Um Marx perigosamente vivo
Resenha do livro Marx selvagem, de Jean Tible (3.ed.: Autonomia Literária, 2018)

Resenha do livro Marx selvagem, de Jean Tible (3.ed.: Autonomia Literária, 2018)
Encontrei meu grande amor indefectível! Aprendi que amar é perder o tom nas comas da ilusão. Revelar todo o sentido.
Aos 81 anos, Raduan Nassar, paulista de Pindorama, norte do estado, possui uma trajetória de inquietude. Abandonou a Faculdade de Direito do Largo São Francisco no quinto ano, já fisgado pela literatura. A filosofia e o jornalismo foram casas temporárias de um homem que aprendeu, na adolescência, a gostar de palavras, então aluno de uma de suas irmãs, professoras de português. O pendor pela palavra desembocou em Lavoura arcaica (1975), Um copo de cólera (1978) e uma coletânea de contos publicados de maneira esparsa ao longo dos anos, incluindo Menina a caminho, O ventre seco, Hoje de madrugada e outros.
Apelidada na França de “princesa da língua portuguesa”, Clarice Lispector escrevia como se pudesse salvar a vida de uma pessoa e aproximá-la da beleza silenciosa do mundo. Grande figura da literatura brasileira, por muito tempo permaneceu desconhecida na França. A recente publicação de suas cartas deve contribuir para sua difusão
Quando em 1897 o irlandês Bram Stoker inventou, com seu romance Drácula, o arquétipo do vampiro, príncipe da escuridão, seja da noite, seja dos desejos inconfessáveis, o tempo estava nervoso: atentados anarquistas, prodígios tecnológicos (início da aviação), agitação operária. Talvez o retorno atual dos vampiros acompanhe distúrbios comparáveis
Aos 75 anos, escritor angolano fala sobre as nuances de seu país, política, literatura e egoísmo. Vencedor do Prêmio Camões em 1997, o autor de “Mayombe”, “Geração da Utopia” e ”Se o Passado não Tivesse Asas” faz duras críticas às relações entre Angola- Brasil – Portugal, países membros da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e afirma que o egoísmo é o grande mal dos nossos tempos.
Jack London (1876-1916) há tempos sofre com os rótulos: permanentemente subvalorizado como um romancista para crianças, ele foi celebrado vigorosamente como um modelo de escritor engajado. London conjugava todos os tipos de contradições. Muito além de um ideólogo, ele esteve a serviço de uma obra obstinada em contar a força dos vivos
Um grupo de amigos jovens, com pouco dinheiro, provocadores, prontos a inventar um futuro diferente daquele traçado pelos bons burgueses: a boemia e suas lendas, herdadas do século XIX, produziram sonhos tão bons que o século XXI não para de reciclá-la.Anthony Glinoer
Despertar o espírito de libertação, contar pequenas histórias que ajudam a enxergar a grande, sensibilizar sobre as razões para chorar e as razões para rir de nossa realidade comum: esses foram os objetivos de Eduardo Galeano. Da evocação da cultura popular à celebração dos horizontes a expandir, o escritor uruguaio enSébastien Lapaque
Testemunha engajada da independência de Moçambique, em 1975, e da guerra civil que se seguiu a ela, o grande escritor Mia Couto apropria-se do português para reinventá-lo. Como se o trabalho com a língua lhe permitisse oferecer aos seus concidadãos uma renovação do mundoSébastien Lapaque
Há desenvolvimento humano que seja sustentável sem a formação de leitores plenos no mundo contemporâneo? Formar leitores plenos e altamente capacitados, além de um direito da cidadania, deve ser parte constitutiva da necessária estratégia de construção de um país que se pretende autônomo, inovador, parceiro e não suJosé Carlos de Assis
Tinham me dito que ele estava em Havana, sofrendo, não queria ver ninguém. Eu sabia para onde ele ia normalmente: uma magnífica casa de campo, longe do centro. Liguei, e Mercedes, sua esposa, acabou com meus escrúpulos: “Imagina”, disse calorosamente. “É para afastar os chatos. Venha, ‘Gabo’ vai ficar feliz de te verIgnacio Ramonet