Diplô Online
Autoextermínio social
O recente massacre no Rio de Janeiro não é um episódio isolado. É parte de um projeto histórico de higienização social, em que as populações marginalizadas são tratadas como ameaça à ordem e não como sujeitos de direitos
É justo transformar tragédias reais em entretenimento?
A espetacularização da tragédia vai, aos poucos, sendo banalizada, e somente um agente ganha: a empresa proprietária do streaming
Wallace Armani critica a dominação capitalista nas organizações em ‘Por uma administração socialista’
A obra demonstra como a chamada “administração científica” é uma ferramenta de dominação que permeia todas as esferas da sociedade, das empresas às igrejas
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Uma pauta para as próximas eleições no Brasil
Por que o patrimônio da cultura brasileira e os museus ainda não ocupam lugar central no debate eleitoral?
O deserto da imaginação e as ruínas da universidade neoliberal
Sob o neoliberalismo, a universidade deixou de ser refúgio dos “excêntricos” e transformou-se em fábrica de autopromoção. O pesquisador, em vez de intelectual público, converteu-se em gestor de si mesmo
Uma alternativa que precisa ser humana
Que tipo de nova ordem está sendo construída: uma que silencia diante da brutalidade dos regimes de trabalho e incorpora Estados autoritários, como Arábia Saudita e Irã, sem exigir contrapartidas mínimas em direitos civis, políticos e sociais, ou uma ordem verdadeiramente democrática, multilateral e centrada na solidariedade entre os povos?
A regulação da ética em pesquisa em tempos neoliberais
A nova lei de pesquisa clínica retira a ética do controle social, cria conflitos de interesse e fragiliza a proteção dos participantes, configurando um exemplo emblemático de como a lógica neoliberal prioriza interesses privados em detrimento dos direitos e da saúde pública
Investidores líbios, camponeses malineses
O Mali precisa desenvolver e modernizar sua agricultura, mas, por falta de recursos financeiros, precisa apelar para os investimentos estrangeiros. Em 2008, a Líbia apresentou-se, interessada, estava lançado o projeto Malíbia, cujo ideal de sustentabilidade, de lá para cá, é bastante questionávelAmandine Adamczewski e Jean-Yves Jamin
Em Camarões, o interminável fim de um reinado
Vinte e uma candidaturas (entre 52) foram validadas pela comissão eleitoral camaronesa para a eleição presidencial que acontece dia 9 de outubro, domingo. Apoiado por Paris há 29 anos, o regime autocrático de Paul Biya tornou-se mestre da arte de contornar as regras internacionais relativas às liberdades fundamentaisThomas Deltombe
Marx e o século XXI
Marx não pôde imaginar que a classe burguesa engendraria no proletariado seus valores e daria a ele essa possibilidade de consumo. Os trabalhadores agora com poder de compra, não se vêem mais com uma classeAmanda Marina Lima Batista
Made in Brazil
Cerca de 120 mil brasileiros moram hoje na Itália, sem contar os imigrantes que vivem na irregularidade. Entre eles há um grupo expressivo de transexuais, que atuam como profissionais do sexo com péssimas condições de trabalhoFabiana Ghiringhello
Não nos renderemos
Seis meses após a queda do presidente Ben Ali, a Tunísia borbulha. À espera das eleições da Assembleia Constituinte, em 23 de outubro, as forças sociais mantêm a pressão sobre o governo provisório. Entretanto, em Gafsa, no coração do país, os traços do antigo regime permanecemSerge Quadruppani
O poder iraniano perde o controle sobre mídia
O enquadramento dos meios de comunicação durante a primeira década da revolução, que se revelou um desastre, deixou lugar para uma política menos rigorosa no que se refere aos bens culturais populares na sociedade e na juventudeShervin Ahmadi
A arte contemporânea, do controle estatal ao mercado
A produção artística foi gradualmente saindo da tutela do Estado, mas caindo na do mercado, que prefere artistas mais maleáveis, sem espírito crítico e despolitizadosYves Gonzalez-Quijano
Tunísia: a revolução terminou?
Há quatro meses os tunisianos balançam entre revolução e eleições. Passada a febre de janeiro, a primavera trouxe uma espera angustiante. Uns sustentam que a prioridade é liquidar as sequelas e os homens do antigo regime. Outros aspiram ardentemente à eleição de uma assembléia nacional constituinteJean-Pierre Séréni
Grandes manobras das teles
Quase ausente dos mapas de fluxo de dados, a África tem menos linhas telefônicas que Tóquio ou Manhattan e menos computadores conectados à internet que a Lituânia. No entanto, o continente africano não escapa à reviravolta das telecomunicaçõesAnnie Chéneau-Loquay
Cuidado: Zizek pode estar certo
”O que a esquerda vem fazendo nas últimas décadas é seguir brutalmente o destino de render-se, de acomodar-se, de fazer os “compromissos necessários ” com o inimigo declarado”. Esse é o espiríto de Zizek, um dos mais importantes teóricos de esquerda da atualidadeJorge Barcellos
“Minha língua estrangeira é a velocidade, é a aceleração do real”
Guilherme Soares dos Santos
Excepcionalidade, constitucionalidade e convencionalidade
Pode-se discutir os motivos de consumo, a alienação, a indiferença, a anomia, a relação de gozo/mais valia, os padrões de comportamento, mas é de se perguntar se a proibição e a omissão de produção autorizada (art. 2º da Lei 11.343/2006) fazem bem para o Brasil.Konstantin Gerber
Na construção de um Estado laico em Bangladesh
Em janeiro de 2001, a primeira ministra da República popular de Bangladesh xeque Hasina Wajed, lançou uma reforma contra a ordem religiosa no país. Se apoiando na Corte Suprema para mudar a emenda constitucional que fez de Bangladesh uma república islâmica,para agora seu original status de Estado laicoDavid Montero
Outra ótima e radical contribuição vinda do Brasil
O Projeto Revoluções é o melhor exemplo de uma nova confiança e do radicalismo da esquerda brasileira que agora está forçando seus políticos a prestarem contasCostas Douzinas
A “direitização”, um novo significado da História?
Os ideais da esquerda não estão mais em sintonia com a evolução das sociedades contemporâneas marcadas pela ascensão do individualismo consumista e pelo retiro hedonista na esfera privada. Em suma, estamos vivendo tempos de direita.Rémi Lefebvre
A "direitização", um novo significado da História?
Os ideais da esquerda não estão mais em sintonia com a evolução das sociedades contemporâneas marcadas pela ascensão do individualismo consumista e pelo retiro hedonista na esfera privada. Em suma, estamos vivendo tempos de direita.
“Al-Gaddafi” não é “Al-Mahdi”
Assim como um Mahdi ( o messias – o ungido), o coronel Kadafi se considera fonte de todo o conhecimento.Filipe Pinto Monteiro
"Al-Gaddafi" não é “Al-Mahdi"
Assim como um Mahdi ( o messias – o ungido), o coronel Kadafi se considera fonte de todo o conhecimento.Filipe Pinto Monteiro

