Diplô Online
Capitalismo autofágico
Se o capital é finito e sua criação não é natural, como os mais ricos aumentam suas fortunas dia após dia?
Educação popular e experiência de resistência na Amazônia
A educação libertadora tem entre seus princípios a dialogicidade, a problematização e a reflexão crítica. Onde o diálogo é o instrumento que possibilita desvelar um contexto a partir dos diferentes pontos de vista dos envolvidos, trazendo à tona a problematização
Plataformas digitais, criadores de conteúdo e os desafios do direito do consumidor
A recomendação feita por um criador de conteúdo configura relação de consumo?
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A Amazônia como epicentro para a justiça climática e a justiça social
A COP 30 na Amazônia é nossa chance de criar um futuro em que a justiça climática e a justiça social sejam finalmente a mesma coisa
Onde estão os intelectuais apaixonados?
Afinal, qual o papel do intelectual diante das dores coletivas e das opressões estruturais?
O desvario tarifário de Trump e a resposta do Brasil
Diante do silêncio, em resposta às tentativas de negociar, só resta ao Brasil retaliar, onerando na mesma proporção as importações de bens e serviços provenientes dos EUA – e na medida em que repercutam no mercado americano, venham eles conversar
O Brasil (de novo) fora do mapa da fome
O retrocesso vivido nesse intervalo reforça a necessidade de uma preocupação constante da sociedade brasileira com a questão
Mapeando a cidade invisível
Se a mitologia penetrante e luminosa da Paris de Hemingway não é mais reproduzível, Vila-Matas acaba por conceber um tipo de mitologia pessoal e específica sobre seu romance de estréia.Marco Polli
Estranho objeto
De súbito, faltou fôlego. Cessou a confusão do batismo cego. Poderia decidir-se por qualquer daqueles nomes, ou qualquer outro; subsistiria o mais terrível dos atributos, sempre. O que trazia nas mãos, nelas teria de seguir.Diego Viana
Lêdo Ivo: sorriso aos 80
O que Lêdo Ivo realiza em versos – e também em alguns de seus ensaios – serve de motivação para a crítica, isto é, deve-se analisar a relação entre modernistas e parnasianos em suas contraposições, mas também em suas convergências.Pedro Marques
O paradoxo do real
Somados os percursos, teremos reconstituído uma pluralidade de mundos dentro de um mesmo e único mundo. Ou como escreveu Borges: “… sentia que o mundo é um labirinto, do qual era impossível fugir, pois todos os caminhos, ainda que fingissem ir ao norte ou ao sul, iam realmente a Roma”Dalton Martins, Hernani Dimantas
Arte de rua, democracia e protesto
São Paulo saúda, a partir de 27/3, o grafite. Surgido nos anos 70, e adotado pela periferia no rastro do movimento hip-hop, ele tornou-se parte da paisagem e da vida cultural da cidade. As celebrações terão colorido, humor e barulho: contra a prefeitura, que resolveu reprimir os grafiteirosEleilson Leite
Pátria sem chuteiras
Os clubes na periferia global são hoje quem produz ou garimpa talentos. Mas empobrecem e perdem, aos poucos, sua ligação simbólica com o torcedor. Nações como o Brasil, que têm no futebol uma pedra fundamental de sua identidade, deixam de se sentir representadas pela seleção nacionalTiago Soares, Rafael Evangelista
A Bíblia de Gutenberg
Estranho paradoxo: enquanto a CNBB pressiona contra as pesquisas com células-tronco, a PUC-RS valoriza estudos que procuram verificar a existência de “cérebros criminosos”. Se a vida é dom divino, a violência pode estar inscrita nos genes? Reflexões sobre o papel a que a igreja renunciaAlexandre Machado Rosa
Mein Führer, ousadia e frustração
Lento e forçadamente debochado, o filme mais recente de Dani Levy pretende debater a relação entre Hitler e o poder. Mas, ao criar a imagem de um ditador pobre-coitado, converte-se em obra estéril, que não dialoga nem com a História, nem com a atualidade.Bruno Carmelo
Tibete, ameaça à China?
A recusa de Pequim ao diálogo com o Dalai Lama não tem razões econômicas: está relacionada ao impulso nacionalista e ao temor de que a revolta agudize tensões hoje contidas na China. Mas tal postura tende a radicalizar a juventude tibetana e atiçar conflitos que outras potências desejam…Roberto Cattani
Alô, Hugo
? É o Hugo, mexicano?
? Não. É o Daniel, brasileiro.
? Mas você fala espanhol? (…) Que estúpida eu sou. Você fala brasileiro, né?
? Também não.Daniel Cariello
Nós somos o público
A questão dos direitos do público tornou-se inadiável. As enormes transformações que estão ocorrendo nos meios de comunicação e circulação e intercâmbio da cultura exigem o estabelecimento de normas que nos garantam a condição de sujeitos — muito mais do que consumidoresFelipe Macedo
As festas deles e as nossas
Num texto preconceituoso, jornal de São Paulo “denuncia” agito na periferia e revela: para parte da elite, papel dos pobres é trabalhar pesado. Duas festas são, no feriado, opção para quem quer celebrar direito de todos ao ócio, à cultura, à criação e aos prazeres da mente e do corpoEleilson Leite
Um ano de volta para casa
Faz um ano: uma passeata, um ato de coragem, uma afirmação de direitos. Milhares de jovens avançam pelas ruas do Rio e retomam o terreno histórico da UNE a Praia do Flamengo. À moda do MST, simplesmente arrombaram o portão metálico e ocuparam a terra. Agora, é preciso ir alémBruno Cava
Em defesa dos Territórios da Cidadania
Política que favorece os pobres sempre renderá votos, pois os pobres são pobres, mas não burros. E são muitos, efeito indiscutível de séculos de políticas de direita. Ao tentar bloquear um programa que abre portas para um processo modernizador inclusivo, a oposição a Lula dá um tiro no péLadislau Dowbor
Em liquidação, a auto-estima
No Dia Mundial dos Direitos do Consumidor, vale notar que as crianças tornaram-se o público-alvo preferido da publicidade. Ainda em formação, são bombardeadas com a idéia de que os prazeres se compram — o que prolonga a imaturidade, acentua frustrações e produz, no futuro, adultos infantilizadosMaria Helena Masquetti
Greenaway dialoga com Rembrandt
Em seu mais novo filme, diretor inglês debate as artes plásticas. Mas a abordagem — inovadora, ousada, livre de referências banais — perde-se, em parte, na tentativa de criar suspense policial e apontar, em Ronda Noturna, a imagem de um assassinatoBruno Carmelo
Arte independente também se produz
Às margens da represa de Guarapiranga, Varal Cultural é grande mostra de arte da metrópole. Organizado todos os meses, revela rapaziada que é crítica, autogestionária, cooperativista e solidária — mas acredita em seu trabalho e não aceita receber migalhas por eleEleilson Leite
Palavra 21
Miguel Hernández ? A península ultrajada
Preso no ano de 1939, depois da vitória de Franco, Miguel Hernández escreve no cárcere seus poemas mais intensos, frutos da experiência da injustiça, da morte e da ausência.
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A ira de João Gabiru
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Tentativa de uma defesa desnecessária
Ninguém em sã consciência decide ser escritor para que um dia lhe roubem suas idéias e façam o que quer que seja com elas.
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Copa de Literatura: seriedade e bom humor
À medida que a Copa avançava, as decepções eram aliviadas pela importância crescente dos comentários dos leitores. Além de ser um torneio sobre literatura, a Copa se transformou num fórum informal sobre crítica literária..
AquiRodrigo Gurgel

