Diplô Online
Quando a violência deixa de ser exceção e revela um sistema
Quando uma mulher é assassinada por ser mulher, o que se rompe não é apenas uma vida individual, mas o pacto mínimo de convivência que sustenta o próprio conceito de civilização
A sociologia que incomoda, um livro que diz tudo e mais um pouco!
Dentre os muitos significados que este livro desperta, o de maior impacto é o da superação e da transformação da vida diante da morte, por meio da construção de uma narrativa de reencantamento do mundo. Trata-se de uma obra sociológica na qual a autora evidencia que toda escrita possui uma consciência e uma potência social
O direito à leitura na prisão
A oferta de projetos de leitura com o benefício da redução da pena é um estímulo importante para homens e mulheres em reclusão ressignificarem sua relação com o conhecimento e a imaginação
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Crise do capitalismo, rentismo e a obstrução da soberania popular
A crise estrutural do capitalismo ultraneoliberal, o avanço do neofascismo e a erosão democrática impõem urgência à análise. Este texto se propõe a uma leitura crítica de um processo histórico em aberto, marcado pela profunda contradição entre capital e trabalho, entre soberania popular e o poder absoluto das finanças. Ancorada na perspectiva marxista da totalidade, a análise compreende a crise em sua articulação entre economia, ideologia, política e cultura (estrutura e superestrutura). O recorte temporal, de janeiro de 2023 a 2025, examina a decomposição democrática após os atos golpistas, percebidos como sintoma de uma crise mais ampla
Legalismo autocrático: o caso de Minas Gerais, no Brasil
A blitzkrieg (guerra-relâmpago) nos interiores de Minas Gerais tende a aumentar, afinal, trabalhadores da COPASA não deixarão seus empregos morrerem em câmara lenta e se engajam em mais uma campanha intensa. O debate já chega em prefeituras e câmaras de vereadores – e quem é que vai requerer pedir voto?
Aline Bei: “quando uma presença se estabelece, uma outra ausência se torna presença naquilo, naquela relação”
Em Uma delicada coleção de ausências, a autora retoma a escrita poética e fragmentada que marcou sua estreia em O peso do pássaro morto, mas agora mergulha ainda mais fundo nas feridas silenciosas da memória, da perda e da herança familiar
Expectativas e ponderações diante da 30ª Conferência do Clima
Olhando globalmente, quais os maiores desafios para a humanidade enfrentar as mudanças do clima?
Cultura e grau zero da ideologia
O esvaziamento do político garante a perpetuidade das injustiças do Estado de Direito atual. Até que ponto as críticas dirigidas ao sistema foram internalizadas? O que a cultura poderia dizer sobre uma “onda conservadora” e suas estratégias?Fábio Salem Daie
As Ocupa-Ações Secundarista em SP: da autodefesa do espaço à escola autogerida
Mas de onde veio essa força política? Ao que parece, ocupar uma escola foi ocupar o coração do espaço público na sociedade, o que permitiu aos estudantes se apropriarem de um espaço que não estava efetivamente em suas mãos e que lhes atribuiu legitimidade e reconhecimento por parte de diversos setores sociaisSandro Barbosa de Oliveira
Tudo nos une e nada nos separa
Os vínculos históricos entre ambos os países, ainda que não sejam lineares, configuram uma curva em ascensão permanente. Apesar de reviravoltas pontuais, desde o século XVIII, a Argentina tem sido um dos países mais importantes para a política externa brasileiraLuciano Wexell Severo
A “maldita” política
Na apuração da reportagem “Escolas de luta”, publicada na edição 102 (janeiro de 2016), o Le Monde Diplomatique Brasil entrevistou por e-mail a socióloga Silvia Viana, professora da FGV-SP. Confira a seguir o depoimento completoequipe Le Monde Diplomatique Brasil
A "maldita" política
Na apuração da reportagem “Escolas de luta”, publicada na edição 102 (janeiro de 2016), o Le Monde Diplomatique Brasil entrevistou por e-mail a socióloga Silvia Viana, professora da FGV-SP. Confira a seguir o depoimento completoequipe Le Monde Diplomatique Brasil
Despejo pode gerar novo Massacre do Pinheirinho
Marcado para o próximo dia 17, a expulsão deve afetar mais de 2500 famílias que vivem no município de Sumaré. Duas decisões judiciais divergentes, a favor e contra, compõem o cenário de iminência do desastre.André Dal’Bó da Costa
Narcotráfico, Estado e Capitalismo no México atual
Depois do desaparecimento dos 43 estudantes, outros massacres aconteceram no México. A violência é ainda maior pela existência documentada de um problema mais intrincado: a associação entre os cartéis do narcotráfico, governos e o capitalismo.Quetzalcoatl G. Fontanot e Ernenek Mejía
Quanto mais quente mais eficiente?
