Os militares e a segurança pública no Brasil
Por que recorrer aos militares, soldados treinados para guerra contra um inimigo externo, para lidar com seus próprios cidadãos dentro do estado de direito? A segurança pública seria um assunto da Defesa?

Por que recorrer aos militares, soldados treinados para guerra contra um inimigo externo, para lidar com seus próprios cidadãos dentro do estado de direito? A segurança pública seria um assunto da Defesa?
Olavo de Carvalho parece ter inventado, sem querer, uma fórmula de sucesso intelectual que talvez não possa jamais ser repetida
A ausência dos tradicionais dias de festa, apesar de necessária, provoca um incômodo nos brasileiros. Pode-se dizer que a falta do Carnaval não é sentida como mera saudade. Na verdade, alcança maior amplitude, sobretudo porque agravada por um pernicioso mandato presidencial. A peculiaridade dessa falta será considerada despretensiosamente neste artigo, sob quatro aspectos: identidade, felicidade, resistência e esperança
“Alguém tem alguma ideia de como realizar um programa sem maioria parlamentar? Com quatro senadores em 50 e 37 deputados em 155? A reforma previdenciária, os royalties, a reforma da saúde, a reforma tributária, a reforma trabalhista? Diga-me por favor”. Essa frase, de um militante da Frente Ampla, resume as complexidades que o presidente Gabriel Boric deve enfrentar imediatamente. Não supõe impossibilidade, mas é um dado objetivo que determinará o curso de seu governo.
Não é a primeira vez que a direita apoia um candidato presidencial que se revela incômodo ou disfuncional. Kast, contudo, têm um ônus adicional: por um longo tempo, carregará o peso das questões que lhe foram impostas pela extrema direita, das quais ele tentou se afastar por mais de 30 anos
O novo projeto do governo de Cláudio Castro (PL), Cidade Integrada, tem como foco a regulamentação da economia local. O investimento será de R$ 500 milhões. Mais uma vez, o projeto não foi pensando em diálogo com a população dos territórios onde o projeto será implementado
Algumas causas dessa crise energética são conjunturais e poderão ser superadas no transcurso de 2022, mas outras se manterão e devem forçar mudanças dentro da própria matriz energética dos países mais afetados, redirecionando investimentos e forçando algumas escolhas dramáticas
Leia o prefácio escrito por Jones Manoel para a edição brasileira de “O feiticeiro da tribo: a farsa de Mario Vargas Llosa e do neoliberalismo na América Latina”, de Atílio Boron.
No próximo dia 25 de janeiro o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale, ocorrido em Brumadinho, completa três anos. Marina Paula Oliveira, atingida pelo crime ambiental relata a falta de participação social dos e das atingidas no processo de reparação. O governo estadual e a empresa fecharam acordo de R$ 37 bilhões
Em seus mais de 30 anos como defensora de direitos humanos junto ao Ministério Público Federal, a subprocuradora-geral da República aposentada Deborah Duprat testemunhou em campo as consequências da destruição das águas por grandes empreendimentos. Duprat lembra-se, especificamente, da tragédia que foi, e é, a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. “É uma coisa impressionante os efeitos devastadores [do empreendimento] sobre as comunidades locais. O principal efeito é a sede. Comunidades que estão à beira de um recurso hídrico importantíssimo como é o [rio] Xingu, e não têm hoje água de qualidade, não têm nem fontes alternativas, dependem de carros-pipas.” A entrevista a seguir foi concedida antes das recentes chuvas torrenciais, alagamentos, rompimento de barragens, vazamento de diques, perdas materiais e mortes em diferentes lugares do país. A sede e o afogamento são efeitos da mesma destruição do meio ambiente – águas, terras e matas – causada por grandes empreendimentos minerários, energéticos, logísticos e pelo agronegócio