literatura
“Sem cultura você tem a fronteira, o país, mas não tem uma nação”
Ícone artístico do Brasil, atriz afirma que falta sensibilidade a governantes: “Se está abandonado neste setor, por que os outros não estariam?”
Colson Whitehead e os caminhos de uma liberdade em curso
Em sua segunda visita ao Brasil, o premiado autor de The Underground Railroad falou ao Le Monde Diplomatique Brasil sobre as cicatrizes da escravidão e o apagamento da história
Os dez anos de publicação de Iara e a arca da filosofia
Diferente da tradicional literatura juvenil, que investe em relações endógenas ao mundo literário e em problemas do sujeito singular masculino, branco, urbano e de classe média, o Iara e a arca da filosofia trata de dilemas filosóficos protagonizadas por uma menina e um lêmure falante, ambientados em um espaço não-urbano.
A insubmissa voz de Conceição
Discípula de Carolina de Jesus, a autora, por meio de sua escrevivência, traça um caminho único na literatura, mas com a recusa permanente de ser enquadrada em uma visão meritocrática: “O sujeito fica isolado dentro de um contexto branco, que o valoriza contanto que ele trace uma trajetória o mais longe o possível da sua coletividade”
Papo reto, felicidade é ver meu livro na rua!
Cria da Festa Literária das Periferias, o autor de O Sol na Cabeça anseia pelo dia em que a mídia olhará mais para a agenda cultural das favelas e escritores como ele deixarão de ser tratados como exceção ou novidade
Um Marx perigosamente vivo
Resenha do livro Marx selvagem, de Jean Tible (3.ed.: Autonomia Literária, 2018)
Pelo direito ao amor indefectível!
Encontrei meu grande amor indefectível! Aprendi que amar é perder o tom nas comas da ilusão. Revelar todo o sentido.
As três batalhas de Raduan Nassar
Aos 81 anos, Raduan Nassar, paulista de Pindorama, norte do estado, possui uma trajetória de inquietude. Abandonou a Faculdade de Direito do Largo São Francisco no quinto ano, já fisgado pela literatura. A filosofia e o jornalismo foram casas temporárias de um homem que aprendeu, na adolescência, a gostar de palavras, então aluno de uma de suas irmãs, professoras de português. O pendor pela palavra desembocou em Lavoura arcaica (1975), Um copo de cólera (1978) e uma coletânea de contos publicados de maneira esparsa ao longo dos anos, incluindo Menina a caminho, O ventre seco, Hoje de madrugada e outros.
Uma estrela chamada Clarice Lispector
Apelidada na França de “princesa da língua portuguesa”, Clarice Lispector escrevia como se pudesse salvar a vida de uma pessoa e aproximá-la da beleza silenciosa do mundo. Grande figura da literatura brasileira, por muito tempo permaneceu desconhecida na França. A recente publicação de suas cartas deve contribuir para sua difusão
A volúpia do sangue
Quando em 1897 o irlandês Bram Stoker inventou, com seu romance Drácula, o arquétipo do vampiro, príncipe da escuridão, seja da noite, seja dos desejos inconfessáveis, o tempo estava nervoso: atentados anarquistas, prodígios tecnológicos (início da aviação), agitação operária. Talvez o retorno atual dos vampiros acompanhe distúrbios comparáveis
O mundo de Pepetela
Aos 75 anos, escritor angolano fala sobre as nuances de seu país, política, literatura e egoísmo. Vencedor do Prêmio Camões em 1997, o autor de “Mayombe”, “Geração da Utopia” e ”Se o Passado não Tivesse Asas” faz duras críticas às relações entre Angola- Brasil – Portugal, países membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e afirma que o egoísmo é o grande mal dos nossos tempos.

