O jornalismo que cobre acessibilidade, mas não pratica: as contradições das redações brasileiras
Ausência de jornalistas com deficiência nas redações e falta de acessibilidade nas mídias negam o direito à comunicação para milhares de pessoas

Ausência de jornalistas com deficiência nas redações e falta de acessibilidade nas mídias negam o direito à comunicação para milhares de pessoas
Na América Latina em chamas, o controle sobre o direito à comunicação define quem pode narrar o continente
Por que determinados escândalos parecem receber cobertura massiva, enquanto outros são tratados de forma tímida, fragmentada ou rapidamente esquecidos?
A crise política venezuelana ganhou novos contornos após o ataque de 3 de janeiro e o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Em meio a disputas narrativas, sanções econômicas e mobilizações populares, o país passou a viver um período de intensa tensão política e diplomática
É só comparar a eficiência dos robôs conversacionais e a mediocridade da informação produzida pela maioria dos meios de comunicação para perceber uma amarga ironia: voluntariamente subordinado à pressão do clique e do imediatismo, o jornalismo se tornou por si só automatizável. Diante da inteligência artificial, a imprensa deve se refazer ou desaparecer
Entre a escuta e a palavra, uma jornalista descobre que o cuidado também floresce no silêncio – no gesto simples de estar junto
No Brasil, em um país historicamente marcado por desigualdades raciais e territoriais, o “Google Zero” amplifica um problema antigo: a exclusão de vozes diversas da esfera pública
Após a derrota dos nazistas e de seus colaboradores franceses, seria concebível que jornalistas cujos veículos recomendaram a execução de membros da Resistência e a deportação de judeus retomassem o trabalho? A resposta foi negativa. A Libertação da França foi seguida, portanto, de um expurgo geral da profissão. Às vezes bem detalhados, os processos estão disponíveis ao público e seu exame nos ensina muito
Sob o governo Lula, faltam projetos para fortalecer a comunicação pública e mídias independentes, enquanto empresas e políticos são beneficiados com recursos e concessões de rádio e TV
Em um país que convive com a perseguição a jornalistas e violações de direitos na mídia, a violência é usada como estratégia eleitoral
Nas sombras, eles influenciam mentes, infiltram-se nos serviços secretos, inspiram os tomadores de decisão europeus. Manipulam as redes sociais, espalham mentiras, impulsionam desconhecidos à Corte Suprema. Semeiam a discórdia, envenenam inocentes, sabotam instalações. E estão por toda parte: no comando da mídia, nos corredores do Palácio de Buckingham, no Salão Oval da Casa Branca. Quem sabe até nestas páginas? Os Illuminati? Não, ainda mais poderosos: os espiões russos!
A libertação do jornalista australiano, no fim de junho, encerra um calvário de catorze anos. No entanto, não diminui a responsabilidade de seus perseguidores. Nesse aspecto, Washington, Londres e Estocolmo agiram com a cumplicidade de uma instituição supostamente responsável por dizer a verdade ao poder e proteger os inocentes: a imprensa, que, desta vez, mostrou-se pouco confraternal…