Diplô Online
A culpa nos telhados
Como a geração distribuída de energia virou promessa de autonomia e explicação conveniente para os impasses do sistema elétrico brasileiro. Este texto é a primeira parte do artigo A transição energética sob controle do mercado, organizado em dois textos que denunciam as violências estruturais do setor elétrico brasileiro
Engolir o choro
Quando a dor deixa de ser um chamado e passa a ser um problema individual, o caminho para a exploração está pavimentado
Na fronteira do mundo
Confira a seguir nota inédita do autor à edição brasileira do livro Não volte: um jornalista entre os deportados mexicanos em Tijuana, que será lançada sábado, dia 23, em São Paulo. A obra do jornalista argentino-mexicano Leonardo Tarifeño acompanha o cotidiano de pessoas deportadas dos Estados Unidos que vivem em suspensão na cidade de Tijuana, separadas de suas famílias e privadas de direitos. A partir da convivência direta e da escuta dos personagens, ele constrói uma crônica jornalística que articula relatos de vida com dados, leis, episódios históricos e casos de abuso de poder, evidenciando como políticas migratórias se traduzem em violência cotidiana
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Quando a justiça rompe o silêncio
Articulador do assassinato de Raimundo dos Santos Rodrigues, trabalhador rural negro e líder comunitário no Vale do Pindaré, é condenado a 35 anos de prisão pela justiça maranhense; persistência das comunidades locais e das organizações que acompanharam o caso foi decisiva
Sanções, energia e a seletividade da compaixão internacional
Entre apagões, escassez e isolamento, a crise cubana expõe um padrão recorrente da ordem internacional: a subordinação da resposta humanitária a interesses estratégicos – um mecanismo já visível em episódios históricos da Ásia, da África e da América Latina
O tempo em disputa e o esgotamento de um modelo de sociedade
A controvérsia em torno da escala 6×1 revela, em última instância, um conflito mais profundo do que aquele que opõe empregadores e trabalhadores ou crescimento e direitos. O que está em disputa são os próprios critérios que organizam a vida social: produzir mais a qualquer custo ou produzir para sustentar a vida em sua plenitude?
Uma data emblemática na História do Brasil
Nunca é demais dizer que parte da desigualdade social e racial que funda nosso país decorre de um passado longínquo que deixou, por meio de ferros e grilhões, sua marca no tempo presente
A importância de uma super federação de esquerda no Brasil
Derrotar a extrema-direita e avançar com a democracia brasileira
Qual a cor do teu feminismo?
Quantas vezes defendemos sororidade, mas nos calamos quando a denúncia envolve raça?
Meu irmão, meu amigo, meu camarada… Manoel Neto!
A herança escravocrata, de racismo estrutural, o processo discriminatório e racista de civilização nos trópicos, o racismo que mata, desde sempre, no Brasil! Foi isso que matou Manoel
O ser, o tempo e a civilização: reflexões sobre a liberdade e o direito
Entre o indivíduo e a coletividade, entre a liberdade existencial e as exigências da vida social, o direito se afirma como instância mediadora por excelência
Quando já não se trata de curar
Cuidar é um ato profundamente humano – e inevitavelmente político
Deslocamento urbano, trabalho e a jornada que não aparece no contracheque
A jornada territorial não atinge todos da mesma forma. Ela obedece a uma hierarquia de classe que se materializa no espaço urbano
Manoel Rocha Neto, o racismo estrutural te matou e isso dói profundamente
É preciso fazer algo urgentemente para evitar mais dores à população negra e mestiça. O assassinato de Manoel pelos/as racistas dói, não somente para sua família biológica, mas para todos e todas que lutam por igualdade racial e justiça social
As cadeiras de plástico e a semiótica do comum nas artes
A arte traz consigo a tarefa de provocar uma nova distribuição dos espaços materiais e simbólicos
O Decreto nº 12.600/2025 e o futuro do patrimônio indígena
Este artigo analisa os impactos territoriais, arqueológicos e jurídicos associados à política hidroviária prevista no Decreto nº 12.600/2025, com foco na bacia do Tapajós e nos povos indígenas potencialmente afetados. Parte-se da hipótese de que a transformação do rio em corredor logístico estratégico produz uma reconfiguração normativa do território, tensionando direitos constitucionais e colocando em risco patrimônios materiais e imateriais vinculados à presença indígena histórica na região
Para resistir aos abusos das Big Techs, precisamos de “santuários da atenção”
As transformações impulsionadas pelas big techs avançaram em ritmo muito mais acelerado do que a capacidade de nossas instituições e da própria cultura de assimilá-las e regulá-las. Para enfrentá-las, será necessário construir novas formas de ação coletiva, em todas as escalas da vida social – da esfera interpessoal à cultural e à política
Por uma aceitação radical da diferença
Dialogando com as reflexões de Erving Goffman sobre estigma e desvio, até que ponto a chamada normalidade é um dado da natureza – e não uma construção social que transforma diferença em doença, incômodo em diagnóstico e singularidade em algo a ser corrigido ou excluído?
Como a privatização das infraestruturas vem transformando a urbanização
A suspeita de uma forte associação entre a ampliação dos ganhos dos investidores e a precarização dos serviços urbanos nos levou a investigar as transformações na economia política das infraestruturas urbanas e suas especificidades resultantes de uma trajetória particular de entrelaçamento entre privatização e financeirização
Primeira infância e desigualdade: a conta que o país insiste em adiar
Em um país marcado por profundas disparidades sociais, muitas crianças crescem em contextos de pobreza, insegurança alimentar e exposição à violência
1912, o Carnaval que nunca acabou
O carnaval já foi também palco de disputas políticas e símbolos nacionais. Em 1912, a morte do Barão do Rio Branco transformou a folia em luto – e acabou produzindo um episódio inédito na história brasileira: um carnaval celebrado em dose dupla, entre homenagens, tensões republicanas e o sarcasmo característico dos cariocas
O grito desesperado de uma “mãe de Sharia”
O caso de Karin Aranha exemplifica o drama das chamadas “Mães de Sharia”. Após trabalhar no exterior para sustentar a família, ela retornou ao Brasil e descobriu que o marido havia fugido com o filho para o Egito, levando também suas economias. Desde então, Karin enfrenta uma longa e difícil batalha judicial internacional para tentar reaver a guarda da criança e garantir o direito de exercer a maternidade
Operações secretas, consentimento fabricado e a glória do Irã
Os interesses geopolíticos, em oposição à preocupação humanitária, são os principais motivadores do confronto ocidental com o Irã
A dificuldade heroica de viver
O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, decidiram, em editoriais publicados em 25 de fevereiro, enquadrar a mobilização indígena como “vandalismo”, “bandalheira”, “gritaria”, “chantagem”, “baderna”, “truculência”, “força bruta”, “radicalismo” e “obstáculo ao desenvolvimento”
Educação humanista na recuperação do civismo digital
Como retomar a paideia e ancorar a ágora na educação brasileira? Retomar a paideia não é nostalgia grega: é reaprender a sustentar o comum, manter-se incluso e respeitar as regras: a paidia
Hip-hop, juventude e disputa de cidade em Belo Horizonte
O hip-hop tornou-se, nas últimas décadas, o principal fenômeno juvenil do país porque articula identidade, crítica social, técnica e possibilidade de mobilidade simbólica e material ao mesmo tempo
Sem justiça para os catadores, não há justiça ambiental
O paradoxo é evidente: enquanto governos e empresas promovem metas climáticas e políticas de economia circular, ignoram os trabalhadores que há décadas tornam essa economia possível