Medidas reguladoras que estabeleçam como saídas ferramentas pró-mercado como os instrumentos de flexibilização instituídas pelo Protocolo Quioto reproduzem e acentuam ainda mais as distorções econômicasAna Paula Salviatti
2015: entre o avanço e o retrocesso
apesar de estarmos enfrentando já em 2013 um quadro de diminuição da velocidade das melhorias sociais, 2015 é o divisor de águas que mostra a reversão de um ciclo muito positivo, em especial para a população historicamente mais vulnerávelAna Luíza Matos de Oliveira
Sim, precisamos falar sobre capitalismo
Uma interpretação histórica sobre o capitalismo realmente existente no Brasil, e de como ele se insere no contexto das transformações da economia mundial capitalista, faz-se necessáriaAlexandre de Freitas Barbosa
Ato de estudantes celebra vitória contra o fechamento de escolas
Cerca de 15 mil pessoas participaram de manifestação que percorreu as ruas de São Paulo. Ao chegar à Secretaria de Educação, o ato foi recebido pela PM com violência. Um estudante agredido relatou as agressões que sofreu de policiaisCristiano Navarro
Eu só quero EDUCAÇÃO – e ser feliz!
Hoje, diversos meios estão abrindo seus espaços para que estudantes possam falar sobre a experiência de luta contra o projeto de reorganização de escolas em São Paulo. Os textos serão reunidos pela hashtag #ocupaestudantes. Leia a seguir texto de Guilherme Henrique de Souza, estudante da E.E. Miss BrowneGuilherme Henrique de Souza
A experiência do horror
Resenha do livro A experiência do horror: arte, pensamento e política, de Rafael Araújo (Alameda Editorial, 2015)Carlos Rogerio Duarte Barreiros
Sanções internacionais arbitrárias, do Sudão à Rússia
Em meados de dezembro de 2014, a Corte Penal Internacional abandonou as acusações que pesavam contra o presidente do Quênia Uhuru Kenyatta e suspendeu suas investigações em Darfur. Podemos imaginar que a adoção de sanções teria sido mais eficaz?Jérôme Tubiana e Claudio Gramizzi
A tragédia anunciada da megamineração
Lógicas de mercado em sociedades com déficit democrático, desigualdades e discriminações sociais, ambientais, étnicas e raciais possuem baixos padrões de segurança e proteção ambiental. Economicamente falando, o custo da destruição da vida e do meio ambiente é externalizadoMarcelo Firpo Porto e Bruno Milanez
Revolução Bolivariana na encruzilhada
Diante da progressiva degradação das condições cotidianas dos venezuelanos, observadores simpáticos ao processo questionam se o desgaste político em curso não seria superior ao custo das mudançasFabio Luis
Liderança indígena denuncia efeitos das mudanças climáticas na Unesco
Em Paris, cidade-sede da conferência climática da ONU, Txane Bane Huni Kuin, indígena do povo kaxinawá, discursou sobre a contaminação da água que afeta o seu povoMarie Sigrist
Primeira titulação de terra quilombola no Brasil completa 20 anos
Desde a titulação pioneira da Terra Quilombola Boa Vista, no Pará, em 20 de novembro de 1995, apenas 163 terras foram tituladas. 92,5% das famílias quilombolas no Brasil ainda esperam que o governo garanta a efetividade do direito assegurado na Constituição Federal.
Produtividade, evolução e sigilo no maior sistema penal do país
Com as ideias de “evolução” e “produtividade”, os secretários apresentam à população como têm reduzido crimes, controlado a fúria letal das polícias e garantido a ordem no maior sistema penitenciário do país. O fiasco na produção desses dados joga luz sobre a aberração política que São Paulo experimentaAnderson Lobo da Fonseca
Le Bataclan, 2015; Altamont, 1969. Música e (anti)multiculturalismo
Espera-se que o que ocorreu em Paris possa também permitir que as questões que levaram aos horrores da sexta-feira 13 sejam discutidas com a profundidade que merecem. Provavelmente, no curto prazo, não será o caso. A resposta imediata será tão chucra quanto os atentados.Itamar Alves

