Palestina e favelas cariocas: os guetos negligenciados
O terrorismo de Israel e os esquadrões da morte das polícias seguirão até quando cometendo crimes?

O terrorismo de Israel e os esquadrões da morte das polícias seguirão até quando cometendo crimes?
O que distingue a Chacina da Candelária, que completa trinta anos neste domingo (23), de todas as execuções de crianças e adolescentes até então é o elemento político inscrito em seu modus operandi: ela extrapola o caráter de mera limpeza social característico de outras execuções e assume um viés de resistência violenta, por parte das polícias do Rio de Janeiro, contra o Estado Democrático de Direito e o controle democrático da atividade policial
Quando o sangue é derramado em qualquer operação policial, a voz do agente segue tendo valor de prova quase absoluto em relação a todos os outros relatos. Essa boa vontade excessiva com a polícia tem nome e sobrenome jurídico: fé pública
Precisamos discutir a segurança pública brasileira a partir da exclusão social e do autoritarismo expresso pelo protagonismo político do Exército durante a República, que culminou na Doutrina de Segurança Nacional.
Confira a entrevista que encerra o especial 32 anos da chacina de Acari com Carlos Nicodemos, advogado que atua no Projeto Legal das Vítimas da Chacina de Acari. Desde 2006, ele acompanha os desdobramentos jurídicos do caso
Leia o depoimento do ativista Deley de Acari sobre episódios de violência de Estado que ele sofreu na pele, seja na ditadura militar, seja na democracia.
Estão representadas nesta linha do tempo as maiores chacinas do Rio de Janeiro nos últimos 32 anos, relacionadas à quantidade de vítimas, e as chacinas que geraram dor, ausência, revolta e, como resposta, a criação de coletivos e movimentos sociais de mães, familiares e ativistas. Confira mais um artigo do especial 32 anos da chacina de Acari.
A impunidade do caso de Acari trouxe a indignação, que foi a motivação para que esse grupo de mães, do luto, tenha se levantado para lutar. A partir daí, as Mães de Acari ficaram conhecidas por sua determinação, coragem e ousadia de ir em busca da justiça. Algumas delas, nessa busca, perderam a própria vida. Leia mais um artigo do especial 32 anos da chacina de Acari
Confira entrevista com Aline Leite, filha de Vera Lúcia Flores, uma das Mães de Acari, e irmã de Cristiane Leite de Souza, desaparecida desde 26 de julho de 1990. Entre outras questões, Aline mostra como o Estado, em suas múltiplas dimensões, não assassinou apenas a sua irmã, mas também, por meio de todo o sofrimento decorrente da não resolução do caso, a sua própria mãe, estendendo a morte para os familiares dos mortos
O caso Acari e a participação das mães na mobilização e nas lutas que passaram a encampar na busca por justiça e reparação configura-se como o pontapé inicial da experiência política dos movimentos de mães de vítimas da violência de Estado. Essa seção especial que passamos a publicar a partir de hoje é, antes de tudo, uma homenagem à memória das Mães de Acari e seus/suas filhos e filhas desaparecidos/as.
A necropolítica é um processo que acompanha a América Latina especialmente desde a segunda metade do século passado. Ditaduras militares no Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Uruguai e Bolívia foram exemplos de regimes de extermínio e de violência política contra opositores
Neste breve artigo eu exploro situações e dados sobre violência em uma sociedade que parece amalgamar seu contumaz racismo com um fascismo ascendente, em meio a um crescente armamento da população. Elementos inquietantes, que julgo merecer a devida atenção de todos nós, devido a eventuais implicações políticas