Diplô Online
A escola-prisão
A partir de uma experiência pessoal na educação básica, questiona-se a promessa emancipatória da escola de tempo integral e evidenciam-se continuidades institucionais marcadas pelo controle, pela exaustão e pela gestão dos corpos
Democracias frágeis, quintais disputados e o retorno dos xerifes do mundo
A derrubada rápida de um regime vizinho, sem capacidade de dissuasão militar, envia um recado universal: governos economicamente frágeis, isolados diplomaticamente e sem base social consistente tornam-se alvos potenciais
Riscos e contradições sob o governo José Antonio Kast
O governo de José Antonio Kast representa riscos para o sistema científico e tecnológico do Chile, a partir de sua agenda de austeridade fiscal e reestruturação estatal. Ao estabelecer um paralelo com o “cienticídio” em curso na Argentina sob Javier Milei. A ofensiva ultraliberal na região promove um desmonte deliberado da ciência pública, tratando-a como custo e não como bem comum. A defesa da ciência como pilar da soberania e do desenvolvimento social exige mobilização política e a construção de um projeto alternativo, articulado às lutas democráticas mais amplas na periferia do capitalismo
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Operação no Rio: uma chance para tirar da pauta as questões trabalhistas
A operação no Rio serviu para colocar de volta a extrema direita no debate público. O tema da violência urbana, do “bandido bom é bandido morto”, vem à tona para desviar a conscientização da classe trabalhadora sobre os temas que realmente irão resolver o problema da sua precarização
A chacina do Rio como clímax das narrativas da extrema-direita
A eficácia da Operação no sentido de combate ao crime foi nenhuma: o número dois do Comando Vermelho, alvo declarado, conseguiu escapar. A operação se mostrou uma tragédia em sua letalidade e um fracasso em seu objetivo declarado. Mas um sucesso de propaganda
O Rio, a Garota de Ipanema e a necropolítica
Os recursos do Estado devem ser usados com planejamento, inteligência e para buscar atingir os líderes e criminosos de “alto escalão” que atuam em toda a cidade em favor do crime organizado. Mas não é isso que se observa nos últimos anos na cidade do Rio de Janeiro. Há tempos o poder público promove várias ações semelhantes que não desmantelam as facções do crime organizado
O massacre da Penha e a necropolítica como política oficial do Rio de Janeiro
Um governo que aposta na morte como espetáculo e na brutalidade como política pública
A necessária recuperação do debate estrutural na América Latina
Por trás da visão de exploração e exportação de petróleo cru está novamente aquele ideário liberal e de posição subordinada do Brasil na divisão internacional do trabalho
Por que não a Filosofia?
Se quisermos debater seriamente o lugar da Filosofia no Brasil, teremos que situar os contextos em que as teorias apareceram, quais foram os projetos de nação a que elas serviram, quais interesses elas atenderam, com quais valores se comprometeram. Diferentes tradições filosóficas disputaram não apenas ideias, mas também a política.
É o petróleo, estúpido (sobre a Venezuela)
No país de Saddam, lançaram toneladas de bombas explosivas e mortais. Ao mesmo tempo, e como complemento de um ataque sincronizado, despejaram sobre nossas cabeças toneladas de bombas ideológicas, que nos fizeram pensar apenas no “risco Saddam”, na “ausência de democracia” no Iraque e em “direitos humanos”.
Populismo de direita e carnavalização da política: O popular em meio a distopia
Nas redes sociais estão sendo desconstruídas hierarquias e autoridades estruturadas pelas democracias representativas dos séculos XIX e XX sem qualquer projeto, apenas um riso sarcástico sobre os escombros que produz (e venera). Uma distopia que muitos ancoram em uma matriz ideológica presente na própria estrutura algorítmica da tecnologia digital. Porém, uma tecnologia responde à formas societárias, à relações e desejos sociais e pressões institucionais, e seu desenvolvimento é aberto a contextos de pressões que se sucedem.
As grandes mentes de esquerda do século XX
Podemos até não concordar com o socialismo, mas o “fato científico” é que muita gente que contribuiu para a evolução da mente humana era socialista. Sartre, filósofo francês de extrema influência, dizia: “Se os comunistas têm razão, então eu sou um louco solitário em vida. Se eles estão errados, então não há esperanças para o mundo”.
O colóquio do amor
O conhecimento formal e acadêmico é essencial, mas não pode ser limitado àquelas horas de sala de aula. Nasceu aí a educação transformadora
Não formar cidadãos para formar bandidos: o projeto de nação do governo
O problema está no outro não em nós. Portanto, é preciso que os maus (uma invenção de quem manipula o saber) sofram para que eu goze. Algumas pessoas não devem ter direito ao gozo. Transferimos a razão de todo o mal para os sujeitos supostamente saqueadores e os colocamos fora do muro
Um porrema para Adorno
Resenha do livro Porremas, de Diego Barboza, Manuela Oiticica e Rafael Maieiro (orgs.), Rio de Janeiro, Mórula
O perigo da participação social
Pois que, na contramão da história republicana e democrática, mais uma vez o governo Bolsonaro mostrou que despreza a participação social. O Decreto n. 9.759 pretende extinguir e estabelecer diretrizes, regras e limitações para colegiados na administração federal, entre eles conselhos, conferências, fóruns e comitês gestores. E o que não for extinto, morrerá à míngua.
As confusões por trás da política de reajuste de preços da Petrobras
Rumos da atual política de preços e o futuro do parque de refino nacional levam a uma tensão contínua dos atores do mercado nacional de derivados
Tecnoinaptocracia
Começamos muito mal. Muito. Muito. O básico é deixado de lado, o necessário é deixado de lado
O grau zero da destruição
Bolsonaro expressa o âmago de seu projeto: a destruição da política nos moldes como existiam, para o estabelecimento da política nos moldes bolsonaristas
Presidente anuncia uma tragédia ainda maior do que a que já vivemos nas ruas e estradas
No seu primeiro pronunciamento ao vivo em redes sociais, Bolsonaro dedicou boa parte do seu papo para o anúncio de duas medidas absurdas e temerárias para a segurança no trânsito: o desligamento de radares nas rodovias federais e o aumento do tempo de validade da Carteira Nacional de Habilitação
Intermitentes e imprevidentes
O governo terceirizado de Temer não conseguir finalizar a devastação. Foi um intermitente “bem sucedido”, mas inconcluso. Deixou para seu imprevidente sucessor
Bolsonaro e a antipolítica
Na medida em que o jornalismo de maior visibilidade opta por divulgar, em uma perspectiva restrita, os escândalos de corrupção e desconstruir a imagem da política como um todo, qual seria a saída para nós, cidadãos comuns?
De onde vem o nosso super-ministro da economia?
Paulo Guedes navega na solidariedade com os interesses financeiros. Passar a previdência para o controle dos bancos privados, desvincular as receitas do Estado para que possam se apropriar do financiamento da educação, saúde e outras políticas sociais, buscar a apropriação da gestão do FGTS – tudo em nome de reduzir o déficit do Estado, aumentando o rombo que precisamente os bancos geram, é bastante coerente.
Literatura infantil e democracia – Parte 3
Problemas contemporâneos na discussão hegemônica sobre o ensino de literatura e a formação de leitores literários pela via escolar
Literatura infantil e democracia – Parte 2
Diante da complexidade inerente à infância e aos diferentes contextos que essa noção perpassa, como podemos pensar as relações entre infância, literatura e democracia?
Literatura infantil e democracia – Parte 1
Por que discutir a literatura infantil e sua relação com a democracia em um momento político-econômico, social e educacional particularmente tão delicado como o atual?

