O jornalismo do século XXI ainda reproduz desigualdades do século XX
O debate sobre diploma, liberdade de expressão e as condições para produzir informação de interesse público

O debate sobre diploma, liberdade de expressão e as condições para produzir informação de interesse público
Desregulamentação profissional não fortaleceu prerrogativas e ainda precarizou trabalhadores
Em 1980-1982, a redação do Le Monde dividiu-se durante a eleição de seu diretor. Dois editorialistas atualmente no jornal afirmam que, ao fim da longa disputa, o periódico se libertou de uma “camisa de força ideológica em que as ilusões do social-terceiro-mundismo encontravam acolhida com excessiva facilidade”. Em outras palavras, o principal jornal de referência da França rompeu com sua postura de não alinhamento para aderir às posições da Otan. Eis como isso aconteceu
Ausência de jornalistas com deficiência nas redações e falta de acessibilidade nas mídias negam o direito à comunicação para milhares de pessoas
Na América Latina em chamas, o controle sobre o direito à comunicação define quem pode narrar o continente
Por que determinados escândalos parecem receber cobertura massiva, enquanto outros são tratados de forma tímida, fragmentada ou rapidamente esquecidos?
A crise política venezuelana ganhou novos contornos após o ataque de 3 de janeiro e o sequestro do presidente Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. Em meio a disputas narrativas, sanções econômicas e mobilizações populares, o país passou a viver um período de intensa tensão política e diplomática
É só comparar a eficiência dos robôs conversacionais e a mediocridade da informação produzida pela maioria dos meios de comunicação para perceber uma amarga ironia: voluntariamente subordinado à pressão do clique e do imediatismo, o jornalismo se tornou por si só automatizável. Diante da inteligência artificial, a imprensa deve se refazer ou desaparecer
Entre a escuta e a palavra, uma jornalista descobre que o cuidado também floresce no silêncio – no gesto simples de estar junto
No Brasil, em um país historicamente marcado por desigualdades raciais e territoriais, o “Google Zero” amplifica um problema antigo: a exclusão de vozes diversas da esfera pública
Após a derrota dos nazistas e de seus colaboradores franceses, seria concebível que jornalistas cujos veículos recomendaram a execução de membros da Resistência e a deportação de judeus retomassem o trabalho? A resposta foi negativa. A Libertação da França foi seguida, portanto, de um expurgo geral da profissão. Às vezes bem detalhados, os processos estão disponíveis ao público e seu exame nos ensina muito
Sob o governo Lula, faltam projetos para fortalecer a comunicação pública e mídias independentes, enquanto empresas e políticos são beneficiados com recursos e concessões de rádio e TV