A insustentável agenda ambiental do presidente
Por que a obsessão de Jair Bolsonaro por acabar com o meio ambiente cria (mais) um problema para Paulo Guedes

Por que a obsessão de Jair Bolsonaro por acabar com o meio ambiente cria (mais) um problema para Paulo Guedes
Estávamos enganados quando acreditávamos que nosso conjunto de políticas e instituições ambientais era um patamar a partir do qual só poderíamos avançar ou, no pior dos cenários, ficar estacionados. O governo Bolsonaro provou que estávamos enganados. A novidade é um governo cuja agenda é destruir o meio ambiente
“Para servidores de carreira, fica cada vez mais claro que essa militarização cria um ambiente tenso, que os coage para que não façam suas fiscalizações devidamente. E isso acontece em um cenário em que o próprio presidente da República interrompeu uma operação contra a extração ilegal de madeira na Amazônia”, diz a secretaria executiva da Associação Nacional dos Servidores Ambientais.
A vitória de Bolsonaro, declaradamente contrário à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente e dos indígenas e quilombolas, dá ensejo a uma expectativa negativa para as pessoas atingidas, em relação tanto à defesa de seus direitos socioeconômicos quanto à construção de soluções para problemas socioambientais enfrentados por elas
Produtos emblemáticos da “revolução verde”, os pesticidas e adubos sintéticos permitiram vencer o desafio alimentar apresentado pela explosão demográfica do século XX. Mas o recurso generalizado a esses produtos afeta gravemente a saúde dos agricultores e o equilíbrio do ambiente. Aprender a limitar seu uso é um dos imperativos da agricultura do século XXI
Impactos ambientais, adoecimento e violações de direitos marcam a atuação da siderúrgica localizada na capital fluminense
O despreparo e ausência de estratégias para lidar com os problemas ambientais evidenciam-se em ambos os polos do espectro ideológico
Analisamos os planos de governo e as declarações públicas dos presidenciáveis em relação ao meio ambiente e o resultado é nitidamente preocupante. Destacamos abaixo os posicionamentos que representam maior risco para a área ambiental*
Enquanto os impactos climáticos se agravam e atingem duramente o país, terá algum candidato às próximas eleições a coragem de dar ouvidos ao grito por mudança que vem do povo no dia 8 de setembro?
Nenhum dos programas dos presidenciáveis questiona a importância da agropecuária. PT e Rede seguem essa toada. O programa de Ciro, apesar de dedicado ao fortalecimento da indústria, não deixa de citar a importância do agro e traz Kátia Abreu como vice. O programa de Alckmin diz em poucas frases tudo o que o setor quer ouvir, como o aumento dos recursos para o Plano Safra
O crescente interesse em relação ao bioma tem sido acompanhado pela despolitização das pautas defendidas, principalmente, por quem vive e convive com o Cerrado há séculos: os povos e comunidades tradicionais
PL 6.299/2002, em tramitação na Câmara dos Deputados, representa grandes retrocessos. A proposta reduz poderes do Ibama e da Anvisa e concede ao Ministério da Agricultura a competência para a liberação dos agrotóxicos, propõe a flexibilização do controle do Estado, retira a competência de estados e municípios para elaborar leis mais específicas e restritivas e libera qualquer agrotóxico aprovado em pelo menos três países da OCDE, além de propor a mudança na denominação dessas substâncias, que passariam a ser chamados “produtos fitossanitários” ou “produtos de controle ambiental”