Meninas negras têm menos acesso ao ensino remoto, diz estudo
Pesquisa do Geledés – Instituto da Mulher Negra aponta aprofundamento das desigualdades no município de São Paulo, com recorte de raça, cor e gênero, no contexto da pandemia

Pesquisa do Geledés – Instituto da Mulher Negra aponta aprofundamento das desigualdades no município de São Paulo, com recorte de raça, cor e gênero, no contexto da pandemia
Apesar do cenário pandêmico, destacamos que a violência nas favelas permanece como experiência cotidiana na vida dos moradores. Além da angústia com a possibilidade de adoecer de Covid-19, tem-se a preocupação de não morrer de fome e nem de bala perdida
O racismo à brasileira, o BBB 21 e o constante esvaziamento da pauta racial no Brasil
Este artigo deseja destacar, por meio de rápidas pinceladas, qual é a contribuição que AmarElo – É Tudo Pra Ontem pode nos deixar para enriquecer e fortalecer as mobilizações contra o racismo à brasileira
Como as opressões se encontram e se intensificam quando nos deparamos com a realidade da mulher negra? Em que momento histórico essa dinâmica se estabeleceu, formando um conjunto complexo de violências diversas que operam entre si, provocando desdobramentos até os dias atuais?
Numa recente conferência proferida na Universidade de Coimbra, o escritor Mário Lúcio, ex-Ministro da Cultura de Cabo Verde, chamou a atenção do público para o fato de que o pensamento racista também é uma forma de matar, também é uma violência
Entrar nas universidades inseriu os jovens das quebradas num processo de conhecimento e reconhecimento de quem somos. “A questão não é que não sabíamos que éramos pretos e pretas, mas dentro da universidade com brancos ricos, fica escancarado o processo de desigualdade e discriminação de um país racista”. Esse é o tema do segundo artigo do especial “Periferias de São Paulo: cotidianos, conflitos e potências”, uma parceria do Le Monde Diplomatique Brasil e Fundação Tide Setubal
A educação, enquanto elemento nevrálgico para qualquer mudança, é essencial no combate ao racismo, de modo que, sem uma educação efetivamente antirracista, não é possível pensar em uma sociedade igualitária
Pelo enfrentamento de questões equivalentes, as conquistas recentes do movimento Black Lives Matter nos Estados Unidos e a sua difusão por vários países do mundo são vistas com ânimo pela luta antirracista no Brasil, pois indica possíveis mudanças favoráveis no panorama internacional
Ao longo dos últimos quatro meses, o fotógrafo Fabio Teixeira acompanhou o trabalho de um menino de 14 anos, Josué Vicente Pereira (apelidado de “Fumaça”), no Cemitério do Caju. O ensaio fotográfico resultante, denominado Entre a Cruz e a Infância, mostra a criança a limpar os túmulos, a pintar cruzes e a trocar flores. Ele faz esse trabalho desde os 7 anos em troca de gorjetas das famílias que visitam. Durante a pandemia de coronavírus, sua renda (da qual seus irmãos mais novos também dependem) caiu significativamente, mas ele continua a trabalhar mesmo com um risco enorme de infecção por Covid-19.
Em tempos de Black Lives Matter, identitarismo e questionamentos mais frequentes e profundos a respeito do racismo estrutural no Brasil e no mundo, percebe-se um movimento de deslocamento do cânone literário rumo a vozes até aqui marginalizadas em nossa literatura. Para muitos surpreendente, a inclusão das letras de Sobrevivendo no inferno, disco do grupo de rap paulista Racionais Mc’s, como leitura obrigatória no vestibular da Unicamp demonstra que os tempos estão mudando
O que se percebe é o entrelaçamento entre o caráter seletivo e racial do sistema de justiça criminal, no qual há um direcionamento de controle social concreto à população negra, e que o discurso do “combate” ao tráfico de drogas assume a legitimidade jurídica (e supostamente neutra) desse processo