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Confira as resenhas dos livros “A última noite de José Wilker”, “Os pares de sapato não acompanham as quedas” e “A moradia é a base estruturante para a vida e a inclusão social da população em situação de rua”

Confira as resenhas dos livros “A última noite de José Wilker”, “Os pares de sapato não acompanham as quedas” e “A moradia é a base estruturante para a vida e a inclusão social da população em situação de rua”
O Velho Continente escreve seu futuro ampliando seus erros passados: a exploração da mão de obra barata, um sentimento de insegurança econômica crescente nas classes populares das nações do oeste e uma sensação de subordinação, de colonização que não diz seu nome, no leste
Por que não podemos acessar as TVs dos nossos países vizinhos? O fortalecimento dos laços regionais tem um amplo campo de oportunidades com uma maior abertura cultural
No Brasil, enquanto os 10% mais pobres pagam o equivalente a 26,4% de sua renda em impostos, os 10% mais ricos pagam 19,2%. Obviamente, os grupos sociais com amplo acesso aos grandes meios de comunicação influenciam a manutenção desse quadro. Para a maioria da população, contudo, um sistema tributário desejável deve ser aquele no qual a tributação direta seja muito maior, e a indireta, muito menor
A estrutura tributária brasileira afeta desproporcionalmente os mais pobres por causa do alto peso dos impostos indiretos. A classe média também sofre com a regressividade. Por outro lado, os mais ricos se beneficiam significativamente do sistema tributário, dotado de instrumentos que isentam as altas rendas e parcelas relevantes das rendas de capital de tributação
A reforma tributária brasileira é apresentada como uma estratégia para impulsionar o crescimento econômico, gerar empregos, reduzir desigualdades e simplificar nosso complexo sistema tributário. Resta saber se, na prática, a teoria será tão bonita quanto no papel
A reforma tributária permite algumas mudanças, mesmo que limitadas, nas políticas econômicas que trouxeram o Brasil à posição nada gloriosa de sétimo maior poluidor mundial. Contudo, em um presidencialismo de coalizão, não se faz uma reforma que vem sendo adiada por décadas sem negociações
O que o presidente recém-eleito Javier Milei pretende ao remontar um passado idealizado da Argentina? Ele explicitamente ignora as reivindicações sociais e as lutas políticas dos próprios imigrantes que impulsionaram a economia no século XIX. E defende uma reinserção subalterna ao que agora se chama de cadeias globais de produção. No entanto, as conjunturas de 130 anos atrás não voltam mais
Gastando perto de 2% do PIB na campanha por meio de isenção de impostos e concessão de benefícios temporários aos setores empobrecidos, movendo a máquina eleitoral a todo vapor e promovendo uma estratégia internacionalizada de marketing de causar inveja, Massa teve de reconhecer que o triunfo do primeiro turno não passou de uma vitória de Pirro
Até meados da década de 2010, o Equador apresentava níveis de homicídios singularmente baixos. Agora, o pequeno país andino é um dos mais perigosos da América do Sul. Impulsionada pelo retorno dos conservadores ao poder em 2017, essa virada para a violência favoreceu seu candidato no segundo turno das eleições presidenciais de outubro. Como explicar esse paradoxo?
É preciso colocar um acusado em prisão preventiva? Qual pena impor a um condenado? Para responder a essas perguntas, alguns juízes norte-americanos utilizam algoritmos que analisam milhares de casos anteriores e calculam a probabilidade de reincidência para cada réu. Oficialmente, o método visa reduzir o recurso a fianças e aliviar a superlotação nas prisões. No entanto, ele não está livre de problemas…
O que acontecerá com os habitantes de Gaza? Após décadas de domínio israelense, vislumbra-se a perspectiva de uma nova Nakba (catástrofe), a expulsão das populações civis. Ao contrário da solidariedade expressa pelas nações latino-americanas, a maioria dos países ocidentais, incluindo a Alemanha, mostra pouca disposição para moderar a fúria vingativa de Tel Aviv após os massacres cometidos pelo Hamas. Essa tolerância se explica, em parte, pela instrumentalização da memória do Holocausto e dos crimes antissemitas. O antigo sonho de um Estado binacional para judeus e árabes, outrora alimentado por uma facção do movimento sionista, agora parece ser uma utopia