Como parar o fascismo?
Até agora, as pessoas não votaram pelo fascismo ou pela privação de direitos sociais, mas pelo desejo de combater a insegurança e proteger a frágil precariedade alcançada

Até agora, as pessoas não votaram pelo fascismo ou pela privação de direitos sociais, mas pelo desejo de combater a insegurança e proteger a frágil precariedade alcançada
Toda posse presidencial tem um quê de místico e conspiratório. Mas aquela estava longe de uma posse banal
Se acreditar basta, comprovar não é preciso. A perigosa mistura de autoritarismo evangélico e marketing digital cegou metade da massa de votantes. Durante Bolsonaro vivemos a irrupção do descrédito na ciência
Apesar de aparentemente ultrapassado o terror vivenciado na capital federal, não podemos esquecer que a conclusão do bolsonarismo, ainda alimentado por seus financiadores intelectuais e econômicos, é de que não há resposta satisfatória à República
A contradição começa com o fato de que Jair Bolsonaro, líder dos que promoveram a barbárie, afirmava que os direitos humanos seriam o “esterco da vagabundagem”. Diante disso, cabe a pergunta: seus apoiadores integram essa “vagabundagem”?
EUA e Brasil enfrentaram agudos assédios na transição de poder. Prédios governamentais foram depredados. Outros países em que o autoritarismo ascendeu ao poder regrediram na agenda de direitos e na participação popular. Por que é tão fácil assediar democracias?
A rigor, a admiração por Pelé prescinde justificativa. Basta recorrer à emoção das memórias do futebol, em testemunhos, retrospectivas e nas homenagens estampadas em jornais ao redor do mundo. Instala-se nostalgia até em quem não viveu o período de seu reinado em campo
Os acontecimentos nefastos aos bens da natureza e a vida humana inerente ao agronegócio se assemelham aos sortilégios que o feiticeiro invocara e que foi incapaz de dominar. A natureza encontra-se sob forte tensão de degradação, contaminação e supressão subsequentes das atividades antrópicas agrícolas
Para quem não se deixou levar pela cegueira intelectual e moral do antipetismo, era fácil notar os diversos elementos nazifascistas que sustentavam a campanha bolsonarista, como o nacionalismo exacerbado, a defesa de princípios conservadores, o militarismo, a personalidade autoritária.
As falhas na circulação das informações do poder público, que deveriam ser de forma aberta e de qualidade, mas não são, resultam no favorecimento de agrupamentos que teriam recebido premiações de formas controversas, posto que existem lacunas nos dados públicos e seguem ainda obscuros em alguns pontos
Para o bolsonarismo, a eleição é uma batalha perdida, mas não a guerra. Para os seus inimigos, a vitória é uma trégua
O desmatamento tem por finalidade tentar vender a área como se fosse legítima, o que dificulta a reversão da grilagem da terra. Este caso demonstra os impactos do agronegócio da soja sobre o meio ambiente e sobre comunidades camponesas, indígenas e quilombolas. Confira a seguir capítulo do livro Direitos Humanos no Brasil 2022, lançado no dia 6 de dezembro pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos