante? O que tem dificultado ou mesmo impedido os estados de receberem seus créditos?
A tentativa de enfrentar os desafios da política fiscal de uma perspectiva internacional abre a porta para um novo campo político global
O Projeto de Lei nº 2337/2021 foi aprovado na Câmara dos Deputados e segue para apreciação no Senado Federal. Se aprovado, seguirá para a sanção presidencial e estará sujeito a vetos
Antonio Vieira não quer se mostrar como um indivíduo que está ali com o objetivo de persuadir, pois as palavras sagradas não precisam de persuasão, ninguém precisa ser persuadido da verdade
Imposto sobre Grande Fortunas tem potencial de arrecadação de R$ 40 bilhões ao ano, atendidos os seguintes parâmetros: alíquota de 0,5% sobre as fortunas acima de R$ 10 milhões até R$ 40 milhões; alíquota de 1% sobre as fortunas acima de R$ 40 milhões até R$ 80 milhões; alíquota de 1,5% sobre as fortunas superiores a R$ 80 milhões
A política fiscal de desoneração tributária é um instrumento de política econômica utilizado para a transferência de renda do setor público para o privado sem qualquer tipo de contrapartida social do capital
Com os “coletes amarelos”, um poder seguro de si e querendo servir de modelo para a Europa teve de ceder diante da revolta de grupos sociais até então pouco mobilizados coletivamente. Em um mês, transportes, cobrança de impostos, meio ambiente, educação e democracia representativa foram colocados em questão (ler abaixo). Agora, após reunir os sem-voz, os “coletes amarelos” hesitam sobre a maneira de se organizar ou de convergir com outras revoltas (pág. 6). A forte presença feminina testemunha uma reviravolta sociológica cujas lições ainda estão por serem tiradas (pág. 9). Tudo concorrendo para engordar a carga que a arrogância do presidente Emmanuel Macron detonou (pág. 7)
É tecnicamente possível que o Brasil tenha sistema tributário mais justo e alinhado com a experiência dos países mais igualitários, preservando o equilíbrio federativo e o Estado social de 1988
Para resolver os problemas do país devem-se cortar tributos e diminuir ainda mais os investimentos estatais ou fazer uma reforma tributária estrutural que leve o Estado a aumentar a arrecadação, principalmente sobre o 1% mais rico da população?
Podemos mudar o mundo sem incomodar muito os poderosos? Os governos latino-americanos progressistas, aceitando condicionar suas políticas de justiça social ao crescimento das exportações, facilitaram a tarefas daqueles que operaram para derrotá-los: com a economia em baixa, os caixas secaram… e a crítica fez a festa. E se a audácia começasse pelo imposto?