Reimaginando o futuro diante da crise climática
Abre-se uma janela de oportunidade profunda para redefinir os paradigmas que informam modelos de desenvolvimento

Abre-se uma janela de oportunidade profunda para redefinir os paradigmas que informam modelos de desenvolvimento
Em Fortaleza, o legado insustentável de um carnaval fora de época
Participação social é retomada com restrições no primeiro ano de governo Lula, e falta de acesso à informação nos estados dificulta a ação dos movimentos sociais. Confira em novo artigo do especial “Algo de novo sob o sol? Direito à Comunicação no primeiro ano do atual governo Lula”
Práticas econômicas que apoiem o desenvolvimento, sem impactar no meio ambiente e em questões sociais, são possíveis? Será factível ressetar (reiniciar) a economia livrando-nos de suas inconsistências atuais, de sua voracidade insustentável e seus impactos globais?
Nações em todos os estágios de desenvolvimento se comprometeram a trabalhar para esse futuro sustentável sob dezenas de acordos ambientais multilaterais
Estão previstos para a região inúmeros projetos minero-metalúrgicos, petroquímicos, hidrelétricos, hidrovias e ferrovias que não priorizam o respeito ao meio ambiente e aos povos e comunidades tradicionais
Impactos sociais, econômicos e ambientais persistem após o período de estiagem e alertam para a necessidade de ações urgentes na região amazônica
Se a expressão usada por Anielle Franco existe, qual é o motivo dos ataques deferidos contra a ministra? A falta de conhecimento do racismo ambiental é uma evidência óbvia de que os políticos opositores não possuem conhecimento básico acerca da questão racial brasileira
A exploração mineral corresponde a quase 75% da pauta de exportação do Pará. Fica evidente a influência do poder econômico da mineração sobre as decisões políticas do estado e do país
Apesar da presença e da pressão da sociedade civil para resultados comprometidos e ambiciosos nas negociações climáticas, a Conferência do Clima é tensionada por agentes do capitalismo verde para ser uma feira de oportunidades com o único objetivo de acumulação privada de setores privilegiados
Quando estive na COP 28, por várias vezes tive a forte sensação do “fim do começo”. Com tantas pautas em jogo e tamanho pessimismo, eu não conseguia parar de pensar em Maceió, nas favelas e periferias do Brasil, nas cicatrizes das enchentes e inundações no Sudeste, Nordeste e Norte que testemunhamos em 2023. Verdade seja dita: nosso país foi construído sob a lógica do racismo ambiental
A força da captura corporativa das águas é tão grande em nosso país que, mesmo quando explode um cenário drástico, os setores do agronegócio, da mineração e da infraestrutura energética e de logística a eles associada nem sequer são constrangidos na esfera pública a se responsabilizarem pelo papel que cumprem na captura, privatização, contaminação e devastação dos recursos