Por que Lula girou ao centro?
O PT e seu candidato decidiram por concluir um giro ao centro, calculando que essa política multiplicaria as chances de vitória, até mesmo no primeiro turno

O PT e seu candidato decidiram por concluir um giro ao centro, calculando que essa política multiplicaria as chances de vitória, até mesmo no primeiro turno
Mas quem vai decidir a eleição são os mais pobres, a maioria do povo brasileiro. E é aí que se concentra a campanha eleitoral na qual a extrema direita assume a mentira como arma de guerra e não tem restrições em falsear a verdade e tentar destruir a reputação de seus adversários, tratados como inimigos a serem eliminados.
Diante do agravamento da crise econômico-social no Brasil, com desemprego em alta, renda média do trabalhador em queda, a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda passa, necessariamente, pelo fortalecimento das micro e pequenas empresas. Não à toa, o presidente Lula tem defendido que, caso seja eleito, será criado o Ministério das Micro e Pequenas Empresas.
Agregação de pesquisas, feita pelo Cebrap, confirma a hipótese de que, diferente da tradição histórica do Brasil, há, sim, um voto confessional. Ao contrário das eleições anteriores, a presença de Lula não desativa essas posições conservadoras. Por quê? Qual caminho o ex-presidente deve seguir?
Evento lotou o vão dos prédios de História e Geografia na Cidade Universitária e contou com discursos sobre a relevância da política de cotas, rechaços aos ataques antidemocráticos e provocações a Bolsonaro
Documento lançado por mais de noventa organizações apresenta propostas formuladas nas lutas concretas para dar respostas imediatas aos problemas mais urgentes do povo, mas sem perder o olhar de futuro de país que queremos construir
A questão chave é: os ex-tucanos acrescentam votos para levar a vitória do PT no primeiro turno? Muito difícil. Segunda questão: os petistas farão realmente uma campanha para Lula e Alckmin ou terão vergonha dessa chapa?
É compreensível que os ex-emergentes, agora em decadência, vejam em Lula a saída para voltarem a aspirar a uma vida melhor. Mas não podemos nos esquecer daqueles que se viram espremidos entre pobres e ricos nos governos do PT e que ainda mantêm certo ressentimento, oscilando na preferência por Lula ou Bolsonaro
A provável eleição de Lula, em 2022, é o fio de esperança que funciona quase como um álibi para a inação. Do inferno bolsonarista passaríamos, de um dia para o outro, ao paraíso lulista
Bolsonaro perde apoio entre os evangélicos, mas Lula ainda não é visto como opção
Quando comparamos o tratamento oferecido pela mídia francesa e brasileira às prisões de Nicolas Sarkozy e Luiz Inácio Lula da Silva, percebemos diferenças bastante significativas. Enquanto Lula recebeu um tratamento amplamente desfavorável dos principais veículos de comunicação brasileiros, Sarkozy recebeu uma cobertura muito menos crítica. O alinhamento do ex-presidente francês com os interesses defendidos por grandes veículos midiáticos explicaria a cobertura menos pesada dispensada a Sarkozy
Nessa disputa entre líderes populares, apenas Lula, que foi um presidente de centro-esquerda que respeitou as regras do jogo democrático, poderia realizar o concerto político com o centro