Coronavírus e os contratos
A possibilidade de revisão e rescisão dos contratos diante de eventos extraordinários deve ser lembrada nesses dias atuais em que a população ficará em isolamento.

A possibilidade de revisão e rescisão dos contratos diante de eventos extraordinários deve ser lembrada nesses dias atuais em que a população ficará em isolamento.
No Brasil, a baixa representatividade na política se reflete na Câmara: dos 513 deputados só 77 são mulheres; dos 11 cargos da Mesa Diretora (incluindo os suplentes) as deputadas ocupam apenas dois; e das 25 comissões permanentes somente quatro são presididas por mulheres. Sobre representatividade feminina no governo atual, ocupamos a posição de 149 de 188 países, com apenas duas mulheres entre os 22 ministros.
As emendas à Constituição da Federação da Rússia foram anunciadas em 15 de janeiro, durante a proclamação anual do presidente Vladimir Putin à Assembleia Federal Russa. Nesse mesmo dia, o presidente emitiu um decreto para a criação de um grupo de trabalho, incluindo parlamentares, representantes da academia, da cultura e da sociedade, para desenhar propostas para a Constituição.
Diante desse cenário de “crise permanente”, utilizada como ferramenta retórica para “fundamentar” a “urgência” de “reformas salvadoras” que na prática cuidam mesmo é do avanço dos interesses do poder econômico, hoje centrados na especulação rentista e na euforia do lucro rápido do capital, essa era neoliberal Michel Temer-Jair Bolsonaro tem aprovado, chamando de “reformas”, o que na prática tem sido nítidas DEformas ou mesmo demolições. Mudanças que representam perdas e retrocessos, sempre apresentados ao povo com simbologia imaginária de “modernização”, “salvação”, “responsabilidade” e “seriedade”.
Governo federal privilegia publicidade em meios de comunicação aliados e ameaça endurecer regras de concessão para adversários. Leia mais um artigo do especial Concentração da Mídia e liberdade de expressão.
Somente mistura de fé e oportunismo parece explicar aposta redobrada na atual política econômica
O historiador americano David Landes já havia apontado em sua obra “A riqueza e a pobreza das nações: por que algumas são tão ricas e outras tão pobres” (1998) que o aumento considerável da expectativa de vida nos dias de hoje se deve mais às conquistas na área preventiva e à disseminação dos hábitos de higiene do que a melhores remédios.
O discurso está certamente fora do lugar. O Brasil, desde Fernando Collor, mas principalmente com Fernando Henrique Cardoso, desregulou relações de trabalho, abriu-se ao comércio exterior, vendeu estatais, etc. O “necessário” ajuste prometia modernizar a economia, provocando crescimento e melhores condições de vida para a população. Não se viu a realização da promessa até 2003. Nos anos seguintes, o melhor momento produtivo veio, mas em um governo muito criticado pelos neoliberais. Hoje, com o Brasil novamente sob a tutela neoliberal, a última PNAD Contínua (31/01/2020) apresentou números pouco alvissareiros à maioria dos brasileiros. Por exemplo, a média de pessoas desocupadas saltou de 7,0 milhões, em 2014, para 12,6 milhões, em 2019.
Os dados da economia nos dão a dimensão da intensificação de nosso processo de desenvolvimento dependente ancorado na superexploração da força de trabalho, por um lado, e, no desdobramento explícito, do que em tempos de expansão econômica é ocultado: o neoconservadorismo. Criminalização, matança e estereotipação sobre territórios e sujeitos criminosos, como substâncias do capital no auge da intensificação das mazelas sociais.
É de suma importância apreender a composição retórica dos argumentos usados por Karl Marx e Friedrich Engels para a construção de um discurso acessível às classes operárias de sua época. Essa observação serve de lição para as esquerdas atuais que almejam alcançar os trabalhadores.
Os mares e rios que orbitam o perímetro amazônico tem sido objeto de disputas cada vez mais intensas por recursos naturais estratégicos. A costa da Guiana, entre a Venezuela e o Suriname, e a costa do Brasil, entre o Amapá e a Foz do Amazonas, tornaram-se regiões de interesse estratégico para os EUA. Se, na última década, a descoberta do pré-sal na chamada Amazônia Azul estimulou a reabilitação da IV Frota Naval dos EUA, na década atual, as novas fronteiras de exploração na Amazônia Caribenha explica uma parte das tensões entre os governos Trump e Maduro e lança luz sobre alguns dos motivos do alinhamento automático entre os governos Trump e Bolsonaro.