Tecnologias de guerra e exploração midiática da violência viram trampolim político no Brasil
Em um país que convive com a perseguição a jornalistas e violações de direitos na mídia, a violência é usada como estratégia eleitoral

Em um país que convive com a perseguição a jornalistas e violações de direitos na mídia, a violência é usada como estratégia eleitoral
Nas sombras, eles influenciam mentes, infiltram-se nos serviços secretos, inspiram os tomadores de decisão europeus. Manipulam as redes sociais, espalham mentiras, impulsionam desconhecidos à Corte Suprema. Semeiam a discórdia, envenenam inocentes, sabotam instalações. E estão por toda parte: no comando da mídia, nos corredores do Palácio de Buckingham, no Salão Oval da Casa Branca. Quem sabe até nestas páginas? Os Illuminati? Não, ainda mais poderosos: os espiões russos!
A libertação do jornalista australiano, no fim de junho, encerra um calvário de catorze anos. No entanto, não diminui a responsabilidade de seus perseguidores. Nesse aspecto, Washington, Londres e Estocolmo agiram com a cumplicidade de uma instituição supostamente responsável por dizer a verdade ao poder e proteger os inocentes: a imprensa, que, desta vez, mostrou-se pouco confraternal…
Como outros trabalhadores, os jornalistas sofrem com a terceirização de suas tarefas e a degradação de suas condições de trabalho. Ao incentivarem a produção de artigos padronizados, esperados, copiados de agências de notícias, as empresas de mídia facilitaram a substituição dos redatores por executores mal pagos. À espera dos robôs…
Transmitir de perto as imagens da ação; cobrir um protesto do lado dos manifestantes em vez de do lado da polícia: os repórteres de rua, ou street reporters, contribuem há quinze anos para mudar a percepção sobre os movimentos sociais. Como e à custa de quais contradições esses jornalistas engajados se inserem em um universo audiovisual dominado pelo dinheiro?
Novo artigo da série “Algo de novo sob o sol? Direito à Comunicação no primeiro ano do atual governo Lula” mostra que dados produzidos por organizações sociais e sindicais apontam redução dos índices de violência contra a imprensa; no entanto, cenário ainda é preocupante
O que fazem os jornalistas e comentaristas franceses, normalmente tão ávidos por “documentos secretos” sobre a Rússia?
Desde que as chuvas intensas causaram inundações e tragédias no sul, assistimos uma batalha comunicacional
Cresce o número de agentes públicos da segurança, apresentadores e repórteres de programas policialescos que ganham fama nas mídias e enveredam para as campanhas eleitorais. Leia no novo artigo do especial “Algo de novo sob o sol? Direito à Comunicação no primeiro ano do atual governo Lula”
Em sua conversa com o Le Monde Diplomatique Brasil, Adam Curtis fala sobre o papel da arte na sociedade, o poder revolucionário do jornalismo e como podemos construir uma nova sociedade
Qualquer pesquisador ou qualquer ator jurídico que tenha passado pelo sistema de justiça criminal e penitenciário logo chega à racional conclusão de que o direito penal não serve para aquilo a que oficialmente se propõe
João Saldanha notou com precisão os conflitos em torno da modalidade. Confira trecho inédito do livro Palavras em jogo, sobre a relação entre cultura popular e política