Diplô Online
A explosão do verão que permanecerá
Você precisa conhecer o grupo que tem levado milhares de pessoas às ruas da Bahia
Grilagem, desmatamento e roubo das águas no Cerrado
Comunidade Grinalda do Ouro sofre com pacote da devastação imposto por invasores no município de Gilbués (PI), a 830 quilômetros de Teresina
Recuperando sanidade e verdade na democracia digital
Em um contexto marcado pela hiperconectividade e pela centralidade das redes digitais na mediação das relações sociais, cresce a percepção de que a ampliação dos espaços de fala não tem sido acompanhada pelo fortalecimento do debate público
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A hora de inverter a lógica: devedores ou credores do clima?
O recado que a COP 30 precisa ecoar mundialmente é claro: a conta da preservação é global, e o custo local é insustentável e injusto, já que o custo é gigantesco, sem nenhuma proposta de inversão
Rob Wallace no Brasil: por uma epidemiologia crítica ao capitalismo
O giro de Rob Wallace pelo Brasil começa neste domingo (23) com um papo na Livraria Megafauna, em São Paulo
O debate sobre as emendas parlamentares nas universidades públicas
O financiamento do ensino público superior brasileiro está cada vez mais diante de um paradoxo: emendas parlamentares como solução às restrições orçamentárias, cada vez mais latentes, e sua limitação para expansão e crescimento autônomo das universidades
Lições do avanço fragmentário da zona do euro em meio ao caos geopolítico
O cenário geopolítico recente mostra que a UE se tornou, simultaneamente, protagonista e vítima de um mundo marcado por rivalidades crescentes
O estado de exceção é a regra geral
“Se a agenda da transformação for traída, já não estaremos mais no mesmo lugar de antes, teremos andado um pequeno passo.” Confira entrevista com o pesquisador Felipe Paiva, doutorando em História pela UFF e professor de História da África na UnB, em que ele explica alguns conceitos de estado de exceção e os motivos pelos quais o Brasil vive na era da necropolítica
A música popular brasileira volta a protagonizar a cena política
Chico responde àquelas pessoas que o hostilizaram nas ruas e nas redes sociais, recomendando a ele Cuba como opção de exílio – como se Cuba fosse um castigo na Terra como Miami. É ainda mais contundente e impactante que suas canções de críticas à ditadura, porque, desta vez, Chico aponta o dedo para a parcela fascista, ignorante e intolerante da população brasileira. E, convenhamos: como é gostoso testemunhar isso
Marielle Franco, o novo sempre vem
Marielle Franco ajudou o Le Monde Diplomatique Brasil no momento em que mais precisamos. Em dezembro de 2017 gravou depoimento em apoio à nossa campanha de financiamento coletivo. Em janeiro de 2018, seu artigo compôs a cobertura da capa sobre a revolução feminista. No texto, ela dizia: “nós aprendemos umas com as outras, estamos buscando formas de fazer política que não sejam mera reprodução do que sempre foi feito”. Sua solidariedade jamais será esquecida. Seu exemplo será seguido. O novo sempre vem. Expressamos também nossos sentimentos aos familiares, amigos e amigas de Anderson Pedro Gomes.
Pela liberdade de ensinar e existir: ciências humanas contra a “ideologia de gênero”
Achar que há uma pauta oculta por trás de pesquisas científicas tão relevantes, usar tais acusações infundadas para promover o medo entre famílias ou mesmo atacar profissionais em sua legitimidade é um procedimento de desespero a uma dimensão inegável, e inegociável, dos processos sociais humanos: a descoberta das múltiplas potencialidades de realização dos nossos corpos e afetos, para além dos limites que nos impusemos por nossas instituições.
