Brasil: retorno ao protagonismo sul global
O Brasil tem potencial para operar como construtor conjunto da emergência definitiva Sul Global e a saúde jogará um papel central nesse processo como uma ferramenta de desenvolvimento e integração regional.

O Brasil tem potencial para operar como construtor conjunto da emergência definitiva Sul Global e a saúde jogará um papel central nesse processo como uma ferramenta de desenvolvimento e integração regional.
A ANS tomou medidas em sua história que contrariam os interesses dos consumidores, como os tetos de reajustes bem acima da inflação. No entanto, dentro do estreito leque regulatório da agência, a direção geral foi no sentido de uma proteção incremental ao consumidor. Isso significa que a saúde suplementar é bem regulada e que o empresariado tem pouca influência e/ou é pouco beneficiado nas decisões no setor?
Não deixaremos que o estado de confusão que provoca este governo nos tire a capacidade de pensar, de refletir e de seguir apontando os temas estratégicos para a saída da crise sanitária, nossa melhor contribuição à sociedade
O SUS só será sustentável se aumentarmos a nossa capacidade de produção, pesquisa, inovação e desenvolvimento de produtos, tecnologias e serviços da saúde
É inaceitável que se cogite reduzir recursos para a saúde para custear o pagamento do auxílio, especialmente enquanto ainda sequer foi superada a fase mais aguda da pandemia
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, Marcos Mendes afirma que o teto de gasto não produziu impactos negativos sobre o financiamento dos serviços públicos, postulando, pasmem, que entre 2017 e 2019 o gasto na saúde foi maior em comparação com o modelo vigente antes do teto. Neste artigo, temos por objetivo refutar o argumento do colunista. Veja no novo artigo do Observatório da Economia Contemporânea
Essa ausência de liderança e de respeito com a vida do presidente da República tem nos colocado no caminho do caos, da desconfiança generalizada e tem nos feito trocar o isolamento social pelo o isolamento internacional
Depois de mais de dois meses de pandemia neste lugar tão peculiar, entendi que o adoecer e o morrer pelo Covid-19 são processos extremamente solitários e os rituais de luto – tão importantes para passarmos pela perda inesperada de quem amamos – não estão podendo ser realizados de maneira adequada pelas restrições sanitárias, o que torna o processamento mais complexo para quem fica
As orientações terapêuticas para uso precoce no caso da Covid-19 chamam a atenção ao referir que “até o momento não existem evidências científicas robustas que possibilitem a indicação de terapia farmacológica específica para a Covid-19”
No cenário pré-pandêmico, tinha-se a necropolítica, que geria parcela considerável das mortes de negros e pobres através de políticas de segurança pública “de guerra”, constituindo, assim, uma população mais matável. A pandemia trouxe à tona novas formas de tecnologias de gestão da morte descentralizando o poder de decidir quem pode viver e quem deve morrer, exsurgindo-se, ao que parece, uma expansão do poder de expor à morte.
O aumento de preços dos planos se descolou progressivamente do IPCA entre 2000 e 2018: a taxa de inflação dos planos e do IPCA foram, respectivamente, de 382% e 208%. Essa evidência é tão marcante que fica claro que a ANS não foi capaz de regular a inflação dos planos nesses dezoito anos
A instabilidade será marca fundante do que se pretende construir: um sistema de saúde incapaz de responder aos desafios sociossanitários do presente e do futuro. Assuntos como envelhecimento, transição epidemiológica, doenças emergentes e reemergentes e degradação das condições de vida saem da órbita da saúde pública para a órbita econômica