Vozes à margem: periferias, estética e política
Resenha do livro Vozes à margem: periferias, estética e política, organizado por Giordano Barbin Bertelli e Gabriel Feltran (São Carlos: EdUFSCar, 2017)
No intenso outrora
Percebemos assim que a ideia de “intenso agora” veiculada pelo filme é aquela de um presente esgotado, encerrado em si mesmo. Um intenso outrora de cuja temporalidade passageira só resta uma melancolia inerte
Prejuízos do preconceito
No Brasil, desde 1985, o Conselho Federal de Medicina não a associa a homossexualidade a um desvio. Denota-se um consenso na área da saúde de que se trata de uma variação natural da sexualidade sem qualquer efeito danoso. Como não há doença, não há que se falar em cura. Em contrapartida, o efeito prejudicial à mente e à saúde de uma pessoa ao se tentar “curar” sua sexualidade pode ser bastante alto
O golpe de 2016 e seu estudo nas universidades
Se várias universidades resolveram colocar o tema “O golpe de 2016” como objeto de reflexão e ensino, é porque o assunto é digno de ser abordado de maneira científica, metódica e sistemática. Os que possuem outra concepção dos acontecimentos de 2016 também têm autonomia para criar disciplinas e cursos que analisem a realidade sob outra ótica
8 de Março e a intervenção militar: a alegoria colonial do Brasil futurístico
Viajemos dos Estados Unidos imaginados por Margaret Atwood em The Handmade’s Tale para o Brasil, ano 2018. No dia 16 de fevereiro, logo após o carnaval, o governo federal anunciava uma intervenção federal no Rio de Janeiro. Desde então, as notícias sobre as ações no Rio de Janeiro são cada vez mais “distópicas”
Revolução em versos
A nova linguagem poética surgia juntamente com a figura do “novo homem socialista”. Era preciso uma linguagem que dialogasse com o homem das fábricas e das ruas, que abandonasse o transcendental tipicamente simbolista; uma linguagem veloz e que acompanhasse o ritmo histórico daqueles tempos
O idiota tecnológico: uma estratégia para a manutenção do capitalismo
A tecnologia não serve para mudar a sociedade, apesar de o senso comum acreditar nessa ideia e de muitos comerciais usarem a palavra “revolução” para anunciar seus produtos
Eleições na Itália, um país dividido em três
Mesmo antes da formação do governo já é possível tirar algumas conclusões sobre o que essa campanha eleitoral significa para o futuro da Europa e da Itália
E o que diz a voz do morro?
Muito se tem escrito sobre a artimanha utilizada pelo Palácio do Planalto para não sofrer uma derrota constrangedora no pacote da Previdência. Seguramente veio a calhar, mas é pouco. O que levaria o prefeito e o governador do Rio de Janeiro a estarem fora da cidade no evento comemorativo mais importante do Brasil?
A nova era dos extremos
Se antes o pensamento progressista era o novo, defendido pelos jovens, hoje é visto como retrógrado, defendido pelos velhos. Discursos de ódio, conservadores, potencializam e se beneficiam com esta inclinação ao conservadorismo, em que não faltam atores que elegem seus inimigos, semeando a discórdia entre os seguimentos sociais, e elegendo a democracia como o mal a ser suplantado.
O inimigo está no poder
Hoje, provavelmente, todos terão medo de ir à aula, assim como amanhã e depois e todos os dias sequentes desta operação absurda
Contra o retorno às raízes: identidade e identitarismo no centro do debate
A exaltação da identidade como fixo e não relativo é a pura expressão da forma de valorização do capital como fim em si mesmo que precisa assegurar alguns indivíduos como colônia ainda viável de exploração
Três elementos para compreender as preferências políticas e o conservadorismo da classe média
É importante lembrar que o sentimento de descrença com os processos políticos, que geralmente vem acompanhado pelo autoritarismo e a violência, é uma semente que costuma germinar em terrenos fertilizados pela insatisfação com a economia. Portanto, é curioso que Jair Bolsonaro esteja tão bem cotado nos segmentos sociais mais abastados e supostamente “esclarecidos”
Narrativas e simbologias da condenação de Lula
Na época das mentiras transformadas em “pós-verdades”, era previsível que a condenação de Lula tivesse caráter mais narrativo do que propriamente jurídico. O regime da versão dos fatos é fechado na subjetividade, basta por si, enquanto o regime do factual é aberto ao escrutínio público e à contestação.
Venezuela e intervenção no Rio: estratégias para uma unidade forjada
As classes dirigentes vão novamente mobilizar as massas a se unirem contra um mal maior para, assim, controlar a indignação popular. Como o desejo de “pureza” que tocou a população alemã nos pródomos da Segunda Guerra Mundial, estamos mais uma vez submersos em uma situação que nos impele (de forma manipulada) a negar a liberdade em prol da segurança
China’s Economy
Kroeber faz prova de um bom senso impressionante: “Em qualquer país os verdadeiros inimigos na luta por uma prosperidade de base ampla não são os competidores internacionais, mas elites domésticas que batalham constantemente para preservar os seus próprios privilégios às custas de todos os outros. Inovação, educação, abertura, e uma Estado redistributivo constituem armas confiáveis nesta batalha. ”

